Palavra do Leitor

Apps mitigam desemprego no Brasil


Os brasileiros estão buscando formas de driblar a crise que corroeu sua renda na última década. De acordo com os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o problema do desemprego vai muito além da taxa de 12,5% registrada no trimestre de fevereiro a abril. O tamanho da população subutilizada (28,4 milhões de pessoas) – que agrega desempregados, subocupados por insuficiência de horas e a força de trabalho potencial – bateu o recorde da série histórica iniciada em 2012. E, diante deste cenário, as novas tecnologias dos apps, como o Rappi, Uber, Closeer, 99 e I-Food, que conectam aqueles que querem prestar serviço para recomporem renda e os consumidores, têm amenizado o problema. 

Ao todo são cerca de 4 milhões de pessoas que se beneficiam da tecnologia para obter renda, lista de ‘empregados’ 35 vezes mais longa do que a dos Correios, maior empresa estatal em número de funcionários. Segundo o Instituto Locomotiva, cerca de 17 milhões de pessoas usam algum aplicativo regularmente para obter renda e não poderia ser diferente. Sabe-se que essa situação não deve mudar tão cedo, pois em momentos de crise econômica e baixo crescimento, o último indicador macroeconômico a demonstrar melhora é justamente o índice de desemprego. O problema é ainda maior para segmentos que sofrem com sazonalidades ou picos de demanda pontuais, como é o caso do food service, em que a oscilação do movimento de clientes inviabiliza a manutenção de força de trabalho estável. Neste caso, existe demanda pontual do setor em contratar e mão de obra disponível. O que faltava era como unir o útil ao agradável e a tecnologia viabilizou isso. 

Ainda recente no mercado, a Closeer já reúne quase 4.500 profissionais que estão conectados a 200 estabelecimentos comerciais do setor de food service somente na cidade de São Paulo. E o crescimento, em poucos meses, tem se mostrado exponencial. Levantamento da Closeer com os usuários que usam o app para ampliar a renda mensal demonstra que não é apenas a elevada taxa de desemprego que motiva a busca, mas também o estilo de vida. Os trabalhadores da nova geração querem flexibilidade de fazer seu horário e compor sua renda por meio de metas, ou seja, trabalhar ‘X’ dias da semana de acordo com sua disponibilidade até obter o valor desejado. Os apps da era da disrupção não revolucionaram apenas a relação entre empresas e clientes, mas entre empresas e colaboradores. No caso da economia brasileira, que passa pela pior crise da sua história nas últimas décadas, com retração média anual do PIB per capita de 0,3%, os apps ajudam a mitigar a crise e recompor a renda de alguma forma.

Walter Vieira é empresário.

Ranking 

Bastante interessante a reportagem ‘Pela segunda vez, São Caetano lidera ranking nacional de saneamento’, de autoria da repórter Aline Melo (Setecidades, dia 26), levando-se em conta que a cidade mantém serviços de saneamento básico municipalizados, sob responsabilidade do Saesa (Sistema de Água, Esgoto e Saneamento Ambiental de São Caetano), criado por meio da Lei 5.575, de 8 de novembro de 2017, em substituição ao então DAE (Departamento de Água e Esgoto). Faço essas citações para melhor esclarecer que Santo André (Semasa) e Diadema (Saned), tiveram esses mesmos serviços, devolvidos para a Sabesp, para escapar de enormes dívidas com a estatal. No caso Semasa, lei nesse sentido já foi aprovada e as negociações com a Sabesp já estão adiantadas. Fica aqui a pergunta: qual seria o milagre de São Caetano ter o saneamento básico municipalizado, comprando água da Sabesp por meio do Sistema Cantareira, fazer a distribuição aos consumidores e ainda se responsabilizar pela coleta e tratamento de esgotos? 

Arlindo Ligeirinho Ribeiro

Diadema

O poder do poder

Quem não se lembra da tumultuada Operação Satiagraha lá pelos idos de 2008, que mais tarde acabou sendo anulada, mas que mandou para a cadeia poderosos figurões do colarinho-branco? O delegado da PF (Polícia Federal) Protógenes Queiroz, que na época foi tratado como herói, atualmente vive exilado na Suíça. Salvo as devidas proporções, hoje corre-se o risco de a história se repetir. A bola da vez é a Operação Lava Jato. Quem viver, verá!

José Marques

Capital

Inflação 

Com alta de apenas 0,06% da inflação em junho, vamos comemorar mais um ano de inflação abaixo do teto da meta, de 4,25%. Porém, mantendo-se esse índice inflacionário comportado, como apresentado em junho, a perspectiva do mercado é que também a Selic seja reduzida, dos atuais 6,5% ao ano para 5,75% até dezembro. Também boa notícia! Mas devemos reconhecer que esse quadro não resolve o lado angustiante da nossa economia! Já que, de perspectiva de crescimento do PIB de 2,53%, hoje, com a atividade econômica estagnada, o próprio Banco Central estima para 2019 PIB horrível de 0,8%! Ou seja, pior do que em 2018, de 1%. Desolador! Já que, ainda, convivemos com desemprego que atinge mais 13 milhões de pessoas. Esse quadro poderia estar melhor se Bolsonaro entendesse que no mundo inteiro, e no Brasil não é diferente, o mercado vive de expectativa. E hoje é muito ruim, porque também o presidente é fomentador de crises, e sem nenhum jogo de cintura para dialogar com o Congresso. E fica na espera de que todos lhe digam ‘amém’.

Paulo Panossian

São Carlos (SP)

Crise? Que crise?

É impressionante a quantidade de ofertas de automóveis de alto luxo que diariamente são oferecidos ao público por meio de todos os segmentos da mídia. Diante dessa enorme crise econômica que o País atravessa, quem é que compra essas ‘belezinhas’? Com ironia, por favor!

Gildete do Nascimento

Capital

Floresta?

Jair Bolsonaro pegou muito leve ao responder à primeira-ministra alemã, Angela Merkel, quando foi questionado acerca de desmatamento da nossa Floresta Amazônica. Bolsonaro deveria ter perguntado a ela onde está a floresta virgem que cobria toda a Alemanha e adjacências em passado não muito distante. Ora, com todo o respeito, vá cheirar gás carbônico lá em Berlin, dona Angela!

Eleonora Samara

Capital

Lula

Luiz Inácio Lula da Silva – dizem alguns, o melhor presidente do Brasil – tirou milhões da pobreza e colocou tudo no bolso dele, do PT, dos cumpanherus corruptos e, claro, dos filhinhos. Agora, o nobre juiz de Curitiba manda bloquear mais de R$ 78 milhões dele. Mas só de palestras e propinas da Odebrecht ele levou mais de R$ 15 milhões. Tudo isso sem esquecer do acordo de sangue no valor de R$ 300 milhões com a mesma empreiteira. E ainda tem gente dizendo que o ex-presidente é inocente. Imaginem se ele não fosse!

Antônio José Gomes Marques

Rio de Janeiro

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