Márcio Bernardes

Cuidado São Paulo!


 O Rio de Janeiro não está de brincadeira. Quer construir o autódromo em Deodoro e quer mais, tirar de São Paulo a organização do GP de Fórmula 1.

A polêmica tornou-se pública há alguns meses, protocolo de intenções foi assinado entre as três esferas de governo e até uma licitação foi publicada com contestação do Ministério Público. Está tudo parado até a próxima liminar.

A origem de tudo é emocional e financeira. O antigo chefão da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, é casado com uma brasileira e tem uma fazenda no interior de São Paulo. E sempre gostou de Interlagos. Acontece que o evento agora pertence a uma empresa americana, a Liberty Media, e os interesses são outros.

Pelo lado financeiro toda cidade que promove um GP de F1 tem de pagar uma taxa de U$ 30 milhões, o equivalente a R$ 125 milhões. São Paulo não paga esse valor e o governador João Dória está tentando fazer uma arrecadação com a iniciativa privada. O resultado é incerto.

Chase Carey, executivo da Liberty, tem uma pesquisa que lhe foi passada pelos cariocas. Todo turista que vem para o Brasil assistir a corrida ficaria no Rio de Janeiro mais dois dias além do normal. Multiplica esse número em milhares de reais em despesas e faça as contas.

São Paulo pode perder a parada pelo charme e atração natural do Rio. Se conseguir pagar a taxa exigida pela Liberty Media poderá deixar Carey sem argumentos.

É briga de cachorro grande.

Balançando

Felipão tem futuro incerto no Palmeiras. Uma fonte que merece crédito me contou que um contato com Mano Menezes já foi efetuado.

O Palmeiras está errando de várias formas. Não pode agir emocionalmente por causa da eliminação na Libertadores e o vexame contra o Flamengo. Não pode acusar o técnico de retranqueiro e limitado, porque seus métodos são mais do que conhecidos.

A qualidade do elenco vai depender da opinião de cada um. Mas a crítica pesada aos jogadores só vai desvalorizá-los em uma futura negociação.

Tem de ter sangue frio.

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