Palavra do Leitor

Tempo de recomeçar


 Artigo

Tradicionalmente, em dezembro e janeiro, as pessoas fazem balanços e planos. Balanços referem-se aos erros e acertos do ano que termina; já planos, claro, vão nortear o ano que está prestes a começar. Para o povo judeu, o ano de 5780 iniciou-se em 30 de setembro; e, ao nascer da primeiro estrela de hoje, 8 de outubro, tem início o Yom Kippur, Dia do Perdão. Espera-se que, desde as festividades do ano novo (‘Rosh Hashaná’), cada homem e cada mulher tenham analisado a conduta, pedido perdão àqueles a quem tenham eventualmente prejudicado e apagado de seu coração qualquer traço de ressentimento contra aqueles que lhe fizeram mal.

Segundo a fé judaica, nos dez dias que separam o início das festividades de Rosh Hashaná do Dia do Perdão, Deus inscreve no Livro da Vida nomes daqueles que viverão no ano seguinte. Assim, o Yom Kippur é espécie de ‘prova final’, caracterizado por jejum absoluto de comida e água, além de muitas preces. É momento de repensar atitudes, corrigir rumos – e, claro, fazer balanços e planos. Talvez possamos aproveitar a oportunidade trazida por esse momento de reflexão e oração para repensar muitas de nossas atitudes. Brasil tem estado dividido por questões político-ideológicas. País que sempre acolheu imigrantes de braços abertos, que há mais de século tem servido de refúgio para os que buscam chance para trabalhar, ter paz e se estabelecer, não pode converter-se em campo minado. Que tal passar esponja em ódios mútuos, relevar mágoas e apagar as palavras duras que foram disparadas mutuamente, para reconstruir relações e olhar o que realmente importa?

Para quem, como nós, atua no mercado financeiro, lidando com aplicações, investimentos imobiliários e tantos outros temas que aparentam ser meramente materiais, vale meditar sobre a real natureza do nosso trabalho. Afinal, lidamos não apenas com o dinheiro em sua essência fria, mas com tudo o que ele traz em si de mais valioso: o potencial de ajudar pessoas a realizarem sonhos, de permitir que jovens construam seu próprio futuro sobre bases mais sólidas e de dar, às famílias, a estabilidade de que necessitam para se dedicarem ao realmente importa: o convívio, a educação dos filhos, o compartilhamento de amor e de afeto. A transição para novo ano é como oportunidade de renascimento. Mesmo a quem não é judeu, o simbolismo do recomeço pode e deve valer: sempre é hora de melhorar, de buscar a conciliação.

Países conflagrados não prosperam, do mesmo modo que pessoas que se desgastam diuturnamente com ódio e embate não têm como enxergar lucidamente os próprios caminhos. E é disso que se trata: mais do que nunca, necessitamos de luzes que nos permitam lidar com os desafios, enfrentar as crises e sair fortalecidos.

Andre Kamkhaji e Maurice Kattan são sócios diretores da empresa Union Naional.

Palavra do Leitor

Baldy
Bombástica a entrevista com o senador Jorge Kajuru a este Diário (Política, dia 29). Inclusive quando diz sobre o secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, que ‘não existe negócio com ele sem propina’, e também que ‘o ideal da vida dele é ficar rico’. Conclui-se por que não tivemos nem teremos Metrô no Grande ABC: ele e o governador João Doria não tiveram nenhuma vantagem financeira para contemplar o Grande ABC com o monotrilho. Nenhuma surpresa. Afinal, não se espera nada de bom dos políticos no Brasil?
Jorge Sabino
Mauá

Fora da lei
O governo de São Bernardo continua achando que está acima da lei! Desta vez com dois radares móveis: um na entrada da Anchieta, onde, diga-se de passagem, tem buraco enorme; e outro do outro lado. Vai precisar de fiscais para os fiscais. Os carros deles ficam estacionados em cima do gramado, e eles – pelo menos cinco –, jogando! Isso em plena sexta, às 9h30. O viaduto da mesma avenida estava de novo interditado! Deste vez para quem chegava da Imigrantes para pegar a Avenida Kennedy. O desvio não está indicado, coitado do motorista com o GPS. Embaixo do viaduto há muitas máquinas, mas ninguém trabalhando! Será que eles foram jogar com os fiscais dos radares? Fica uma pergunta no ar: por que inaugurar alguma coisa que não está pronta?
Serge Rene Vandevelde
São Bernardo

Ruídos
Os interesses da Prefeitura de Santo André são os mesmos do povo? Não. De jeito nenhum. Não vou falar das ruas esburacadas que não se encontram no bairro Jardim, pois isso todos os dias alguém denuncia. Vou falar do desrespeito ao silêncio e ao sossego que, no lar, todos temos direito. Afinal, é o nosso refúgio. Lembro também que devemos respeitar determinada distância de hospitais no tocante a ruídos. Pois bem, a Prefeitura de Santo André desconhece, ou finge desconhecer, que cumpre à administração pública cuidar para que a felicidade de alguns se transforme no inferno de outros, até porque, na hora de pagar IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), nós, que moramos próximo ao Paço, pagamos bem mais que os demais. Dias 5 e 6, sábado e domingo, houve festividade no Paço, não no estacionamento, onde, por ser mais fundo e cercado de árvores, prejudica menos os circundantes, mas na frente da Câmara até a Avenida Portugal. No sábado, às 19h, o ruído da música estava tão absurdo que tentei me fechar em algum lugar em que houvesse alguma atenuação do ruído, sem conseguir.
Felix Saverio Majorana
Santo André

Aguardemos
O que milhões de brasileiros tanto esperam que ocorra no Brasil já começou a acontecer no país vizinho, o Peru. Só nos resta aguardar, para vermos o nosso País caminhar para f
uturo promissor, sem o ‘famoso’ toma lá dá cá e dar basta na corrupção, que se alastrou e contaminou praticamente todos órgãos, departamentos e setores públicos da Nação. Acorda, Brasil.
Sérgio Antônio Ambrósio
Mauá

FHC
FHC criticando o novo governo? Parece até que ele tem toda essa moral para falar algo. Em primeiro lugar deveria assumir o que fez e quem corrompeu na campanha da sua reeleição. E ainda chamou, quando era presidente, de vagabundo quem se aposentava com 50 anos. Mas ele mesmo tem seis aposentadorias e algumas com menos de 50 anos. Ou seja, não tem a mínima condição moral de falar nada. É mais um aproveitador de plantão, que deixou o governo em frangalhos no segundo mandato.
Antônio José Gomes Marques
Rio de Janeiro

BC inova
O BC (Banco Central) surpreende positivamente ao enviar ao Congresso projeto de lei para que em futuro próximo, de forma prudente e gradual, empresas e famílias possam ter no País contas em dólar. Projeto de modernização do mercado de câmbio, como já ocorre em países desenvolvidos e em alguns emergentes. É ótima notícia. Já que, hoje, essa movimentação somente é permitida aos emissores de cartão de crédito internacional, casas de cambio etc. Oxalá, o Congresso aprove-o e o Brasil saia do retrocesso em que até é proibido ter contas em dólar.
Paulo Panossian
São Carlos (SP)

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