Palavra do Leitor

Qualidade e financiamento de imóveis


 É claro que tudo que fazemos requer qualidade. Isso é pressuposto básico de qualquer ação, de qualquer atividade, seja profissional ou pessoal. Porém, na construção civil em específico, a qualidade influencia a durabilidade a qual, consequentemente, influi também na valorização do patrimônio e, principalmente, na questão do financiamento. Com o reaquecimento do setor, é importante que a população fique mais atenta a esta pauta, já que a construtora, além de toda a idoneidade e correção, também deve ter certificado específico, que explico abaixo, tanto para manutenção e valorização de seu patrimônio como para a obtenção de financiamento. 

Instituição financeira precisa de garantia consistente para poder liberar o empréstimo a uma pessoa. Seja para aquisição de seu imóvel ou refinanciamento dele. É claro que o imóvel em si já é garantia. Mas ele não pode perder valor ao longo do tempo. Do contrário, o financiamento pode ser muito mais caro ou até não sair. Como todas as construções, é claro que há certa deterioração ao longo do tempo. Contudo, com a qualidade da obra, aliada a boa manutenção, o imóvel tende a se preservar e se valorizar. De nada adianta boa manutenção se a qualidade inicial não for a ideal. 

Por isso, existe certificação chamada PBQP-H (Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade do Habitat), que as construtoras devem ter. Trata-se de certificado emitido pelo governo federal com o intuito de organizar o setor de construção civil em torno de duas questões: melhoria da qualidade e modernização produtiva. Tanto a Caixa como demais instituições financeiras que atuam no financiamento de imóveis exigem a certificação, a qual também garante o aumento da competitividade no setor da construção civil por meio da otimização do uso dos recursos, diminuição de desperdícios, retrabalhos e gastos com assistência técnica pós-obra. Muitas vezes, pela ansiedade em relação ao momento mágico e marcante da aquisição, este ponto pode ser esquecido. Porém, para que o sonho não se torne pesadelo, o comprador deve levar em conta, além da idoneidade da construtora, histórico de obras entregues, pontualidade e saúde financeira, se ela possui tal certificado. 

É importante que as pessoas fiquem atentas a esse assunto, ainda pouco conhecido, para que consigam a tão almejada casa própria com financiamento justo e cujas parcelas caibam no orçamento. Por fim, com todos esses pontos acertados, o próximo passo é escolher o imóvel junto à construtora que possui a certificação e, em seguida, procurar instituição financeira que mais lhe convém. 

Sérgio Schilis é engenheiro civil e diretor-presidente da construtora Amarant Projetos e Construções. 

Novo Brasil

Caro Leitor João Arcanjo de Lima (Vergonha, dia 30), entre você e o jornalista Alexandre Garcia sou mais Alexandre. Nas palavras dele, nosso presidente foi estadista além da expectativa, altivo, direto, sincero, sem filigranas diplomáticas para que o público conheça o novo Brasil. Este é o nosso novo Brasil, sem se curvar a nenhuma potência mundial. Quando vejo pessoas tão empenhadas em não reconhecer nada de bom no nosso presidente só tenho a lamentar a posição política.

Ailton N. de Lima

São Bernardo

Calor

Os donos do Rock In Rio hipocritamente disseram que vão plantar 100 mil árvores na Amazônia. Isso dá Ibope. Mas plantar pelo menos 1.000 na imunda Rio de Janeiro isso eles não fazem, claro, porque não dá Ibope. A cidade, mesmo sem a mínima consideração dos moradores, talvez precise mais de árvores do que a Amazônia, pelo calor desértico. Mas é o Brasil, sem rumo, sem lenço e sem futuro.

Antônio José Gomes Marques

Rio de Janeiro

Estatais

Recentemente Marcelo Odebrecht confessou que tentou barrar a Lava Jato, pois já sabia que estava próximo de ser desmascarado, e que as licitações eram fraudadas desde os anos 1990, com a inclusão de Collor e FHC, lembrando que comprovadamente as incursões liderados pela Odebrecht para fraudar licitações remontam daquela época, com incursão de Collor e FHC. O governo do PT tentou trazer novamente a Petrobras ao seu papel estratégico, e cometeu gravíssimos erros de gestão, e o maior de todos foi não preservar a empresa do aparelhamento partidário, que geraram os casos do Mensalão, Petrolão e recentemente o ‘Caixão’. As dezenas de diretores e presidentes após este período foram nomeados após 2002 pelo grupo atual, em loteamento político para gerenciar propinas. Collor foi um dos responsáveis pela saída da Petrobras do ramo petroquímico na época em que foi presidente! Os esquemas já foram desmascarados, inclusive por Delcidio e Palocci, entre outros do PT, com seu regime da ‘cleptocracia’. Por que continuar negando?

Luiz Carlos Leoni

São Caetano

Elian

É simplesmente inacreditável o que acabo de ler neste Diário informando que a vereadora de Santo André Elian Santana, afastada por decisão judicial, continua recebendo seus salários por meio de depósitos em juízo, com o desconto de suas ausências nas sessões legislativas (Política, dia 30). É difícil entender o parecer da Justiça depois das investigações da Polícia Federal, onde a vereadora é investigada, desde novembro, dentro da Operação Barbour, acusada de envolvimento em esquema fraudulento no cadastro do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Por determinação judicial Elian Santana está impedida de exercer o manda to e, inclusive, pasmem leitores e leitoras, está proibida de frequentar as dependências da Câmara! 

Arlindo Ligeirinho Ribeiro

Diadema

Suprema vergonha

O que esperar de Suprema Corte de Justiça, que se deixa vencer por meia dúzia de pseudomagistrados, que se julgam os donos do poder, pretendendo impor a ditadura da impunidade? Nós, brasileiros, já perdemos a confiança total no que podíamos ter de melhor, depois do julgamento prolatado no dia 26 a favor de corrupto contumaz, sem amparo legal na lei contra corrupção e nos códigos Criminal e Civil. Como é possível defender o indefensável se inexiste amparo legal nas leis da República? Hoje não podemos chamar de Suprema Corte esses elementos que tratam somente de seus interesses ou dos seus apadrinhados, sem respeitar a Constituição e a sociedade, pois perderam o poder de sustentar seus votos e suas palavras, e mudam conforme suas conveniências. 

Francisco Emídio Carneiro

São Bernardo

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