Palavra do Leitor

Setor automotivo: a confiança voltou


Artigo

Entre a eleição e a posse como governador, recebi notícias pouco animadoras sobre a indústria automotiva em São Paulo e no Brasil. Duas grandes montadoras tinham planos de deixar o País, investimentos estavam suspensos e demissões comprometeriam 25 mil empregos. O setor automotivo representa 22% do PIB (Produto Interno Bruto) industrial do País. Se a indústria automobilística de São Paulo desacelerar, trabalhadores do Brasil inteiro serão prejudicados. Dela dependem milhões de empregos em concessionárias, fabricantes de peças, oficinas, seguradoras, distribuição de combustíveis, transporte de mercadorias, pesquisa e desenvolvimento.

Com apenas 60 dias de governo, colocamos em prática plano que mudou radicalmente o panorama da indústria de veículos – o IncentivAuto. A política industrial de São Paulo foi o gatilho que montadoras precisavam para voltar a acreditar no mercado nacional. O Brasil estava ameaçado de exclusão da cadeia produtiva global, mas voltou a ser estratégico para novos negócios. O primeiro e maior investimento foi da GM, que anunciou aporte de R$ 10 bilhões até 2024 e mais de 1.200 novos empregos. Em setembro, a Toyota confirmou investimento de R$ 1 bilhão, em 2020, em novo modelo global de automóvel. Serão 300 novos empregos diretos na fábrica de Sorocaba e outros 3.000 indiretos. A Toyota lançou o primeiro carro triflex do mundo, movido a etanol, gasolina e eletricidade e desenvolvido por engenheiros brasileiros e japoneses.

Em agosto, a Volkswagen confirmou investimento de R$ 2,4 bilhões na fábrica de São Bernardo, com 1.500 novos empregos diretos. Em julho, a JCB, que fabrica retroescavadeiras e máquinas para a construção pesada, anunciou investimento de R$ 100 milhões na planta de Sorocaba, com 100 postos de trabalho. A Scania vai promover, a partir da fábrica de São Bernardo, nova geração de caminhões na América Latina. Investimento de R$ 1,4 bilhão, com 40 novas vagas. Seis das 15 montadoras instaladas em São Paulo anunciaram novos investimentos. A Caoa deve concluir com sucesso sua negociação com a Ford para preservar empregos e retomar a produção de caminhões em São Bernardo.

Após seis meses do IncentivAuto, podemos contabilizar 71 mil novos postos de trabalho, diretos e indiretos, que foram criados ou garantidos pelo programa. Com o mercado mais agressivo, até montadoras que não aderiram ao IncentivAuto realizam investimentos. Ações de políticas públicas, diálogo e visão de médio e longo prazos, confiança nas relações governo-indústria, regras seguras e marcos jurídicos claros. O governo de São Paulo faz sua parte para criar, proteger e garantir empregos. E acredita e apoia a livre iniciativa.

João Doria é governador de São Paulo. 

Palavra do Leitor

Frustrada
Perfeitamente compreensível a queda de confiança da população do Grande ABC em Bolsonaro (Política, dia 30). O presidente até agora não mostrou a que veio, frustrou minhas expectativas. E a tendência é que a situação dele só piore, haja vista que não é afeito a governar e sim produzir polêmicas. Como eleitora, acreditei nele e, agora, arrependo-me. Cheguei à conclusão de que mudam-se só os nomes, mas o jeito de ‘fazer política’ não se altera, está enraizado nas mentes perversas de nossos supostos ‘representantes’. Ser político no Brasil é sinônimo de querer se dar bem, arrumar ‘boquinhas’, resolver os próprios problemas, achacar o povo, encher os bolsos. As pessoas já se candidatam com más intenções.
Ivete Romão Fuentes
Santo André


Baldy
O senador Jorge Kajuru nos explicou por que não deu certo o projeto de monotrilho para a Linha 18, que ligaria o Grande ABC à Capital (Política, dia 30). Ele deixou bem claro que os maiores responsáveis por não termos esse modal são o governador do Estado, João Doria, e seu secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy. Kajuru diz que Doria ‘roubou na vida como jornalista e político’, ‘tem compulsão por mentira’, cobrava ‘R$ 150 mil por entrevistas’ quando era apresentador e é ‘picareta social’. Já sobre Baldy, o chamou de ‘chefe da quadrilha’ e que se o Metrô chegasse à região ia ter muita ‘propina’, além de dizer que ‘não existe negócio com ele sem propina’. Acho que só vai adiantar continuar a briga por Metrô para a região se o empresários do Grande ABC se unirem e, de acordo com Kajuru, darem um ‘cafezinho’, uns ‘trocados’ à dupla.
Irênio Tavares
Mauá
Resposta
Em resposta à manifestação de Valdemar Aparecido de Toledo (Convênio, dia 4), a GreenLine Sistema de Saúde esclarece que a rede de atendimento disponível para os beneficiários desse tipo de contrato é de conhecimento prévio do contratante, no caso o Imasf, sendo dele a responsabilidade pela escolha. Sendo assim, informamos que o cumprimento da prestação de serviços foi feito de acordo com a definição contratual, na qual o Hospital São Bernardo não faz parte do produto. Reforçamos também nosso compromisso com a qualidade no atendimento ao cliente. Ficamos à disposição para novos esclarecimentos.
GreenLine Sistema de Saúde

Novo? Onde?
Fui comparado a grande jornalista (Novo Brasil, dia 2). E nem sou da área, sou simples aposentado. Mas com bom-senso. Digo que sinto-me honrado. Mas pergunto ao leitor onde ele está vivendo para dizer que temos ‘novo Brasil’. Onde? Os erros se repetem; o toma lá dá cá é o mesmo; corporativismo; nepotismo; a corrupção impera; a floresta arde em chamas; a família do presidente é a única feliz neste País; os problemas com saúde (fim do Mais Médicos), educação (corte de verbas e bolsas) e moradia só aumentam; não há programas para acabar com o desemprego; Bolsonaro se indispõe com nações até então parceiras, e tantas outras dificuldades. Até seus aliados, como o governador oportunista João Doria e Alexandre Frota o abandonaram. Agora, dia 28, Bolsonaro aprovou lei para cobrança de impostos sobre os ganhos de férias, horas extras e 13º salário. Ele espera arrecadar R$ 20 bilhões. Amigo, se colocarmos um cone no lugar de Bolsonaro teremos melhores resultados. Acorda!
João Arcanjo de Lima
São Caetano
 

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