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Saúde é assunto sério


Cuidar da saúde é assunto sério, seja qual for a idade. Má alimentação, sono inadequado e sedentarismo são alguns dos hábitos que nos levam ao ganho de peso. Recente pesquisa feita por unidades da Unesp (Universidade Estadual Paulista) nas cidades de Presidente Prudente e Marília, ambas no Interior de São Paulo, mostra que adolescentes com sobrepeso apresentam o mesmo risco de doença cardiovascular que jovens adultos obesos.

O estudo, que teve apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), foi desenvolvido com 40 participantes com idades entre 10 e 17 anos. Os resultados foram publicados na revista científica britânica Cardiology in The Young.

A variabilidade da frequência cardíaca dos adolescentes foi medida antes e depois do exercício para avaliar a velocidade de recuperação do coração na sequência da atividade física. De acordo com os pesquisadores, a ação permite analisar o risco de uma pessoa apresentar complicação cardiovascular imediatamente após esforço físico e também estimar o risco de ter uma doença cardiovascular no futuro.

“Das crianças com obesidade, até 60% têm, pelo menos, um fator de risco cardiovascular. Por mais que seja preocupante, porque são jovens que, no futuro, terão risco muito maior de doenças cardíacas graves, e, possivelmente, em idade precoce, também temos uma janela de oportunidade. Se identificamos que o indivíduo tem obesidade, temos que atuar”, alerta o médico endocrinologista da Endoclínica SP, Carlos Eduardo Seraphim, de São Paulo.

Segundo ele, apesar de o sobrepeso e da obesidade ligarem um sinal de alerta e necessitar de tratamento, por outro lado tem muitos fatores que ajudam o tratamento nesse período, como a fase de crescimento e a maior taxa metabólica dos jovens.

A pesquisa alerta que doenças ligadas à saúde do coração são originárias de outras, casos de hipertensão e insuficiência cardíaca, além de distúrbios metabólicos, a exemplos de diabetes e alterações nos níveis de triglicérides e de colesterol (gordura).

Para Seraphim, embora seja possível saber que entre 25% a 90% dos filhos de pais com obesidade podem desenvolver a mesma doença, ou seja, a questão acaba tendo alta taxa de herdabilidade, há diversos outros fatores por trás. “A transição da infância para a adolescência, em particular, tanto por motivos hormonais quanto por mudanças sociais e de comportamento, pode ser uma fase de ganho de peso importante.”

Mudanças de rotina, sedentarismo no cotidiano e maus hábitos alimentares também influenciam no ganho de peso de maneira negativa. “Na idade entre 5 a 9 anos já temos no Brasil 15% das crianças com obesidade e 33% acima do peso ideal. Portanto, atuar para prevenir obesidade na infância e adolescência é fundamental para garantir uma vida mais saudável, e tem sido foco de maior interesse na literatura médica mais recente.”(Com agência Brasil) 

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