Memória

Toninho, 75 anos, alfaiate


Meio século de agulha e tesoura

Texto: Mauricio Silva

A história do alfaiate Antonio Tenório Cruz, 75 anos, começou na cidade de Francisco Sá, Norte de Minas Gerais, e foi sacramentada no Jardim do Estádio, em Santo André, depois de uma passagem por São Miguel Paulista, na Zona Leste de São Paulo. Tudo contabilizado, 50 anos de história, dos quais 40 por aqui.

Toninho tinha 17 anos quando começou a costurar, levado pelo irmão Evilásio, alfaiate de mão cheia. Quando este desistiu da profissão, Toninho teve um segundo professor, o alfaiate Brito.

– Você quer realmente ser um alfaiate?

– Quero.

– Então vou lhe ensinar tudo o que sei.

Assim aconteceu. Toninho aprendeu. Aperfeiçoou-se. Veio para São Paulo. Descobriu Santo André. Tornou-se ele próprio um mestre.

“Hoje em dia faço qualquer roupa, tanto feminina quanto masculina“ – comenta, modestamente.

A fase áurea foi entre 1972 e 1976. Construía-se a Rodovia dos Imigrantes. Dia de pagamento era dia de vender roupas aos trabalhadores em pleno canteiro de obras.

Hoje a concorrência das lojas e magazines é sufocante. Felizmente, Toninho tem clientes fiéis, um deles, João Paranaense, senhor da moda antiga, que encomenda calças e camisas com ele há mais de 30 anos. 

Outro cliente é o contador José Francisco, apaixonado pelo corte das camisas com a marca Toninho Cruz.

– A profissão de alfaiate vai acabar?

– Vai diminuir, mas sobreviverá.

Viúvo, quatro filhos, quatro netos. Toninho gosta do que faz. Saúda os colegas alfaiates no seu dia. E não vai parar. Adora o que faz.

Trinta anos atrás...

O repórter-fotográfico Celso Luiz, hoje o mais antigo da equipe do Diário, sai a campo com a repórter Shalimar Prats e fotografa alfaiates em plena atividade. E uma grande reportagem é publicada: “Artesãos da moda que comemoram seu dia, esses profissionais enfrentam a ausência de regulamentação e mantêm o ‘status’ de qualidade”, foi a chamada da matéria.

Diário há 30 anos

Quarta-feira, 6 de setembro de 1989 – ano 32, edição 7163 

Manchete – FAB acha Boeing e 46 pessoas com vida na floresta 

Eleições 89 – Collor perde votos em São Caetano para Maluf.

Santo André – Entidades questionam aumento de impostos municipais, lideradas pela Associação de Engenheiros e Arquitetos, Acisa, Ciesp e Anapemei.

Diadema – IPTU sobe 16.000%.

SOS Bairros – Falta segurança na Rodovia Índio Tibiriçá.

Em 6 de setembro de...

1914 – I Guerra Mundial. Manchete do Estadão: derrota dos austríacos na Polônia; a Itália mobiliza a sua esquadra e concentra tropas na fronteira da Áustria.

Realiza-se, na igreja de Nossa Senhora da Penha, em São Paulo, festa em louvor à padroeira.

1919 – Uma atração em Santo André: a companhia equestre de Nerino Avansi.

1939 – II Guerra Mundial. Do noticiário do Estadão: foi posto a pique um navio mercante da Grã-Bretanha.

O movimento no Porto de Santos continua muito fraco em face da ausência de navios estrangeiros.

1959 – Falta feijão. O deputado Anacleto Campanella vai à concentração operária realizada na Praça Cardeal Arcoverde. Denuncia a existência de um depósito clandestino de feijão na Alameda São Caetano. 

O alarme era falso. O depósito existia. Armazenava café – e legalmente.

1969 – Prefeito Newton Brandão inaugura o Grupo Escolar Professor Octaviano de Mello, no Jardim Stela.

1974 – Começa o I Congresso dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema.

Hoje

- Dia do Alfaiate

- Dia do Barbeiro

- Dia do Cabeleireiro

Santos do dia

- Ledo

- Mansueto

- Beltrão

Municípios brasileiros

Celebram aniversários em 6 de setembro:

- Em São Paulo, Boituva (elevado a município em 6 de setembro de 1937, quando se separa de Porto Feliz) e Ribeirão Branco (elevado a município em 6 de setembro de 1982, quando se separa de Itapeva).

- Na Bahia, Aramari

- Na Paraíba, Belém e Bernardino Batista

- No Mato Grosso, Lambari D’Oeste

- Em Alagoas, Messias

- No Maranhão, Olinda Nova do Maranhão

- No Piauí, Uruçuí 

Fonte: IBGE

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