Política

Neycar levanta bandeira branca com volta de Atila


Fiador do impeachment do prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), o presidente da Câmara, Vanderley Cavalcante da Silva, o Neycar (SD), também decidiu levantar bandeira branca e retribuiu o aceno do socialista, indicando que está disposto a recompor com o prefeito. Atila retornou ao cargo na manhã de ontem, após a Justiça paulista conceder liminar anulando o impeachment, aprovado em abril (leia mais abaixo) pela casa.

Após a sessão de ontem, Neycar conversou com jornalistas e devolveu o aceno a Atila, que pediu publicamente apoio da Câmara mauaense para dar ao município “estabilidade” – a cidade assistiu a seis trocas no comando do Paço. Questionado sobre a decisão do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), que por três votos a zero concedeu liminar favorável a Atila para anular o impeachment, Neycar foi comedido. “Decisão judicial a gente não tem que contestar, tem que acatar. A decisão é jurídica e não cabe a nós questionarmos. Temos de acatar”, sintetizou, ao emendar que “a tendência” é a de que a casa não vai recorrer nos tribunais. “Provavelmente não (irão recorrer), vamos conversar com o coletivo. São 23 vereadores, vamos discutir isso aí, vamos conversar com nossos advogados da casa e vamos ver o que a gente vai decidir. Mas vai ser uma decisão colegiada”, desconversou.

Neycar relatou ainda que recebeu ligação de Atila e, um dia após o socialista declarar, ao Diário, que retornou ao cargo no estilo “paz e amor”, o presidente do Legislativo mauaense falou em “clima de união”. “A gente conversou por telefone, vamos pregar a paz. A gente conversou e a gente vai fazer a cidade caminhar. (O Atila) Pediu paz, para a gente se alinhar, para que a gente possa trazer melhorias para a nossa cidade”, relatou.

Durante a sessão de ontem, com exceção do oposicionista Marcelo Oliveira (PT), nenhum outro parlamentar criticou publicamente o retorno de Atila. A plateia do parlamento era formada em sua grande maioria pela claque do socialista. Até o jingle da campanha vitoriosa do socialista em 2016 chegou a ser reproduzido nas galerias.

Com o impeachment de Atila, Neycar se alinhou politicamente com o governo Alaíde Damo (MDB). Internamente, o presidente da Câmara vinha trabalhando para ser candidato do governo à sucessão, no pleito do ano que vem. Porém, sem o carimbo de governista. Ao Diário, Atila comentou sobre a possível pretensão do parlamentar em disputar a Prefeitura.“Não é só na força política interna que se ganha uma eleição, precisa ter simpatia e coração e o povo precisa acreditar”, cutucou.

OUTRA DENÚNCIA
Neycar também indicou que não pretende dar seguimento à tramitação de outro processo de impeachment, o que tratava de denúncias do âmbito da Operação Trato Feito e que acabou sendo suspensa pela Justiça.


Socialista recua e evitar falar que houve troca de cargos por cassação


Em entrevista coletiva, na tarde de ontem, o prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), amenizou o tom de críticas à Câmara e evitou acusar os parlamentares de receberem cargos comissionados como espécie de retribuição do governo da então prefeita Alaíde Damo (MDB) pela aprovação do impeachment, em abril – a cassação foi aprovada com voto de 16 dos 23 vereadores. “Não posso afirmar que houve esse loteamento”, disse o socialista.

Atila indicou que pretende mudar a relação com a Câmara, a fim de reconstruir sua base e de evitar ser alvo de novo impeachment. Nesse contexto, pretende alçar ao posto de secretário de Governo o próprio pai, o vereador Admir Jacomussi (PRP), como o Diário mostrou ontem.

Ao ser informado das declarações de Neycar, Atila agradeceu o apoio. “Temos que recompor.”

SECRETARIADO
Ainda na tarde de ontem, Atila confirmou pelo menos dois nomes para o seu secretariado: Carlos Thomaz (Relações Institucionais) e Marcos Eduardo Maluf (Administração e Modernização). O prefeito afirmou que pretende fechar o primeiro escalão até o final da semana. Para pastas estratégicas, como a Saúde, o Diário apurou que o socialista tem em mãos a indicação de Esther Alves Rodrigues. 

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