Turismo

Paraisópolis e seus tesouros naturais


Quem procura por sossego no campo e quer curtir um pouco da vida simples, a uma distância percorrida entre três horas e três horas e 45 minutos do Grande ABC tem opção de descansar, cuidar do espírito, conhecer cachoeiras, comer bem, ir ao topo de pedras e, se quiser mais adrenalina, fazer um voo de parapente no Sul de Minas Gerais.

Isso porque as cidades dessa região são conhecidas por suas belezas naturais, pela gastronomia típica da roça, pela rica cultura, pelos esportes de aventura e pelo ecoturismo, além de sua religiosidade e do povo acolhedor.

Ao menos 19 delas pertencem ao Circuito Turístico Serras Verdes do Sul de Minas Gerais e estão distantes umas das outras, em média, menos de 20 quilômetros, o que oferece a oportunidade de escolher uma para se basear e conhecer vários destinos em pouco tempo.

PEDAÇO DO PARAÍSO
Uma delas é Paraisópolis, não à toa, como diz o nome, um verdadeiro pedacinho de paraíso encravado na Serra da Mantiqueira que esconde alguns dos muitos tesouros naturais existentes na mágica região do Sul de Minas Gerais.

Suas montanhas com desenhos harmoniosos, cachoeiras de tirar o fôlego e até uma represa artificial que faz lembrar o mar são alguns dos atrativos da simpática cidade localizada a 234 quilômetros de Santo André, cerca de três horas e 21 minutos de percurso.

Um dos lugares preferidos pelos turistas (e também pelos 22 mil moradores) é a Área de Lazer Maria Braga Cabral, que contempla extensa área verde perfeita para caminhadas, corridas, passeios de bike, contemplação da natureza e birdwachting (avistamento de pássaros).
Caminhe sob as palmeiras-imperiais, coqueiros, jabuticabeiras, goiabeiras e pitangueiras. Para quem deseja passar o dia neste lugar, com ar extremamente puro, pode utilizar alguns dos quiosques, equipados com churrasqueiras.

A estrutura também oferece quadras poliesportivas, mesas e parque infantil. Muitos visitantes aproveitam para meditar, usufruindo do silêncio do lugar. Os únicos sons possíveis de se ouvir são os cantos dos pássaros e da queda-d’água da cascata, que pode ser usada para um revigorante banho.

O lugar é bem conservado, apesar de ter sido construído em 1983 no bairro Ribeirão Vermelho, onde funcionava hidrelétrica que forneceu, durante meio século, energia para todo o município. Para quem tiver disposição, há uma escada com 172 degraus e, ao final dela, se tem uma vista panorâmica e privilegiada de todo o parque.


Paraisópolis, a exemplo de muitas cidades de Minas Gerais, possui diversas igrejas e capelas, que revelam a pura expressão da fé de seus moradores. Algumas delas servem como atrativos turísticos. A cidade está inserida no roteiro Caminhos da Fé. A Igreja Matriz de São José, localizada no Centro, é um dos pontos turísticos. Ela foi construída no início do século passado e teve todo seu interior restaurado em um passado recente.

Conta a história que o auge dos movimentos religiosos, como as Filhas de Maria, a Liga Católica, Missões Religiosas, dentre outros, ocorreu nas décadas de 1950 e 1960. Eram movimentos que reuniam centenas de pessoas de todas as idades, de toda a região.

Se tiver tempo sobrando ao visitar Paraisópolis, conheça também outras igrejas, como a de Santa Edwiges, Santo Antônio, Nossa Senhora Aparecida. Ou as capelas de São Geraldo Magela, da Soledade, Ermida da Mãe Rainha, dos Martins, de Santa Vitória, da Serra dos Pereiras, dos Jacintos, da Pedra Branca, do Ribeirão Vermelho, da Ponte do Neneco, entre outras.
* O jornalista viajou a convite do Circuito Turístico Serras Verdes do Sul de Minas Gerais

Cidade tem represa artificial mais alta do País

Um dos lugares fantásticos para visitar em Paraisópolis é o Pico do Machadão, também chamado por muitos por Morro do Machadão. Para chegar até lá, deve-se acessar a Rodovia MG-173, sentido São Bento do Sapucaí (São Paulo). O trajeto até o destino final, por si só, já nos leva a uma fantástica viagem por paisagens de tirar o fôlego.

São 12 quilômetros de estrada de terra que passam por capelas, bairros rurais e lindas cachoeiras. O pico fica a 1.519 metros de altitude e o visual lá de cima é deslumbrante, de onde é possível visualizar diversas cidades do Sul de Minas e do Estado de São Paulo.
O lugar reúne os apaixonados por voo livre, pois é perfeito para a prática dessa modalidade esportiva. Por ali é realizado campeonato anual que reúne atletas de todo o País.

O Pico do Machadão integra o Parque Natural Municipal do Brejo Grande, que possui 217 hectares e está dentro de uma UC (Unidade de Conversação) com rico bioma local, que auxilia na preservação da Mata Atlântica. O parque foi oficializado, ao longo dos anos, pelos governos de Paraisópolis, do Estado de Minas Gerais e pelo governo federal.

Antes de chegar ao pico, a estrada de terra passa no meio da Represa de Brejo Grande, tida como a mais alta represa artificial do Brasil, com 1.430 metros de altitude. Construída em 1964 para abastecer a cidade, a represa é formada por minas naturais e tem uma diversidade de espécies de fauna e flora. Possui 23 metros de profundidade, mas qualquer atividade aquática e navegação são proibidas. Apenas a pesca esportiva é permitida.

Em seu entorno, há inúmeras araucárias e hortênsias. O parque também abriga diversas espécies de animais, como cobras, onças, pacas, capivaras, tatus e macacos.

Também no parque é possível avistar diversas espécies de aves, algumas delas endêmicas, uma oportunidade única para quem pratica o avistamento de aves (birdwacthing), ainda pouco difundida no Brasil.

Cachoeiras são ideais para um mergulho revigorante

A Cachoeira dos Martins, também conhecida como Cachoeira dos Henriques, possui duas grandes piscinas naturais, com uma pequena queda entre elas.

É um lugar perfeito para um piquenique com a família, uma vez que há espaços rasos nas piscinas naturais e a correnteza é fraca. Possui ainda área gramada ao lado, com sombras frescas e está a poucos metros da estrada, que é muito bem conservada.

Abaixo das piscinas está o Véu das Noivas. Da estrada, cerca de 100 metros antes de chegar até a cachoeira, tem uma vista fantástica dessa queda que se perde no verde do vale por onde escorre o rio. Para os aventureiros, rapel na cachoeira é uma opção imperdível.
Escalar essa queda-d’água e seguir pelo rio até a ponte, uns 300 metros abaixo, são exercício desafiador. Como todo atrativo turístico, sempre vá acompanhado por um guia turístico local e por profissionais que tenham equipamentos de segurança.

Se sua vibe estiver zen, aprecie o canto dos pássaros, o vento chacoalhando as folhagens e o som calmante das águas.

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