Palavra do Leitor

Desprezo do PSDB pelo Grande ABC


Durante a campanha eleitoral para a Prefeitura de São Bernardo, em 2008, fiz da necessidade de trazer o Metrô para o Grande ABC uma das principais plataformas do nosso programa de governo. Logo que fui eleito procurei o então governador, José Serra (PSDB), para tratar desse tema. Sem querer dizer não, ele pediu que falasse com o então secretário de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, para que colocasse a obra do Metrô na nossa região no orçamento do Estado para a área de mobilidade urbana. Sem querer dizer não, mas já dizendo, Portella prometeu o recurso no orçamento, desde que ajudássemos a viabilizar recursos para contratação do projeto básico da obra. Curioso que numa obra de alguns bilhões o Estado precisasse de poucos milhões para assumir o compromisso.

Já prefeito, garanti recursos da prefeitura para elaborar o projeto funcional do traçado do Metrô, que foi entregue ao governo do Estado e, como conversado com o secretário, conseguimos garantir junto ao governo federal os recursos para a conclusão do projeto básico. Sem ter mais como empurrar a discussão com a barriga, o governo do Estado, então já sob o comando de Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou, em 2013, que nossa região finalmente seria interligada ao Metrô. E ele até prometeu data: 2017.

O fim dessa promessa todos sabemos. Nem uma estaca foi fincada. E já perto de deixar o governo para concorrer à Presidência da República, em março de 2018, Alckmin afirmou que não tinha conseguido recursos para fazer as desapropriações e que por este motivo o Metrô para o Grande ABC não era prioridade.

Todo esse retrospecto se torna necessário para mostrar a forma criminosa e o pouco caso com que o PSDB trata a nossa região. E o ápice desse desrespeito foi o anúncio, pelo governador João Doria (PSDB), de que o Metrô não virá mais para o Grande ABC, que agora será substituído pelo BRT (corredor de ônibus, que já conhecemos bem como funciona). Isso é um duro golpe no desenvolvimento da nossa região. E ele ainda teve a desfaçatez de anunciar o fim desse sonho como um grande pacote de mobilidade para as sete cidades. Faça-me o favor!

Não podemos aceitar passivamente que os tucanos, mais uma vez, tratem o Grande ABC com tanto desprezo e descaso. É inadmissível que os prefeitos do PSDB na região aceitem passivelmente esse golpe contra o nosso povo. O Grande ABC merece mais respeito. O Metrô não é obrigação do prefeito, disse o então candidato Orlando Morando quando lancei a proposta em 2008. Agora prefeito talvez ele não saiba, mas é obrigação de um prefeito lutar e trabalhar para melhorar a vida do seu povo.

Luiz Marinho é ex-prefeito de São Bernardo e presidente estadual do PT. 

Centro logístico

Além de todos os riscos ambientais apresentados pelas pesquisadoras (Setecidades, dia 5), importante salientar que apesar de apresentar discurso ferroviário, o Estudo de Impacto Ambiental apresentado pelo Centro Logístico Campo Grande à Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) mostra que o empreendimento é rodoviário. Sabemos que quem pode aumentar a capacidade ferroviária é a MRS, que possui a concessão e a utiliza para suas exportações. O empreendimento destina-se única e exclusivamente a acumular cargas recebidas do interior, de natureza desconhecida, para depois seguir nas rodovias da região, Adib Chammas e Índio Tibiriçá, completamente inadequadas para tal. São projetados 1.200 caminhões por dia, em estradas destinadas a serem locais, em zona de proteção ambiental e sempre cobertas por neblina. Não há ganho ambiental, ao contrário do que se quer insinuar à população. Os empregos são 1.200,em 2.049, se os galpões forem locados e se a tecnologia não substituir estes empregos. Não há nenhuma garantia. O empreendedor supõe que locará todos os galpões e supõe que estes empregos serão gerados por outras empresas. De qualquer modo, qual a viabilidade dos andreenses irem trabalhar a uma hora da zona urbana de carro? Qual a lógica de se derrubar 100 campos de futebol de Mata Atlântica, em zona de nascentes e três reservas, para fomentar transporte rodoviário poluidor do ar e das águas para gerar possíveis 1.200 empregos operacionais em 2.049 no meio da floresta?

