Palavra do Leitor

As galerias de arte vão acabar?


 As pessoas gostam de previsões pessimistas. Basta nova tecnologia para que a anterior seja julgada como obsoleta ou para que profissões sejam sentenciadas, por exemplo. 

O ser humano gosta tanto de fins que são comuns as profecias da nossa própria extinção. Mas, deixando a abstração de lado, esse artigo visa derrubar mau presságio artístico. Vez ou outra surge a questão: ‘As galerias de arte desaparecerão?’. Não, eu não acredito que isso acontecerá. 

A frase anterior pode parecer spoiler do restante do texto, mas garanto que não. Constatar que as galerias continuarão a existir é só o começo. A questão é entender o motivo de tanto pessimismo. A resposta também é simples: a arte, assim como outros setores, também está mudando. Vivemos transformação, o que não é necessariamente ruim. Por consequência de tantas mudanças, o entendimento do que temos como arte se altera diariamente. 

Antigamente, era necessário ir a museus e galerias para ter acesso a obras. Hoje, é possível contemplar a Mona Lisa e demais quadros renomados diante do computador. Além do bom e não tão velho Google, há museus que oferecem tour virtuais para internautas. Além de romper barreiras geográficas, a tecnologia também impactou o consumidor. E isso é ótimo! 

Tal influência tornou os públicos mais autônomos e empoderados, além de serem cada vez mais ansiosos por experiência diferenciada, que é refletido nas jornadas de compras. Foi nesse momento que começou o burburinho que condenou as galerias de arte. Erroneamente. Não é porque novas possibilidades surgiram que as configurações anteriores desaparecerão. Quando falamos sobre experiência de consumo, temos que pensar na amplitude do que isso significa. 

Há consumidores que preferem pesquisar obras na internet, comprar quadros on-line e seguir artistas nas redes sociais.

Mas, por outro lado, podemos encontrar clientes que apreciam ir a uma galeria, gostam de contemplar artigos presencialmente e de contar com o auxílio de consultor. Ambos são personas que têm prioridades e preferências, mas que prezam por experiência agradável no momento da compra. Sendo assim, não há rejeição às galerias e, sim, descentralização do consumo da arte. 

A pluralização colabora para que a arte deixe de ser tema distante da vida das pessoas. Como reflexo, o leque de

opções para o comprador é imenso. Ele pode escolher se comprará obras de arte on-line, se irá até galerias, se comprará diretamente de artistas etc. Para o mercado de arte, a profusão de possibilidades constrói ecossistema benéfico e inclusivo. 

Wendell Toledo é CEO da empresa Artluv.

De rapina

Em relação à reportagem sobre o gasto das cidades do Grande ABC com vereadores (Política, dia 23), a responsabilidade é toda do eleitor. Ser político já virou profissão, negócio altamente rentável e que, muitas vezes, passa de pai para filho, neto, sobrinho etc. Ser eleito uma vez significa viver na mamata o resto da vida, com reeleição, cargo disso, cargo daquilo, basta fazer uma coisinha aqui, outra ali, nomear uma rua, pegar uma criança no colo, enfim, dar um ‘cala a boca’ na população. Se disser que gosta de animais, então, e postar fotos abraçado a cachorros e gatos, é eleição na certa. O povo cai fácil na lorota. Se político no Brasil usasse a inteligência para melhorar o bem-estar da população como usa para engendrar planos mirabolantes de como vai enganar o eleitor, o País seria de primeiro mundo. São como aves de rapina na espreita da presa esperando o melhor momento para o bote. E os que ainda não são fazem questão de aprender. 

Silvio Carlos Monvert

Rio Grande da Serra

Pancadões

Em nome dos moradores do bairro Areião, em São Bernardo, reivindico solução referente aos pancadões realizados todas as sextas-feiras, aos sábados e domingos, a partir da 20h, na Rua do Cruzeiro, na Vila Sabesp, e que vão até as 5h. Solicitamos que o prefeito Orlando Morando e o subprefeito Ivar José Souza tomem providências.

