Confidencial

Grande oportunidade para o Ramalhão


A possibilidade de o Santo André poder contar com um parceiro como Saul Klein, seja quando for, é daquele tipo de situação que muda um time de status. O possível aporte à equipe andreense já mexe, inclusive, com a expectativa dos torcedores, que acenaram positivamente com tal cenário. Óbvio, haja vista todo o sucesso que o empresário teve enquanto foi o braço direito do São Caetano nos anos 2000, quando o Azulão subiu das divisões intermediárias do Campeonato Paulista e chegou até uma final de Libertadores, duas finais de Brasileirão e por aí vai. Caso seja verdade que Klein recentemente bateu de frente com o presidente Nairo Ferreira de Souza por conta de exigências e, consequentemente, a relação entre as partes ficou estremecida, o Ramalhão deve ficar de olho aberto. Não pode ser simplesmente refém das cifras que virão. Muito menos de ordens ou interferências. Afinal, a tradição e história andreenses não têm preço e não quero acreditar que estejam à venda. Assim como no dicionário, ganância e ambição estão longe uma da outra e sequer são sinônimas. Não estou dizendo que este é ou será o comportamento adotado pelo ex-acionista da Casas Bahia. Mas é necessário impor limites, para não perder o controle.

Parece-me estar tudo nas mãos dos dirigentes ramalhinos. E tal cenário exatamente quando o time retorna para a Série A-1 do Campeonato Paulista – coincidentemente no lugar do São Caetano – e ainda tem a Copa do Brasil pela frente, me parece um tanto quanto importante. É sabido e já foi dito pelo colega Anderson Fattori neste espaço que o Santo André dispenderia apenas o que ganhasse de cota da Federação Paulista de Futebol. Sem patrocinadores que façam grandes depósitos, o clube acaba com orçamento mais justo. Sendo assim, o possível investimento de Klein deixaria o time andreense mais competitivo, sem dúvida nenhuma. Mas o acordo, se for para o Paulistão-2020, tem de ser fechado logo (e seria um baita presente ao clube, que completou 52 anos nesta semana). Isso porque, sequer treinador o time tem para o ano que vem. Não estou desprestigiando José Carlos Palhavam, que vem comandando a equipe na brilhante campanha da Copa Paulista. Muito pelo contrário. Ele merece todos os créditos e tem mérito total junto dos esforçados jovens atletas do grupo. Porém, a diretoria já disse que trará alguém.

Será que Fernando Marchiori, que – de maneira decepcionante e surpreendente – acabou não conseguindo levar o Água Santa à terceira fase da Copa Paulista, segue em pauta? Marcelo Veiga ainda aparece com chances? Ou algum outro nome – inclusive sugerido por Klein – vai entrar na concorrência? São cenas para os próximos capítulos. Mas, repito: precisa ser o quanto antes. O planejamento do Paulistão não permite erros. Muito menos atrasos. Não há dúvidas de que diversos concorrentes do Santo André já estão no mercado com pré-contratos assinados com jogadores das Séries A, B e C do Brasileiro. Aliás, a própria diretoria vai necessitar de reforço e é público que o Ramalhão está em busca de alguém para preencher esta vaga, que também será fundamental na procura de reforços, montagem do elenco etc.

QUEM LEVA?
O jovem elenco do Santo André que vem fazendo bonito na Copa Paulista encontra portas abertas para a temporada 2020. E são bem próximas de casa. Isso porque São Bernardo FC, da Série A-2, e EC São Bernardo, da A-3, querem alguns dos meninos que estão se destacando. O atacante Matheus Santiago, por exemplo, teria proposta de ambos. Mesmo caso do lateral Dênis Germano que, no entanto, deve seguir no próprio Ramalhão como opção no elenco que vai disputar a elite. Quais serão os destinos de Eliandro, Jhonson, Vinicius Rodrigues, Wesley Pereira e outros? Ficam ou saem? A cobiça está grande.

SOBRE SER REFÉM
Citei acima o que o Santo André não pode ser caso feche uma parceria com Saul Klein: refém. E é isso que eu espero que não ocorra também no EC São Bernardo com relação ao Monte Azul. É claro o interesse do clube do Interior na escalação dos sete atletas que estão cedidos ao Cachorrão para a disputa da Copa Paulista. Entretanto, deve-se respeitar as prioridades e opiniões do técnico Renato Peixe. A qualidade dos jogadores que vieram do parceiro é inquestionável, mas nenhum deles – assim como nenhum outro do elenco – deve ser considerado intocável. Quero acreditar que isso não aconteça nos bastidores do Alvinegro que, aliás, desperdiçou grande chance de se classificar antecipadamente para a terceira fase ao sofrer um gol contra no fim da partida contra a Ferroviária, quarta-feira, no 1º de Maio.

INEXPLICÁVEL
Ainda estou tentando encontrar motivos que justifiquem o péssimo desempenho do Água Santa na segunda fase da Copa Paulista. Com o elenco que foi montado, o Netuno deveria estar brigando nas cabeças, mas acabou precocemente eliminado e amanhã, no Inamar, apenas cumprirá tabela contra o também já finado Nacional. Não tenho dúvida de que todos titulares do elenco e até mesmo os reservas, todos, têm espaço no mínimo no Campeonato Paulista da Série A-2 do ano que vem. Vejo alguns com possibilidade e potencial inclusive de jogar a elite. Por isso tanto me espanta essa queda de um time que na primeira fase disputou a liderança e agora fez dois em 15 pontos disputados. 

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