Palavra do Leitor

Desafiando o futuro, mais uma vez


 Quando cheguei à Embraer, há cerca de 100 dias, chamou-me atenção a resposta dada pela equipe ao querer saber o que fez a empresa se tornar ícone global da indústria aeronáutica e colocar o Brasil em seletíssimo grupo de países que fabricam aviões: ‘É o desafio que nos move’, respondem todos na Embraer. Pode parecer exagero para quem não é tão familiar à indústria aeronáutica, mas a Embraer foi muito além do que se imaginava naquele agosto de 1969, quando a empresa foi criada pelo governo federal. Projeto do Estado brasileiro, tendo à frente a Força Aérea Brasileira e visionários como Ozires Silva.

Ao longo desses 50 anos, a Embraer produziu mais de 8.000 aeronaves e, hoje, a cada dez segundos um avião brasileiro decola em algum aeroporto do mundo. Somos a terceira maior fabricante de aviões do mundo, com reconhecimento internacional em todas as áreas que atuamos: na aviação comercial, líderes de mercado no segmento de até 150 assentos; na aviação executiva, um dos principais players com ampla linha de jatos (o Phenom 300, por exemplo, é o jato executivo mais vendido no mundo há sete anos em sua categoria); na área de Defesa, estamos lançando o KC-390, maior aeronave já produzida no Hemisfério Sul e que irá mudar a dinâmica do segmento de cargueiros militares e civis.

Mas o que poucos sabem é que a Embraer não fabrica apenas aviões. A empresa também desenvolve sistemas de controle de tráfego aéreo, de satélites, radares e soluções para indústria naval e segurança cibernética, além de mobilidade aérea urbana – temos time, por exemplo, dedicado ao desenvolvimento do nosso ‘carro voador’, ou melhor, veículo elétrico de decolagem e pouso vertical.

Tudo isso graças a forte cultura de inovação e parcerias com universidades, centros de pesquisa, startups e outras empresas no Brasil e no Exterior. Apenas em 2018, a empresa publicou 93 patentes, sendo 23 no Brasil e 70 no Exterior.

A parceria com a Boeing na aviação comercial e na comercialização do KC-390 também irá fortalecer a empresa em novo momento do mercado global, no qual fornecedores e concorrentes passam por processo de consolidação. Alianças estratégicas fazem parte da história da empresa e são essenciais para abrir novos mercados e gerar oportunidades para a nossa engenharia e fornecedores brasileiros.

Com tudo isso, não tenho dúvidas de que a Embraer irá crescer e multiplicar seu valor de mercado ao longo dos próximos anos. Vamos manter o espírito dos pioneiros de desafiar o impossível e, dessa vez, expandindo nosso alcance em terra, mar, espaço e ciberespaço.

Francisco Gomes Neto é presidente e CEO da Embraer.


PALAVRA DO LEITOR
Enganação
Os índices de aprovação do atual desgoverno despencam vertiginosamente, entre os arrependidos e enganados. Como é fácil no Brasil um ‘aventureiro’ ser eleito. A fórmula é relativamente simples. Toma-se como base o sentimento de descontentamento da população, acusa-se a oposição por todos os problemas da Nação, coloca-se algumas pitadas de mentiras – via fake news – e ainda vendem-se esperanças e projetos inexequíveis. Pronto, o projeto pessoal de poder – soberba e descalabro – está pronto e dane-se a tão sofrida Nação brasileira, que está sendo liquidada, como artigo do dia. Empresas centenárias estão sendo vendidas a preço de ‘banana’ e financiada a sua compra pelo próprio desgoverno por meio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Nelson Chada
Santo André

Realidade
Concordo, em todos os sentidos, com a carta do leitor William Borges (Sem providências, dia 21). Moro próximo à Rua Pindorama, a situação é crítica e a Prefeitura, simplesmente, não faz nada. E não é só isso. Basta analisar a realidade de penúria e depreciação das ruas Potirendaba, Arujá, Tumiaru, Iraúna, Sapucaia, Palestina, Erechim, Congonhas, Alasca, Paraúna, Hungria, Ramalhões (até a lombada tem buracos), China, Haiti, Aimberê, Anhembi e inúmeras outras que não caberiam nesta respeitável coluna. Situação que perdura há meses e o senhor Paulo Serra vira as costas. Cadê o investimento de meio bilhão tão comentado? O mato que se alastra por parques, vielas e corredores, ignorado pela administração, incomoda e muito a nós, munícipes, e esta mesma administração se preocupa mais em autopromoção. Semáforos com lâmpadas queimadas, e por aí vai. Estão querendo enganar a quem? Pois é, quem poderia imaginar?
Carlos Alberto Oliveira
Santo André

Condenação
É impressionante ler notícia neste Diário informando que a Justiça condenou, pela segunda vez, o prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior, e seu vice, Beto Vidoski, pelo uso de captação ilegal de recursos (Política, ontem). Pasmem! Segundo a denúncia, duas aposentadas teriam feito doações para a campanha do atual prefeito, no montante de R$ 643 mil. E o interessante disso tudo, conforme a reportagem de Fábio Martins, é que a aposentada Ana Maria Comparini Silva estaria desempregada e sequer apresentou declaração de Imposto de Renda nos últimos dois anos. Ou seja, vivia única e tão somente dos benefícios da Previdência. E mesmo assim encontrou meios de doar R$ 293 mil para a campanha dos dois tucanos.
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema

E agora?
Houve contorcionismo jurídico institucional nos votos da 2ª Turma, segundo quem entende. E agora, como ficamos?"
Tânia Tavares
Capital

Baixíssima classe
A maioria dos políticos é tão sem rumo, tão sem sangue, tão sem brios, que seu maior trabalho, seu maior furo, seu maior encanto, é achar os podres e erros dos seus colegas para escancará-los e pisoteá-los em plenário, e na imprensa. Que ruim esse serviço prestado ao Brasil, hein! E como dói saber que essas pessoas marginais são pagas, e muito bem pagas, com o nosso dinheiro, para fazer política baixa, turibulária e podre!
Renzo Sonsini
Capital

Resposta
Em relação à invasão na Casa da Palavra, em Santo André, inicialmente é importante destacar que a realização da mostra é de responsabilidade da Cafeteria Nacional, que aluga o espaço. A coordenação da Casa da Palavra foi informada quarta-feira pelo artista Fernandes sobre furto de duas de suas obras que estavam expostas no piso térreo do equipamento cultural. O furto deu-se em dia de grande movimento na casa, que conta com agenda cultural intensa, reforçando sua vocação de polo cultural irrestrito aos mais diversos grupos e segmentos. Salientamos que não houve invasão nem vandalismo. A Secretaria de Cultura informa também que, anteriormente ao fato, a coordenação da Casa da Palavra já estava em contato com o artista para realizar nova exposição, agora efetivamente organizada pelo equipamento. A Guarda Civil Municipal intensificará rondas no local e também vai solicitar apoio da Polícia Militar, que possui base fixa muito próxima.
Prefeitura de Santo André

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