Raquel Fernandez Varela

Santo André

Rombo na Previdência

O rombo previsto para a Previdência em 2019 é de R$ 309,4 bilhões (despesas menos receitas). A estimativa de economia com a reforma da Previdência, ao longo de dez anos, é cerca de R$ 1 trilhão, o que significa, em média, economia anual de R$ 100 bilhões. Considerando constante o deficit anual de R$ 309,4 bilhões ao longo de dez anos, anualmente o deficit será de R$ 209,4 bilhões. A conta não fecha, mas, gradativamente, as despesas reduzirão e as receitas aumentarão, e o deficit será suportável, em vez da descontrolada elevação. O ideal seria a reforma original, mas lóbis das classes organizadas conseguiram descaracterizá-la, mesmo assim é de vital importância para conter o crescente rombo. 

Humberto Schuwartz Soares

Vila Velha (ES)

Milhões em emendas

Os ministérios foram autorizados a liberar verbas extras no montante de até R$ 10 milhões para emendas de congressistas que votarem a favor dos projetos do governo federal. Cabe a indagação, ou seja, isto não terá reflexo nas próximas campanhas eleitorais? E os demais deputados e senadores, não terão direito a emendas extras também? Uma situação que exige mais informações.

Uriel Villas Boas

Santos (SP)

Culpado, eu?

Como é do conhecimento geral e também da Justiça, figuras emblemáticas do PT ou ligadas de alguma forma ao partido, e que já foram presas, aceitaram devolver sem hesitação bilhões de reais ‘surrupiados’ aos cofres públicos, e ainda assim insistem em se dizer inocentes. É por essas e outras que é improvável que um cidadão verdadeiramente informado se disponha a sair em manifestações pelas ruas empunhado cartazes com a frase Lula livre, por exemplo. 

José Marques

Capital

Aposentadoria de policiais

O policial é um profissional diferenciado. O exercício de sua atividade exige condicionamento e vigor físico, é estressante e tem características próprias. Por isso, dias atrás, foi celebrado acordo entre parlamentares reunidos pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e governo para permitir sua aposentadoria aos 53 anos (homem) e 52 (mulher), desde que com 30 anos de contribuição (Economia, dia 5). É impossível que o policial permaneça na ativa até os 65 anos, como deverá ocorrer com membros de áreas que não envolvem riscos e nem exigem absoluta forma física. No seu dia a dia, ele é obrigado a correr, saltar, atuar em altura e a uma série de ações normalmente inesperadas e perigosas. A exemplo dos atletas de competição, que não têm como atuar até os 65 anos, o policial tem de parar mais cedo, pois a partir de certa idade seu físico não responderá às necessidades. Por isso, as classes policiais esperam a implementação do acordo através de emendas quando da votação do projeto pelo plenário onde, para ser aprovado, necessitará de 308 votos.

Dirceu Cardoso Gonçalves

Capital

A caminho do plenário

Um auspicioso passo foi dado para efetivação da reforma da Previdência, com a aprovação do relatório na Comissão Especial da Câmara (Economia, dia 5)! Mérito para o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que foi o grande estrategista na busca de apoio, e dos deputados também comprometidos com esse projeto, que, independentemente do desprezo e trapalhadas do Planalto, votaram a favor desta robusta reforma! Que pelas previsões deverá economizar em 10 anos quase R$ 1 trilhão. E que, felizmente, segue a caminho do plenário, com Maia, desejando encerrar as duas votações necessárias já a partir da terça-feira. E que o Brasil torce, também, para que no plenário se aprove uma emenda incluindo neste projeto os Estados e municípios. E que a partir de agosto o Senado finalize sua aprovação.

Paulo Panossian

São Carlos (SP)

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