Setecidades

Em dois anos, 100 praças são adotadas em Santo André


Criado em 2017, o programa Amigos da Praça fechou 100 termos de cooperação para cuidados de áreas verdes em Santo André. Com o objetivo de aproximar moradores dos equipamentos públicos, a iniciativa permite que pessoas físicas ou jurídicas adotem praças, canteiros e rotatórias em troca da instalação de placa com o nome do cidadão ou da empresa. São mais de 1.000 espaços passíveis de adoção.

O parceiro tem como responsabilidade a manutenção da vegetação baixa, ou seja, capinação e irrigação em períodos de estiagem. A preservação de mobiliário urbano, como bancos e mesas, equipamentos de academias ao ar livre e poda de árvores seguem como tarefas da Prefeitura. Assim, após implementação do projeto, o Paço economiza mais de R$ 1,5 milhão ao ano.

Para garantir que os espaços sejam mantidos de acordo com o compromisso firmado, fiscais e técnicos fazem visitas mensais. “Quando há alguma irregularidade, notificamos e o parceiro tem cinco dias úteis para arrumar. Se ele não o fizer, suspendemos o termo de cooperação”, explica Danielle Ianagui Matsumoto Bonucci, assessora do Departamento de Manutenção de Áreas Verdes.

Segundo ela, o programa permite que a população se sinta mais próxima da própria cidade. “As pessoas se tornam parceiras porque querem exercer a cidadania e cuidam do espaço com prazer. Alguns parceiros, inclusive, sugerem melhorias que eles mesmos irão pagar, cabendo a nós (a Prefeitura) analisar a viabilidade da ideia”, completa.

Caso da Praça Chico Xavier, na Vila Floresta, adotada pelo Colégio Xingu há aproximadamente um ano. O local faz parte de projeto pedagógico, sendo utilizado para mostrar a importância de cuidar de equipamentos públicos e da natureza. Recentemente, a escola apresentou projeto de horta comunitária, que aguarda aprovação da Prefeitura. “Os alunos poderão ter contato com a terra e aprender a cuidar da horta, além de ser um benefício para toda a população”, afirma Viviane Gonçales Passarini, diretora pedagógica.

Para os alunos, a vantagem é a ampliação do espaço da sala de aula. Ao visitar a praça, são incentivados a cuidar do espaço público, levantar necessidades e apontar quais intervenções são necessárias. Inclusive, os estudantes já confeccionaram placas com os dizeres ‘não pise na grama’ e ‘cuidado com a natureza’, para conscientizar os frequentadores.

Viviane assinala que o custo mensal para manutenção da área verde é de R$ 600, em média. No valor, estão inclusos a contratação de um jardineiro e insumos, como sacos de lixo para as lixeiras e pequenos saquinhos plásticos, que estão disponíveis para os donos coletarem as fezes de seus animais de estimação.

COMO ADOTAR - Quem deseja participar do Amigos da Praça deve enviar e-mail para programaamigosdapraca@gmail.com informando a área e localização de interesse. A partir disso, será realizado o chamamento público que indicará data, hora e local para que os eventuais interessados apresentem documentação – no caso de pessoas físicas, basta RG, CPF e comprovante de residência.

Se houver mais de um interessado no espaço, o critério de desempate é a proximidade com o local almejado. O termo de cooperação garante a área verde por dois anos, com prorrogação automática de outros dois anos. 
 

Na região, Mauá e Diadema têm planos similares em andamento

A Prefeitura de Mauá informou que desde 2011 conta com o programa Adote Uma Praça. São 118 praças e três canteiros contemplados pela ação, cuja responsabilidade dos adotantes é conservar, limpar a área, incluindo equipamentos e mobiliários. Em contrapartida, o parceiro pode explorar o espaço publicitário do local.

A adoção de praças foi regulamentada em 2017 em Diadema e prevê cooperação para manutenção de áreas verdes do município em troca de fixação de propaganda e publicidade institucional. Há processos de adoção em andamento, porém, ainda não há parcerias firmadas.

Em São Bernardo, não há projeto similar. Entretanto, a Prefeitura destacou que conta, desde 2017, com o programa Praça-Parque em 24 espaços. Os moradores escolhem um representante da comunidade para atuar como zelador do local, sendo responsável pela abertura e fechamento da área com o objetivo de promover o “empoderamento de praças públicas junto à população”. As demais cidades da região não responderam até o fechamento desta edição.

 


 

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