Política

Negócio de R$ 5,8 mi marca reaproximação de Baltazar e Suzantur


Seis anos após protagonizarem uma das mais ferrenhas disputas comerciais no Grande ABC, os grupos Suzantur e Baltazar José de Souza, do ramo do transporte público, estão se reaproximando. O primeiro acaba de vender 39 ônibus usados para renovar a frota das empresas do segundo, todas em recuperação judicial. O valor da transação não foi revelado, mas fonte do mercado estima que o negócio movimentou R$ 5,8 milhões.

“Estamos renovando as nossas frotas, comprando ônibus com dois ou três anos de uso, caso desses 39 adquiridos da Suzantur, que circulavam em Santo André”, confirmou ao Diário o administrador judicial do grupo Baltazar, Ewerson Dias Moreira. Ele evitou comentar a reaproximação com o antigo adversário. “Trata-se de coincidência. Também adquiri veículos de empresas do Rio de Janeiro, Goiânia e Brasília”, garantiu.

Segundo Moreira, os 39 ônibus modelo 2015, fabricados no ano anterior, estão sendo adesivados para atender “a todas as empresas do grupo”. No Grande ABC, Baltazar é dono de oito viações, todas em processo de recuperação judicial: Eaosa (Empresa Auto Ônibus Santo André), Empresa Urbana Santo André, Imigrantes, Ribeirão Pires, Riacho Grande, São Camilo, Triângulo e Urbana. Estima-se que as dívidas do conglomerado, que inclui negócios em outros Estados brasileiros, atinjam R$ 1 bilhão.

A briga entre os empresários Baltazar e Claudinei Brogliato, que se apresenta oficialmente como dono da Suzantur, remonta a 2013. Naquele ano, a Suzantur foi convidada pelo então prefeito Donisete Braga (hoje no Pros; à época no PT) para assumir emergencialmente o sistema de transporte por ônibus em Mauá depois que o chefe do Executivo cassou a concessão das duas empresas que atuavam no município: a Leblon e a Cidade de Mauá – esta última de propriedade de Baltazar.

O desentendimento entre os empresários foi levado aos tribunais. Baltazar recorreu à Justiça contra a cassação da concessão e também contra a nova licitação aberta pelo governo municipal para substituir as duas empresas destituídas. Em 2014, a Suzantur se sagrou vencedora do certame. Dois anos depois, o Diário apurou que a viação descumpria os itens do edital que obrigava a apresentação de 248 ônibus zero-quilômetro.

Na semana passada, ao retomar a cadeira de prefeito, por meio de liminar judicial que suspendeu os efeitos do impeachment que o apeara do poder, o prefeito Atila Jacomussi (PSB) garantiu que vai obrigar a Suzantur a honrar todos os itens do edital. “Vamos cobrar com eficiência que a frota de ônibus, que é determinada contratualmente, esteja à disposição da população”, disse o socialista.

A equipe do Diário checou as informações do negócio que evidencia a reaproximação dos grupos Suzantur e Baltazar com três fontes distintas, que se manifestaram sob a condição de anonimato. Brogliato e sua empresa foram procuradas na tarde de ontem. O primeiro não foi encontrado e a companhia não retornou aos pedidos de entrevista solicitados por mensagem eletrônica 

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