Cena Política

PT de São Bernardo com rumo indefinido


As discussões para definição do próximo presidente do PT de São Bernardo seguem tumultuando o ambiente interno. Até o começo dos debates, o favorito era Cleiton Coutinho, da corrente CNB (Construindo Um Novo Brasil). O fato de ele ser genro do ex-vereador Zé Ferreira gerou movimentação a favor de outro nome internamente, o do ex-subprefeito João Bosco. Depois, surgiu a possibilidade de o ex-vereador José Cloves entrar na disputa. Agora, reviravolta está instalada. Com a bênção dos deputados estaduais Luiz Fernando Teixeira e Teonilio Barba, Jemima Moura, que exerceu posto de articuladora política no governo de Luiz Marinho, ganhou força. Coutinho segue com nome colocado, mas o que se comenta é que o projeto a favor de Jemima tem ganhado corpo até mesmo com vereadores petistas na cidade. Reunião marcada para segunda-feira tende a selar a candidatura da CNB em busca de pacificar o petismo local. Por ora, há três candidatos que mais se movimentam: Jemima, Coutinho e Airton Germano.

BASTIDORES

Indecifrável
Ninguém entendeu a nomeação do presidente da Aciscs (Associação Comercial e Industrial de São Caetano), Moacir Passador Junior, para cargo comissionado na Secretaria de Cidadania e Assistência Social de Santo André, há duas semanas. A classe política andreense tenta, até agora, saber como Passador, sucessor de Walter Estevam Junior à frente da Aciscs, foi parar na administração local. Já os agentes públicos de São Caetano seguem batendo cabeça para compreender a indicação.

Decisão – 1
A desembargadora Ana Liarte, do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), está com o processo envolvendo a cassação do ex-prefeito de Mauá Atila Jacomussi (PSB) em mãos para proferir sua decisão. À frente da 4ª Câmara de Direito Público, Ana Liarte é relatora do pedido da defesa do socialista para anular o impeachment do político, definido pelo Legislativo de Mauá em abril, com base na vacância do cargo por parte de Atila, que foi preso em maio e depois em dezembro acusado de corrupção. Ela chegou a liberar o caso para análise em maio, mas manobra da presidência da Câmara mauaense atrasou o andamento.

Decisão – 2
A defesa do prefeito cassado Atila Jacomussi (PSB) está otimista com a reversão da cassação ainda no TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo). A tese é a de que a vacância não se configurou porque Atila não se ausentou da cidade por vontade própria. Estava preso e, portanto, impedido de retornar. A LOM (Lei Orgânica do Município) diz que ausências superiores a 15 dias precisam de aval da Câmara de Mauá. O que não houve.

Divisão
Esta coluna mostrou ontem que há corrente no PT de Santo André para que o partido não lance candidato próprio à Prefeitura e que apoie alguma figura política de partidos de esquerda. A divulgação da informação gerou divisão interna. Uns defendem que o PT tenha de ter prefeiturável pelo histórico da legenda na cidade – comandou prefeituras e nunca ficou fora de um segundo turno quando houve. Outros, porém, já vislumbram a indicação de vice. E até o partido já foi sugerido: Psol.

Retorno
O ex-vereador Gilberto Costa (Patriota) tem se movimentado bastante pelos bastidores políticos de São Caetano. Curiosamente, não tem falado que será candidato a prefeito. Nas três últimas eleições ele prometeu que seria prefeiturável. Cumpriu a promessa em 2016, quando recebeu 5.740 votos, ficando na quarta colocação. O que dizem é que Gilberto tentará voltar para a Câmara de São Caetano. Em 2008, foi o mais votado do município para o Legislativo, com 5.883 adesões.

Cenário
Circula nos bastidores da política de Diadema uma pesquisa extraoficial de intenções de voto à Prefeitura atribuída ao Água Santa, time de futebol da cidade. Neste levantamento, o deputado estadual Márcio da Farmácia (Podemos) aparece na liderança, mas em empate técnico com outras duas figuras: o ex-prefeito José de Filippi Júnior (PT) e Taka Yamauchi (PSD), ex-prefeiturável e atual secretário de Obras de Ribeirão Pires. A diferença entre Márcio para Taka seria de quatro pontos percentuais. 

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