Setecidades

Casos de sarampo triplicam no Grande ABC


A campanha de imunização contra o sarampo começou ontem nova etapa, com a inclusão de bebês de 6 a 11 meses de vida no público-alvo da ação, até então formado apenas por jovens de 15 a 29 anos. A medida, recomendada pelo Ministério da Saúde, tem o objetivo de conter o avanço do problema. Entre as sete cidades, o número de contaminações triplicou nos últimos 20 dias – passou de 58 em 31 de julho para 170 ontem. Não há registros de mortes.

Diadema concentra o maior número de casos da doença: 65. Na sequência aparecem Santo André (52), Mauá (43), Ribeirão Pires (27), São Bernardo (23) e São Caetano (12). Rio Grande da Serra não informou os dados até o fechamento desta edição.

Mãe de Joaquim, 1 ano e 1 mês, a professora Bruna Hipólito, 36, já atualizou a caderneta de vacinação do filho em relação ao sarampo. Moradora de São Caetano, ela procurou a UBS (Unidade Básica de Saúde) Ivanhoé Esposito, no bairro Barcelona, ontem à tarde. “Acho importante estar com a proteção em dia. Ele vai à escola desde os 6 meses de idade, convive com adultos e crianças, fica exposto. É fundamental essa segurança”, considera.

A última epidemia de sarampo registrada no Estado foi em 1997, quando 24 mil pessoas foram contaminadas e 23 morreram. A doença – que não tem tratamento específico – chegou a ser erradicada do País durante quase cinco anos. 

Até agora, o Estado de São Paulo já confirmou 967 casos da doença, dos quais 778 foram registrados na Capital paulista. De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde, 13,6% de todos os registros tiveram como vítimas menores de 1 ano. A campanha de imunização segue até sexta-feira.

O sarampo é altamente contagioso. A transmissão ocorre por um vírus, de pessoa para pessoa, por meio de tosse e secreções. Para se vacinar, basta comparecer a um dos postos de saúde da região com documento com foto e, se possível, carteira de vacinação.

No primeiro semestre, foram registrados mais casos de sarampo que em qualquer ano desde 2006, segundo dados publicados ontem pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Desde janeiro, 182 países notificaram 364,8 mil ocorrências, quase três vezes o volume contabilizado no mesmo período do ano passado.

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