Política

Vereadores andreenses são notificados sobre suspeita de Mensalinho


A Câmara de Santo André foi oficiada pelo Ministério Público sobre notificação a ser encaminhada aos vereadores da última legislatura para prestarem esclarecimentos a respeito do processo em andamento que trata da suspeita do pagamento de Mensalinho durante o governo do ex-prefeito Carlos Grana (PT, 2013-2016). Dos 21 parlamentares na ocasião, 18 estariam citados em planilhas apreendidas pela Promotoria – nove exercem mandato atualmente. A investigação envolve empresas, políticos de 11 partidos e nomes influentes da gestão anterior. Grana já rechaçou irregularidades no período.

O documento despachado pelo MP, e mantido em sigilo no Legislativo, pede que os vereadores sejam avisados da tramitação do caso e respondam em prazo de até dez dias úteis – podendo ser por escrito – se têm interesse em fazer manifestação em relação à denúncia veiculada em parte pela Rádio CBN, baseada em representação protocolada no Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) ABC. A acusação inclui na lista 27 empresas que supostamente fariam parte do esquema de compra de apoio político na casa. O episódio corre na Promotoria, em conjunto com inquérito policial, detalhando que a situação mencionada abrange a tese de crime contra a ordem econômica.

O procedimento instaurado no órgão arrola no processo também as empresas que à época cumpriam grandes contratos vinculados à Prefeitura. As planilhas apresentavam ainda despesas particulares com celulares, postos de combustível e cestas básicas.

A averiguação remete a oito listas mensais, de janeiro a agosto de 2016, ano derradeiro da gestão petista, que indicariam repasses adicionais de valores de fornecedores a agentes públicos, incluindo vereadores e secretários municipais. No período de sete meses, essas companhias, visando contrapartida financeira diante do acordo com o Paço, teriam transferido o montante de R$ 8,5 milhões.

As supostas mesadas financiadas pelas empresas, em um mês, variavam de R$ 10 mil a R$ 405 mil, as de maior porte. As quantias sinalizadas a políticos, servidores comissionados e assessores indicavam pagamento extra entre R$ 5.000 e R$ 60 mil. Os registros, segundo as acusações, eram anotados pelo então secretário de Governo, Arlindo José de Lima (PT), braço direito de Grana e responsável na oportunidade pela condução das licitações. Arlindo nega qualquer ilegalidade neste sentido. Ele afirmou, anteriormente, que jamais houve planilha de pagamento a vereadores, refutando a veracidade das listas. 

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