Setecidades

Há um ano, moradores sofrem com vazamento de esgoto em Mauá


Os moradores do Condomínio Conquista Vila Noêmia, no Parque Pedroso, em Mauá, convivem há quase um ano com problemas decorrentes de vazamento de esgoto em terreno vizinho ao conjunto de prédios. Após chuva forte em outubro do ano passado, houve deslizamento de terra e rompimento da tubulação de esgoto que passa no imóvel, que é particular. Desde então, os moradores cobram das autoridades uma solução para o caso, que tem causado mau cheiro e atraído insetos, especialmente pernilongos.

Em dezembro de 2018 e em março de 2019 o Diário esteve no local e mostrou o drama dos moradores. À época, ainda no verão, a grande preocupação era que o acúmulo de água no terreno favorecesse a procriação do Aedes aegypti, o mosquito transmissor de doenças como dengue, zika vírus e febre chikungunya. Diversas promessas foram feitas, tanto pela Prefeitura quanto pela BRK Ambiental, empresa responsável pela coleta e tratamento de esgoto na cidade, mas nada foi resolvido.

O consultor técnico Rafael Alves de Freitas, 38 anos, explicou que durante reunião realizada no mês passado, representantes da BRK informaram que aguardavam apenas por autorização da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) para iniciar a obra de canalização do esgoto. “No entanto, só isso não resolve o problema. Não temos galerias de águas pluviais aqui nessa região, e o acúmulo de água nesse terreno é grande. Continuaremos com o problema de criadouro do mosquito da dengue”, protestou. Freitas citou ainda o problema com viela ao lado do condomínio, que, também pela falta de galeria de água da chuva, se torna intransitável quando a cidade é atingida por temporais.

Em nota, a Cetesb informou que cabe à Prefeitura de Mauá licenciar e fiscalizar as obras e que este esclarecimento foi encaminhado à BRK em agosto. A BRK explicou, também por meio de nota, que a implantação da rede coletora de esgoto sanitário no local faz parte do planejamento da concessionária, que tenta executar o serviço desde 2016. 

Segundo o comunicado, as liberações relacionadas aos terrenos foram providenciadas pela Prefeitura em julho e a previsão é que a rede coletora seja implantada em outubro, por um método não destrutivo e que vai preservar a vegetação. As obras têm prazo de conclusão estimado entre 25 e 30 dias, a partir da data de início.

A administração municipal afirmou que há negociação em curso com o futuro empreendedor e proprietário do terreno para firmar um termo de compensação urbanística que prevê a construção das galerias de águas pluviais.

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