Palavra do Leitor

Salve o comerciante brasileiro


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Comemora-se em todo o Brasil em 16 de julho o Dia do Comerciante, e a Acisbec (Associação Comercial e Industrial de São Bernardo) aproveita a oportunidade para parabenizar todos os empresários que representam o setor. A data é considerada importante, pois o comércio é segmento vital para a economia da cidade e de todo Grande ABC, na medida em que também atrai consumidores de outras localidades.

Depois de ter baseado a sua economia na indústria automobilística a partir da década de 1950, anos mais tarde foi a vez dos setores de comércio e serviços se diversificarem e se consolidarem na criação de postos de trabalho e geração de riquezas e renda.

A dimensão desse potencial econômico local pode ser traduzida em números. Atualmente, Apenas São Bernardo tem cerca de 90 mil empresas, das quais 12 mil são indústrias; 25 mil do setor de comércio e 53 mil no de serviços, conforme o IPC Maps 2018, dados da IPC Marketing Editora, que disponibiliza informações demográficas e de mercado de consumo de todos os municípios brasileiros. Outro dado relevante é a frota de automóveis, de 590 mil veículos, o que significa quase um por morador.

O seu PIB (Produto Interno Bruto) é o 16º maior do País. Ou seja, R$ 42,7 bilhões, 0,71% do PIB brasileiro, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). São indicadores que revelam a inegável importância para o comércio da cidade, também do potencial de consumo e da variedade e qualidade que o varejo oferece. O mix de produtos encontrados não fica devendo para qualquer outra praça.

O comércio de São Bernardo é variado em todos os bairros, com destaque para o tradicional da Rua Marechal Deodoro, considerada o palco da história da cidade. Ao longo da sua extensão possui estabelecimentos antigos e familiares, cuja administração passou de pai para filho; lojas modernas de varejo e atacado, de diversos segmentos.

O potencial econômico de São Bernardo atraiu shoppings, que começaram a chegar na cidade há cerca de 40 anos. Há aqui mais de dez grandes redes de estabelecimentos entre shoppings e supermercados, como Metrópole, Golden Square, São Bernardo Plaza, Extra Anchieta, Wal Mart e a Coop.

Há ainda o conhecido nacionalmente centro moveleiro da Rua Jurubatuba, que deu a São Bernardo a denominação de Capital do Móvel. A via concentra o maior shopping a céu aberto do País e que traz, até hoje, a tradicional feira de móveis em uma área de mais de 50 mil metros quadrados de exposição, considerando as cerca de 60 lojas.

Parabéns a todos os comerciantes e empresários de São Bernardo e do Grande ABC.

Valter Moura é presidente Acisbec (Associação Comercial e Industrial de São Bernardo).

Palavra do Leitor

Os prejudicados
Não sou contra a reforma da Previdência, pois, sem ela, o Brasil não anda, muito embora saiba que chegamos a esse fundo do poço pela corrupção, roubos nos cofres, incompetência e má gestão. Deputados e militares ficaram fora da reforma e um corte de 60% será feito na aposentadoria dos viúvos/as? Justamente quando a pessoa está mais necessitada de ajuda, vem essa lei para asfixiar os sobreviventes? Por que essa perseguição com quem fica viúvo /a? Quem aprova essa lei sabe como vivem os aposentados do INSS? Por que não fizeram uma regra para aqueles que pagaram até o teto, de que não haverá corte? Foram essas pessoas que em vida sustentaram a Previdência e agora recebem como castigo um corte na sua pensão. Elas sequer conseguem pagar um convênio médico, e como depender do SUS (seu último suspiro)? Ocorre que quem vota e faz as leis não passa dificuldades, mas aí ficar dizendo que estão do lado dos mais necessitados e não fazerem nada é uma vergonha, pois viúvos não têm lobby, lobby só existe onde há dinheiro.

Izabel Avallone
Capital

País laico e o presidente
Sou cristão, respeito todas as igrejas, mesmo porque prestam importante serviço às comunidades. E frequento a Católica, a Ortodoxa e a Evangélica, assim como meus pais me ensinaram. Portanto, nada absolutamente contra, do nosso presidente da República, Jair Bolsonaro, ser evangélico, assim como a sua amada família. O que discordo, e incomoda, é o Bolsonaro, que preside uma Nação como o Brasil, laico, ficar insistindo com sua exagerada manifestação a favor dos evangélicos (que não foi só com os votos destes fiéis que se elegeu), quando na realidade deveria lembrar que governa para todos, incluindo cristãos, ateus etc. E agora reitera que vai indicar para o STF (Supremo Tribunal Federal) alguém “terrivelmente evangélico”. Primeiro, não é terrível ser evangélico. Segundo, que jamais constou na nossa Constituição que um ministro do Supremo, deve ser católico, ortodoxo, evangélico ou de outro segmento religioso. Ora, a preocupação moral de um presidente deve ser sempre, e para qualquer cargo, se o indicado tem competência para esse honroso cargo. Por favor, Jair Bolsonaro, governe com a Constituição nas mãos.
Paulo Panossian
São Carlos (SP)

Parece mentira
O Legislativo brasileiro perdeu o juízo. Está insensível à caótica situação. Nossos políticos não estão nem aí. São 13 milhões de desempregados e as obrigações básicas, como saúde, educação, transportes, segurança e infraestrutura são precárias, mas para eles está tudo às mil maravilhas. Em plena crise, em vez de cancelar ou reduzir significativamente o fundo eleitoral de R$ 1,7 bilhão, elevou para R$ 3,7 bilhões. Vê se pode? Parece mentira, mas é verdade.
Humberto Schuwartz Soares
Vila Velha (ES)

Haja buracos
Prefeito Paulo Serra, mais uma vez peço atenção para as ruas do bairro Casa Branca, na região central de Santo André, que estão cheias de buracos e, pior, foram transformadas em estacionamento.

Apolinário dos Anjos Costa
Santo André

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