Palavra do Leitor

Jeito novo de rachar o aluguel


Como forma de diluir o alto custo de manutenção de escritórios, muitas pessoas têm optado pelo sistema de coworking, ou seja, espaço alugado por período variável de tempo, toda a estrutura necessária para trabalhar. Acontece que morar sozinho também custa caro. Além do custo de adquirir e/ou alugar imóvel e de mobiliá-lo adequadamente, existem gastos expressivos com taxa de condomínio, diária de faxina, luz, Internet, TV a cabo...

Inspirados pelo sucesso do coworking, alguns empreendimentos estão começando a apostar no sistema de compartilhamento de moradia. Como as repúblicas de estudantes existem desde o século passado, a ideia não é exatamente nova. O que mudou foi o jeito de fazer.

Denominada coliving – literalmente, ‘moradia compartilhada’ –, a solução é perfeita para quem não tem filhos e dispõe de pouco tempo para lidar com pilha de contas ou cuidando de limpeza e arrumação. Tudo, realmente tudo – da conta de gás à diária da arrumadeira –, está incluso no valor do aluguel. O público-alvo dos sistemas de coliving é formado por jovens adultos que não passam muito tempo em casa e querem moradia perto do trabalho ou da faculdade.

Outra vantagem é que não existe aquela aflição de achar alguém para dividir o apartamento. Aos poucos, surgem aplicativos que promovem a convergência de pessoas com perfis semelhantes e que estejam em busca de moradia na mesma região. 

A ideia é que, por compartilharem estilos de vida e interesses semelhantes, os moradores se adaptem melhor e, eventualmente, unam-se em projetos comuns. Solução como essa tende a ser ainda mais conveniente para alguém que esteja chegando a nova cidade para estudar ou trabalhar. 

Para garantir a segurança de todos, as agências que trabalham com esse novo estilo de compartilhamento de moradia são muito criteriosas na seleção dos interessados. É certo que, como em qualquer situação que envolva várias pessoas, o coliving não promete ser isento de conflitos. Mas, a rigor, os desentendimentos são possíveis até quando se mora com a própria família. 

A melhor forma de prevenir esse tipo de ocorrência é estabelecer previamente as regras de coabitação, sobretudo no que diz respeito ao uso das áreas comuns, à presença ou não de animais de estimação e aos horários para receber visitas. 

As normas podem ser propostas pelo intermediador do negócio ou discutidas e votadas pelos moradores. O importante é que sejam cumpridas à risca, garantindo, assim, experiência satisfatória e enriquecedora para todos os envolvidos.

Andre Kamkhaji é especialista em mercado imobiliário e sócio da empresa Union National.

Predicados

O presidente Jair Bolsonaro é vergonha para o Brasil. Tudo que se propõe a fazer – ou é obrigado pelo cargo que ocupa – acaba em escândalo, uns mais leves, outros mais pesados, como o envolvimento com sargento que carregava 39 quilos de drogas em avião que o acompanhava ao Exterior. Talvez seja necessário criar comissão que possa determinar o que ele pode ou não fazer e falar, porque é, sem dúvida, o pior e mais despreparado presidente que o Brasil já teve.

Silvio Carlos Monvert

Rio Grande da Serra

Convênios

Em Santo André iniciou-se onda de compra de hospitais por grandes redes, como podemos ver pela compra de Bartira, Brasil e Christóvão da Gama. São preocupadas exclusivamente em fazer dinheiro, investindo em hotelaria e descredenciando convênios pequenos. Estes últimos, por sua vez, não dando conta de pagar os altos custos desses hospitais-hotéis, passaram a ter atendimento inferior, priorizando redes de micro-hospitais próprios, cujas condições estão tão ruins quanto ao SUS (Sistema Único de Saúde), ou então apelam para estabelecimentos longínquos, onde é preciso gastar dinheiro com até três conduções e levar horas de viagem, o que é definitivamente muito custoso para pacientes com a saúde debilitada. Que me perdoem os adeptos do SUS, mas o otimismo que muitos apresentam não passa de conformismo, já que os postos de saúde só tendem a ficar superlotados com as pessoas que não têm como pagar convênios ou que perderam ao ficarem desempregadas. 

Etienne Sampaio Oliveira

Santo André

Arrependidos

Tenho a honra e a grata satisfação de dizer que, hoje, São Bernardo se arrepende amargamente de eleger seu prefeito. Estou ileso de ser conivente com inverdades e mentiras de governo que não mostra, só maquia. O que foi fazer na Prefeitura? Já estamos no terceiro ano de seu desgoverno. Àquele que se colocou como ‘do povo’, afinal, quando a mudança vai chegar? Não adianta o prefeito ir às redes sociais rebater quem o crítica, sem aceitar críticas e atacar jornalistas. Como um ex-vereador e deputado de quatro mandatos não aprendeu direito o que foi passado em sua caminhada até então? Aliás, aprendeu, sim, a falar bem e usar desse artifício como instrumento de trabalho diário para enganar até os que o ajudaram a chegar onde chegou. Porém, esqueceu os preceitos das aulas de sociologia, filosofia, ética e obteve visão do mundo diferente, como político-prefeito, ou igual aos verdadeiros profissionais da política. Aquela velha tática de estar no cargo de prefeito: a diferença do ‘estou’ no poder. 

Luizinho Fernandes

São Bernardo

Egoístas

Mais uma vez os deputados e senadores, de forma egoísta, pensam em si, não visam os interesses brasileiros. Daí a dificuldade de o Brasil superar os problemas e avançar. Devido ao crescente e pesado ônus com pessoal, absorvendo quase toda a receita, é fundamental a inclusão dos Estados e municípios na reforma da Previdência, senão nada sobrará para investir e amenizar os precários serviços básicos (educação, segurança, saúde, infraestrutura, transportes etc). Nossos congressistas almejam reeleição ou cargos de prefeitos ou governadores e anteveem perda de votos caso abracem, também com relação às suas bases, a reforma da Previdência. Sugiro aos munícipes atenção no Legislativo e não mais, para nenhum cargo eletivo, votar naqueles que forem contra a reforma previdenciária de maior abrangência. 

Humberto Schuwartz Soares

Vila Velha (ES)

Gêmeos?

Paulo Guedes, agindo com total falta de ética profissional, anuncia pomposamente que deve liberar R$ 100 bilhões de depósitos compulsórios (Economia, ontem). Ora, essa prerrogativa até as paredes sabem que é de exclusiva decisão do presidente do BC (Banco Central). E não por outra razão que deixou perplexo o pessoal do BC. Essa nefasta intromissão de Guedes no órgão guardião da nossa moeda gera desconfiança do mercado. Assim como quando fez duras e desnecessárias críticas aos parlamentares da Câmara com relação ao relatório da reforma da Previdência! O ministro da Economia, Paulo Guedes, que começou como um furacão, com ótimas palestras no Brasil e no Exterior, parece cada dia mais com seu chefe, o fomentador de crises presidente Jair Bolsonaro. 

Paulo Panossian

São Carlos (SP)


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