Internacional

Guaidó afirma que Maduro pretende dissolver Parlamento da Venezuela nesta segunda


O líder opositor e autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, afirmou no domingo que Nicolás Maduro pretende dissolver o Legislativo nesta segunda-feira, 12.

"No dia de amanhã (segunda), eles (o chavismo) pretendem dissolver o Parlamento, convocar ilegalmente eleições parlamentares e, inclusive, perseguir maciçamente deputados", disse Guaidó em um vídeo divulgado nas redes sociais.

O opositor afirmou que a Assembleia Nacional Constituinte, integrada apenas por governistas e não reconhecida por vários países, convocou para esta segunda, de forma "quase irregular", uma sessão extraordinária para aprovar a medida. "É a nova loucura da ditadura", afirmou Guaidó no vídeo.

O líder da oposição disse que já entrou em contato com outros governos que o apoiam, entre eles o dos Estados Unidos, e preparará uma "ofensiva política" contra Maduro.

Além disso, Guaidó ressaltou que qualquer tentativa de perseguição aos líderes da oposição não diminuirá a pressão sobre Maduro, que os críticos do chavismo querem tirar do poder para implementar um governo de transição e convocar eleições livres.

No vídeo, Guaidó também criticou a tentativa do chavismo de convencer a população que o bloqueio sobre os bens estatais da Venezuela sob jurisdição dos EUA, anunciado na semana passada por Donald Trump, é o motivo da crise econômica enfrentada pelo país. "Isso é uma sanção contra Maduro por corrupção", ressaltou o opositor.

O líder chavista alertou que punirá com severidade os "traidores" que apoiarem as novas sanções econômicas dos EUA contra a Venezuela. A advertência foi reforçada pelo Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), controlado pelo chavismo, que reiterou as ameaças feitas pelo presidente

No sábado, em um protesto contra o bloqueio imposto por Trump, Maduro qualificou Guaidó de "verme desprezível" e "traidor da pátria".

A Assembleia Nacional, cujas decisões são consideradas nulas pela Justiça depois de declará-la "em desacato", foi eleita em 2015 e seu mandato termina em 2021. (Com agências internacionais)

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