Desvendando a economia

Desalentados e subocupados crescem


O IBGE (PNDAc – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) divulgou na semana passada a taxa de desemprego no País, que recuou para 12% no segundo trimestre de 2019, ou 0,7% abaixo do primeiro trimestre do ano e 0,4% menor que igual período de 2018. Apesar da queda no percentual em relação à PEA (População Economicamente Ativa), o número de desempregados permanece elevado, sem alterações significativas desde o fim de 2017. O mercado de trabalho segue frágil.

A Região Metropolitana de São Paulo apresenta desde o primeiro trimestre de 2017 total de 1,8 milhão de trabalhadores desocupados e para este trimestre não foi diferente. Se somados a esse número os desalentados (pessoas que desistiram de procurar emprego) e os subocupados (que trabalham quantidade de horas menor do que estariam dispostos), esse número chega a 2,9 milhões de trabalhadores.

No Brasil o número de desempregados continua estimado em 13 milhões, resultado do baixo crescimento da economia nos últimos trimestres, o que dificulta a geração de demanda por trabalhadores e a criação de vagas. Por ora, o setor produtivo se mostra em compasso de espera diante das propostas de realização de reformas e redução da burocracia.

Diante do desaquecido mercado de trabalho, um em cada quatro trabalhadores no Brasil procura emprego há pelo menos dois anos. Diante desse cenário, houve aumento no número de desalentados no Brasil, que atingiu no último trimestre 4,9 milhões de pessoas, assim como de trabalhadores informais e por conta própria. Atualmente temos 19,4 milhões de trabalhadores por conta própria e sem CNPJ, 11,5 milhões de empregados sem carteira assinada e 873 mil de empregadores sem CNPJ. Na Grande São Paulo o número de desalentados também aumentou.

A taxa dos subocupados soma no País 28,5 milhões de pessoas, tendo crescido em 744 mil trabalhadores apenas no segundo semestre deste ano. Na Região Metropolitana paulista não foi diferente: no primeiro trimestre essa taxa era de 1,85%, e, no segundo trimestre, passou a 6,31%.

Com a probabilidade de retração no segundo trimestre do ano apontada pelo índice de atividade econômica do Banco Central (IBCbr), após a retração do primeiro trimestre, as expectativas em torno da redução do desemprego não são favoráveis. Com relação ao Grande ABC, não haverá mais um indicador específico para o desemprego. Diante do atual quadro envolvendo a questão do emprego, o Seade anunciou há poucas semanas que não realizará mais a Pesquisa de Emprego e Desemprego para a Região Metropolitana, que apresentava informações sobre o Grande ABC.

Em 2017 o Consórcio Intermunicipal não renovou o convênio que possibilitava a pesquisa mais ampla sobre o desemprego regional. Em uma região com População Economicamente Ativa de mais de 1,2 milhão de trabalhadores, estaremos à deriva na avaliação do comportamento do trabalho no Grande ABC. 

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