Política

Sigo como vice e à disposição, diz Alaíde


Eram 17h55 quando Alaíde Damo (MDB) deixou o prédio da Prefeitura no fim da tarde de ontem sem falar com a imprensa a respeito da situação envolvendo Atila Jacomussi (PSB), que retorna hoje ao Executivo após decisão judicial.

Alaíde era prefeita de Mauá desde abril, quando a Câmara cassou mandato de Atila com base na vacância do cargo após prisão no âmbito da Operação Trato Feito.

O posicionamento de Alaíde veio por meio de nota nas redes sociais. “Quero, em primeiro lugar, agradecer pelo carinho que recebi de todos durante esses cinco meses. Seguirei desejando tudo de melhor para a cidade e continuarei exercendo o meu papel como vice-prefeita, à disposição do município e de seus moradores. Afinal, sei dos problemas e desafios que estão no dia a dia de cada um. Trabalhei arduamente e incansavelmente ao lado da minha equipe para encontrar soluções que fossem efetivas e não posso deixar de agradecê-los também. Espero que a Justiça tenha tomado a decisão mais correta, priorizando sempre o bem-estar dos munícipes. Desejo toda a sorte para Mauá nessa nova etapa. Estarei sempre à disposição de vocês.”

Na hora em que Alaíde deixou o Paço, servidores se aglomeravam em frente à entrada para conversar sobre o retorno de Atila. O clima era de tranquilidade, ainda que alguns trabalhadores carregassem ar de dúvida. “Parece que ele vai voltar para a Prefeitura. Pelo menos é o que eu ouvi dizer”, disse um colaborador pelo telefone, para alguém do outro lado da linha.

Diferentemente da outra vez em que Atila retornou à Prefeitura, em setembro do ano passado, nenhum militante esteve em frente ao prédio para aguardar o prefeito – festa foi feita no escritório político do socialista.

Próximo de encerrar o expediente, os colaboradores estavam mais preocupados em ir para suas casas, já que hoje a Prefeitura opera normalmente. “Eu acredito que da maneira que está é melhor que antes”, disse uma das colaboradoras, que preferiu não se identificar. “Eu acho bom que o prefeito volte, mas, na verdade a cidade de Mauá precisa de um momento de estabilidade.”

Um dos GCMs (Guardas-civis municipais) que fazem a segurança do prédio disse que alguns secretários, que ainda não haviam pedido exoneração, se despediam com ar de derrota. “Eles até falaram ‘até amanhã’, mas acho que não terá amanhã (hoje) para eles”, disse em tom de brincadeira.
 

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