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Polícia Civil conclui inquérito envolvendo o jogador Neymar


A Polícia Civil concluiu, na tarde desta segunda-feira (29), as investigações envolvendo o atleta Neymar Santos Júnior, de 27 anos. Os trabalhos foram conduzidos pela delegada Juliana Lopes Bussacos, da 6ª Delegacia de Defesa da Mulher, que detalhou os procedimentos na manhã desta terça-feira (30) durante coletiva de imprensa.

O jogador passou a ser investigado, por meio de inquérito policial, após ser denunciado pela modelo Najila Trindase por agressão e estupro.

"A denunciante compareceu à unidade policial no dia 31 informando que conheceu o atleta por meio de um aplicativo e trocaram mensagens durante dois meses”, informou a delegada. “A moça disse que no dia 14 do mesmo mês embarcou para Paris a fim de encontrá-lo em um hotel, onde teve que praticar relação sexual contra sua vontade”, completou.

Segundo Bussacos, após denúncia, Neymar prestou depoimento uma vez e a denunciante outras três. Além disso, 12 testemunhas foram ouvidas.

Foram inseridos ao inquérito policial o laudo sexológico, exame de corpo de delito, a ficha de atendimento do Hospital Pérola Byington - onde foi realizado atendimento ginecológico, a ficha de atendimento médico do ginecologista particular da denunciante, bem como o laudo de um celular e um tablet.

Mediante as diligências realizadas, a delegada optou em não indiciar o jogador. "Concluí a investigação na data de ontem e foi deliberado o não indiciamento do investigado por ausência de elementos que comprovassem as acusações”, explicou.

"A Delegacia de Defesa da Mulher, como qualquer outra delegacia, está de portas abertas 24 horas para acolher mulheres que venham denunciar qualquer crime. Ela será acolhida, o boletim de ocorrência será registrado e os fatos serão apurados", finalizou a doutora.

Outra investigação

Apesar da conclusão do inquérito policial, a Polícia Civil, por meio do 11° Distrito Policial (Santo Amaro), prossegue com as investigações para apurar o desaparecimento de um equipamento eletrônico que poderia comprovar agressões por parte do atleta.

Também é investigado se houve a intenção de denunciação caluniosa e extorsão por parte da denunciante. “Foi apresentado [uma denúncia] pelo atleta e por seu pai, onde eles noticiaram um suposto crime de extorsão. Vamos ouvir as partes envolvidas para apurar se realmente houve o crime”, esclareceu a delegada Monique Patrícia Ferreira Lima, do 11º DP, também presente na coletiva de imprensa desta manhã.

Além das duas doutoras, a entrevista coletiva foi acompanhada pelos delegados Albano David Fernandes, diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), e Cosmo Stikovics Filho, da 6ª Delegacia Seccional de Polícia. 

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