Setecidades

Fundação Casa vai ofertar cursos de idiomas para internos


 A Fundação Casa, que atende adolescentes que cumprem medidas socioeducativas, pretende ofertar a partir do ano que vem cursos de idiomas para os internos. No Grande ABC, as sete unidades – seis para internações e uma para semiliberdade – atendem 316 menores. Segundo o secretário de Estado de Justiça e Cidadania e presidente da Fundação Casa, Paulo Dimas Mascaretti, a ideia é que sejam firmadas parcerias com instituições que possam oferecer os cursos.

“Estamos trabalhando para que as aulas de idiomas aconteçam já a partir de 2020. Logicamente depende de parcerias, de vencer a burocracia, mas a gente quer fazer com que no ano que vem já tenhamos novidades na formação básica de todos os adolescentes e também aprimorar a inserção dos jovens na arte e cultura, nos esportes e na educação profissional”, explicou Mascaretti, que se reuniu na manhã de ontem com gestores e servidores do Polo Regional ABCD (que reúne as sete unidades da região e cinco da Zona Leste de São Paulo), uma das 11 divisões regionais na instituição no Estado. A direção também pretende institucionalizar e replicar iniciativas bem-sucedidas que hoje são realizadas em apenas algumas unidades por iniciativa dos gestores locais.

Ofertar aulas de idiomas está inserido no contexto de pensar na qualificação e recuperação do adolescente, considerando inclusive o momento em que ele se torna um egresso do sistema, explicou a secretária executiva da Justiça e Cidadania e vice-presidente da Fundação Casa, Ana Paula Bandeira Lins. “Nosso objetivo maior é fazer com que os meninos retornem para a sociedade com iguais oportunidades de competir com quem ficou de fora”, destacou. Reportagem publicada pelo Diário em abril de 2018 mostrou que a taxa de reincidência de ex-internos é de 20%.

O encontro teve como objetivo apresentar o projeto #SOMOSTODOSCASA, direcionado à gestão humanizada da instituição. Desde o início do ano, a equipe vem mapeando os gargalos e necessidades a fim de integrar melhor o corpo de funcionários e de gestores e atacar questões pontuais, como a alta taxa de absenteísmo (falta de funcionários) e afastamentos por motivos psiquiátricos. “Mudar e repensar a Fundação é uma necessidade. Esse grande número de faltas nos diz que o servidor tem receio de realizar as suas tarefas. Os afastamentos, que está pressionado e não se sente pertencente ao trabalho que vem sendo realizado. Essas pessoas precisam de cuidado, porque se a gente não se cuidar bem, não podemos cuidar do outro”, completou Ana Paula.

Até dezembro deste ano serão realizados encontros nas 11 regionais, que reúnem as 142 unidades da Fundação Casa no Estado. Além dos debates com gestores, que devem atuar como multiplicadores entre as equipes, também serão realizadas oficinas de escuta nos centros de atendimento para ouvir as demandas dos funcionários que lidam diretamente com os adolescentes.

Diretor do Sitsesp (Sindicato da Socioeducação de São Paulo), João Faustino afirmou que o absenteísmo e o afastamento por questões psiquiátricas são apontados há tempos pelo sindicato e lamentou que os representantes sindicais não estejam participando dos encontros. “A Fundação precisa cuidar um pouco mais do trabalhador, que é quem dá condições para o adolescente progredir”, criticou.

O diretor lembrou, ainda, que cada unidade tem “um mundo diferente” e que estando a par de tudo, o sindicato pode ajudar.

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