Luiz Carlos da Silva

São Bernardo

Enganados

A esperança de o Grande ABC ter transporte à altura da região, pela sua pujança e como um dos maiores arrecadadores de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), foi tosada por secretário importado e governador oportunista. Antes, era Metrô até a Estação Tamanduateí. Aí foi mudado para BRT e, agora, nova alteração, desta vez para o Sacomã. Na explanação de Alexandre Baldy (Política, dia 13), ele diz que vai fazer conexão com o fura-fila. Quer dizer que nada mais é do que aumento do fura-fila até São Bernardo. Lamentável ver que os prefeitos da região endossaram e aplaudiram esse projeto. Também lamentável a declaração de Paulo Serra, na qual disse que a ideia de modal nunca foi Metrô. Em relação ao Metrô até Rudge Ramos Baldy nada disse, porque simplesmente esse projeto não existe. Foi apenas para enganar o prefeito Orlando Morando.

Copiniano de Souza

São Bernardo

Negativas

Ao nascer adquirimos duas personalidades: uma positiva e outra negativa. Exemplos vindos desde o berço em conjunto com efeitos de relacionamento com a comunidade decidem qual personalidade se sobrepõe e os mantêm latentes até que surjam condições de aflorar. Infelizmente, somos administrados por maioria de personalidades negativas, que só encontram solução para problemas econômicos impondo-nos o que devemos obedecer e quanto devemos pagar. São consequência da falta de ‘controle de qualidade’ dos candidatos ou nomeados, que deveria barrar aos desqualificados o acesso ao poder e ao cofre da Nação antes da posse. Se o povo não extirpar da vida pública os elementos nocivos à sociedade, serão, futuramente, necessárias novas reformas da Previdência e, com elas, mais entraves para que a classe trabalhadora consiga se aposentar. Chegará o dia em que os que pertencem às classes inferiores só poderão se aposentar se apresentarem atestado de óbito.

Geraldo Hernandes

Santo André

Estoril

Comunico que visitei o Parque Estoril, no Riacho Grande, em São Bernardo, e fiquei muito decepcionado com o que vi: banheiros quebrados e aparelhos da academia enferrujados, o que é perigo para as crianças. Na área de banho não tem salva-vidas, e as lanchonetes são horríveis, porque, quando chove, enchem de água, em serviço malfeito pela Prefeitura. O prefeito Orlando Morando, o subprefeito do Riacho e o secretário de Serviços Urbanos precisam rever isso, pois é uma vergonha.

José Alves dos Santos

São Bernardo

Sem perspectiva

Amigo leitor e missivista, por favor, entenda que, com este presidente que o senhor elegeu e que só nos faz passar raiva e vergonha, não há perspectiva de bom futuro para ninguém ao não ser aos familiares e apaniguados dele (Sem senso crítico, dia 27). Ao contrário, afundamos cada vez mais, sem que o presidente se disponha a fazer alguma coisa de bom e realmente relevante. Nós – que não votamos nele –, o mundo e até alguns que votaram (e não são fanáticos) estamos revoltados com a inutilidade deste seu presidente.

Antônio Carlos Brummer

Mauá

Vergonha

Vergonha internacional! Foi o que nos fez passar o presidente tosco, ignóbil, sem vocabulário, sem projetos, sem programas, sem noção, na assembleia geral da ONU (Organização das Nações Unidas). Discursou como se ainda estivesse em campanha (Política, dia 25). Não apresentou soluções às queimadas na Amazônia. Não mostrou projeto para amenizar o desemprego altíssimo no País. Não falou sobre erradicação da fome no Brasil. Ou seja, foi só nos fazer passar vergonha perante o mundo, aumentar o isolamento do Brasil, escancarar os problemas internos (que deveriam ser tratados aqui) e criar mais atritos com outras nações. Pior é saber que ele fala para pequena plateia, sua torcida organizada, de eleitores fanáticos, que concordam com todos os absurdos que ele diz e ainda aplaudem. Esse lambe-botas de Donald Trump deveria nos deixar em paz a se mudar para os Estados Unidos. Fora, Bolsonaro!

João Arcanjo de Lima

São Caetano

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