Política

Vereadores falam em CPI para investigar Suzantur


Vereadores de Mauá passaram a defender a instauração de CPI para investigar a atuação da Suzantur na cidade. Nos últimos dias, o Diário vem noticiando série de reportagens envolvendo a companhia que, além de descumprir contrato de concessão, também acumula dívidas com impostos com o município e detém o monopólio do setor ao gerir as linhas de transporte e, ao mesmo tempo, o sistema de bilhetagem.

Ex-líder do governo Atila Jacomussi (PSB), Fernando Rubinelli (PDT) prometeu coletar assinaturas para propor a abertura da CPI, na sessão da semana que vem. “É inadmissível que a empresa descumpra o contrato e não ofereça à população a quantidade correta de ônibus”, criticou, em referência à informação, revelada pelo Diário, de que a Suzantur opera na cidade com 25 veículos a menos que o exigido em edital. “Se eu não conseguir apoio suficiente (para abrir CPI), vou propor a criação de uma comissão de acompanhamento”, prometeu o pedetista, que migrou para oposição.

O regimento interno da casa determina que a instauração de CPI requer assinatura de, pelo menos, oito vereadores. Outros quatro parlamentares ouvidos pela equipe do Diário anteciparam que apoiaram a abertura da comissão para apurar os fatos. “Aonde eu assino (para abrir CPI)? Sou contra essa situação. A mesma empresa que gerencia o transporte também é a que fornece o bilhete de passagens e oferece até cartão de crédito! Por muito menos a Leblon e a Cidade de Mauá (companhias que atuavam na cidade antes da Suzantur e que foram alijadas sob acusação de burlarem o sistema eletrônico de bilhetagem) saíram da cidade”, exclamou o vereador Adelto Cachorrão (Avante).

A CPI também é defendida por Gil Miranda (Republicanos). “(A CPI) É o instrumento mais adequado para fiscalizar e poder ter as respostas que precisamos. A população está sendo penalizada com as falhas (da Suzantur)”, disse. Autor de diversos requerimentos que questionam o Paço sobre a quantidade de veículos ofertada pela Suzantur, Irmão Ozelito (SD) também disse ser favorável à CPI. “É uma alternativa. Queremos que a empresa cumpra o contrato. Recebo diversas denúncias de munícipes de que, nos períodos pós-horário de pico, não tem ônibus suficiente”, defendeu o parlamentar.

BILHETAGEM

O Diário mostrou no sábado que, além de operar as linhas dos coletivos em Mauá, a Suzantur também gerencia o sistema de cobrança de passagens, por meio do cartão SIM (Sistema Integrado Mauá). A empresa que administra a bilhetagem eletrônica é a Bus Fácil Tecnologia e Serviços, de propriedade de Claudinei Brogliato, dono formal da Suzantur.

Já a parte financeira da comercialização dos cartões é operada pelo banco Caruana, atualmente presidido por José Garcia Netto, conhecido como Netinho. Além do vale-transporte tradicional, a instituição comercializa cartões de crédito, maquininhas e serviços de streaming, como Netflix e Spotify.

O Diário também revelou que ofício encaminhado no início deste mês pelo secretário de Finanças de Mauá, Valtermir Pereira, ao vereador Manoel Lopes (DEM) acusa dívida da Suzantur na ordem de R$ 6 milhões com o município. O débito diz respeito a calotes de ISS (Imposto Sobre Serviços), referente ao período de agosto de 2016 a junho de 2017. 

Empresa renova frota em meio a licitação

Em meio à licitação para escolher a empresa que vai explorar as linhas que servem a região da Vila Luzita, de Santo André, a Suzantur, que opera esse sistema a título precário, apresentou 25 ônibus novos.

 Segundo o prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), a empresa procurou a SATrans oferecendo a substituição dos veículos 2015 para 2019. Como não há contrato firmado entre as partes, coube, conforme o tucano, um aceite formal da administração sobre a troca dos ônibus precisou ser feito.

 Na terça-feira entraram em operação oito ônibus midi, conhecidos como micrões. Ontem, 11 veículos convencionais e outro micrão passaram a circular. Para hoje está previsto o início da circulação de seis micrões.

 A licitação para contratação de empresa para gerenciar as linhas da região da Vila Luzita foi reaberta há duas semanas. A SATrans estipulou 20 anos de contrato, com possibilidade de prorrogação por mais cinco anos e valor mínimo de pagamento de outorga de R$ 56,3 milhões. São 16 linhas, que atendem a 77 mil passageiros diários.

 Os envelopes com as propostas devem ser abertos em sessão marcada para o dia 24. A vencedora da concorrência terá de requalificar o terminal, incluindo a recuperação das calçadas e reforma das estações existentes no corredor da Avenida Capitão Mário Toledo de Camargo. 

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