Palavra do Leitor

Rodovias que salvam vidas


A Semana Nacional do Trânsito é o momento oportuno para refletir sobre como cada um encara o desafio de tornar nossas ruas e estradas mais seguras. Nesse contexto, cabe à Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), responsável pelo gerenciamento e fiscalização das rodovias paulistas sob concessão, a responsabilidade por medidas que reforcem a constante melhoria das condições de segurança nos 8.400 quilômetros de estradas administradas pelas 20 concessionárias que integram o Programa de Concessões Rodoviárias do Estado de São Paulo.

Há tempos São Paulo trabalha com o conceito de ‘rodovia que perdoa’. Mais do que frase de efeito, trata-se do compromisso com série de ações que buscam minimizar os impactos dos acidentes, na luta ininterrupta por salvar vidas. Na prática, estamos falando de mais de 2.000 quilômetros de duplicações e faixas adicionais, implantação de marginais e acostamentos, além de programa permanente de investimentos em mais passarelas, melhor sinalização, iluminação, pavimentação, segurança e socorro médico dentro de padrões internacionais. Conjunto de medidas e serviços, propiciados pela receita do pedágio, que ajuda explicar por que São Paulo tem 18 entre as 20 melhores rodovias do País, segundo pesquisa anual da Confederação Nacional de Transportes.

Com efeito, a constante busca por ações preventivas e educativas que reduzam o número de acidentes e a gravidade das colisões tem impacto direto na diminuição de casos de mortos e feridos graves nas estradas. De 2000 a 2018, o número de vítimas fatais caiu 46%, enquanto o total de acidentes sofreu redução de 43%. No mesmo período, total de feridos sofreu redução de 43%. Levantamento do Infosiga-SP, sistema de dados para acidentes de trânsito do governo de São Paulo, aponta que 94% dos acidentes fatais são por falha humana, o que reforça a importância de campanhas educativas para conscientização de que somos todos responsáveis pela segurança viária.

Por fim, destaco o despertar dos paulistas para importância do uso do cinto de segurança nas rodovias, especialmente nos últimos cinco anos. No fim de 2014, pesquisa realizada pela Artesp apurou que mais da metade dos ocupantes do banco traseiro não utilizavam o equipamento. Na época, a adesão era de apenas 46%. Já entre motoristas e passageiros do banco dianteiro os índices eram de 89% e 84%, respectivamente. Em agosto de 2019, reedição da pesquisa revela significativo aumento do uso do cinto: 94% dos motoristas, 91% dos passageiros do banco dianteiro e 73% dos ocupantes do traseiro estavam usando corretamente o cinto no momento da abordagem dos pesquisadores. 

Giovanni Pengue Filho é diretor-geral da Artesp (Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo).

Recuperação

Acima de qualquer forma de futebol, política e religião, o ser humano é mais importante que tudo. Portanto, desejo a pronta recuperação do excelentíssimo senhor presidente da República, para que o mais breve possível ele possa cumprir as promessas de campanha, que quase 60 milhões de pessoas depositaram nas urnas nas últimas eleições. Não importa a linha ou o tipo de governo que seja estabelecido. O importante é que, acima de tudo, haja respeito, segurança, saúde e educação. Pois nação sem ordem dificilmente alcançará o progresso. 

Sérgio Antônio Ambrósio

Mauá

Sargento Lobo

Pelo visto, Santo André não tem mais problemas. Tem empregos sobrando, a segurança é excelente, saúde vai de vento em popa. Sabendo que nada disso é fato, o vereador Sargento Lobo encaminhou projeto de lei que proíbe professores das escolas da cidade de usarem em sua grade curricular temática com conteúdo sobre identidade de gênero, texto que foi aprovado em primeira votação (Política, dia 13). Lobo, que apoiou (como todo bom milico) o ‘Bozo’ em sua nefasta eleição, pega carona mais uma vez no conservadorismo barato e gasta dinheiro dos contribuintes com pauta simplesmente inútil, pois não se discute identidade de gênero nas escolas de Santo André. Vai trabalhar, Lobo!

Alexander César de Lima

Santo André

Contas

Lendo este Diário (Economia, dia 17), vi que o custo para construir aeroporto é de R$ 649 milhões, segundo o consórcio e o especialista na área da USCS (Universidade Municipal de São Caetano). Aí, conversando no meio acadêmico e empresarial, indagamos. Para construir o CLCG (Centro Logístico de Campo Grande), o custo é R$ 780 milhões; o novo autódromo do Rio de Janeiro, R$ 750 milhões; e o aeroporto, R$ 649 milhões? CLCG tem custo maior que autódromo, que é maior que aeroporto. Ou algumas destas obras estão baratas demais, ou estão caras demais. Podem nos explicar? Ia até citar o Museu do Trabalhador em São Bernardo, mas essa obra só custou R$ 28,4 milhões. Eta paisinho difícil de se calcular!

Marcel Rodrigues Martins

Santo André

Golpe

Primeiro foi Janaína Paschoal e, agora, Michel Temer a admitir que foi golpe o impeachment de Dilma Rousseff. É hora de investigar a fundo essa história. 

Cibele Moreira

Mauá

Manobra

Em 2018, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que deputados federais e senadores, se investigados por supostos ilícitos, somente terão direito ao foro privilegiado se o fato ocorrer durante o mandato. Por que, então, a procuradora do Ministério Público Soraya Gaya, em estranha decisão, deu parecer favorável para que o senador Flávio Bolsonaro tenha direito à mamata na investigação em curso por supostas rachadinhas com salários de seus ex-assessores, com envolvimento de Fabricio Queiroz? Esse fato ocorreu quando Flavio era deputado estadual, do Rio, e não como atual senador? É certo que Bolsonaro não estaria tão envolvido para salvar seu filho da investigação se ele não tivesse participação nos ilícitos. A tal promessa de combater a corrupção parece que ficou para futuro governo.

Paulo Panossian

São Carlos (SP)

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