Política

Rio Grande da Serra estuda zona azul para coibir uso de ruas por motorista forasteiro


Rio Grande da Serra não possui um semáforo, mas está prestes a adotar sistema de estacionamento rotativo, popularmente conhecido como zona azul. O prefeito Gabriel Maranhão (Cidadania) já recebeu aval da Câmara e projeta instituir a medida nas ruas centrais do município até o fim do ano.

Ainda que não tenha número de vagas e quais vias deverão receber as vagas, o Legislativo aprovou projeto no dia 19 de setembro. O Executivo aguarda a finalização do processo de licitação para contratar empresa que gerenciará o sistema.

Segundo o Detran (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo), o número de carros emplacados na cidade é de 19.605 veículos, em levantamento feito pela entidade em agosto de 2019.

Comerciantes ouvidos pelo Diário dizem não simpatizar com a medida, já que a cobrança poderia afastar clientes e que seria apenas mais uma situação para a administração recolher dinheiro dos munícipes.

“Isso não vai ser muito bom. O prefeito deveria pensar em outras prioridades para a cidade, como saúde e educação. Ou devia consertar os buracos que tomam as ruas”, disse Eliana Márcia da Silva, que mantém comércio na Avenida Dom Pedro I há 24 anos. 

A via, uma das principais da cidade, é utilizada como estacionamento para os munícipes que fazem compra pela região central. Em dois dias em que equipe do Diário esteve em Rio Grande, havia veículos parados por toda extensão da avenida. 

Para o vendedor Roberto Domingues Elói, que também trabalha em um comércio da via, a implementação do estacionamento rotativo irá mais atrapalhar do que ajudar os comerciantes. “Acho que não precisa disso. Não há muitos carros na cidade. É só mais uma maneira de arrecadação.”

Presidente da Câmara da cidade, o vereador Claudinho Monteiro (PSB) disse que o estacionamento rotativo pode resolver um problema antigo que incomoda munícipes de Rio Grande. “Muitos moradores de Ribeirão Pires vêm até Rio Grande, estacionam o carro e seguem para o trem, de onde partem para o emprego em outras cidades. O carro dessa pessoa fica estacionado por muito tempo. O estacionamento rotativo inibiria esse tipo de ação.” Rio Grande é o ponto final da Linha 10-Turquesa, que desemboca no Brás, região central da Capital, cortando o Grande ABC.

Maranhão sustentou que a medida ajudará o comércio. Ele assegura que ouviu comerciantes e munícipes antes de levar adiante a proposta. “A demanda partiu diretamente de quem mantém comércio na cidade. Sei que posso não agradar a todos, mas isso nem Jesus Cristo conseguiu.”

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