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Rede solidária


Tempo é uma das preciosidades da atualidade. É difícil as pessoas terem um ‘minutinho’ para deixar de olhar aos compromissos diários e notar o próximo, assim como suas necessidades. No entanto, entre aulas, iniciação profissional, amigos e família, há jovens dispostos a mudar o mundo, sim! E para muito melhor. “Sempre quis conhecer outras realidades além da minha. Amo documentários, histórias e relatos de pessoas que foram transformadas pela ação social, sempre foi uma causa que me motivou”, relata Aline Vitória da Silva, 16 anos, de Santo André. Apesar da agenda cheia (estudo e trabalho durante a semana e, aos sábados, curso de idioma e jazz) a garota faz parte do Instituto Dara, que tem como objetivo ajudar crianças e famílias em estado de grande vulnerabilidade, desde os 10 anos.

“Lá busco compartilhar minha paixão pela dança com as crianças. Elas ficam entusiasmadas quando conseguem fazer uma estrelinha ou algum movimento que não sabiam fazer anteriormente e sempre compartilham seus avanços comigo. Não consigo imaginar algo mais gratificante.”

Segundo a psicóloga Bruna Assalim, que atende em Santo André, “sair um pouco da zona de conforto e se deparar com algumas realidades fora daquilo onde o adolescente está acostumado a viver são experiências diferentes e essenciais para que ele entenda como é a realidade fora do seu âmbito familiar e social. Com isso, vai melhorando suas habilidades interpessoais e empatia com o outro.” A profissional explica que a adolescência é uma fase onde ficam suscetíveis às interações sociais, mas o estímulo dos pais e familiares é importante para que o jovem se sinta confiante em interagir com o próximo.

O universitário Abraão Reinaldo Cardoso, 23, de Santo André, faz parte da Construide, uma ONG de reforma de moradias e melhoria social comunitária, em regiões precárias. “Estou no 10º semestre de engenharia civil. Nesse projeto vi a oportunidade de ajudar as pessoas com minha profissão.”

Ele já faz parte do projeto há cerca de dois anos, mas a vontade de ajudar àqueles que não conhece vem de muito antes. “Auxiliar as pessoas que precisam de algo sempre ‘queimou’ meu coração. Já ajudei financeiramente algumas instituições até encontrar onde estou hoje. Acredito que sempre tive exemplos dentro de casa sobre caridade e também me espelho em Jesus (sendo cristão). Hoje sou mais grato, amoroso, paciente, cuidadoso, responsável. Ser voluntário mudou minha visão do mundo. Me tornei mais humano.” 

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