Márcio Bernardes

Até que enfim...


 Ouvi um comentarista dizer que o Brasil não fez mais do que a obrigação goleando o Peru por 5 a 0. Logo imaginei que um cara assim é muito ranzinza e deve ser difícil conviver com ele.

Claro que depois de 5 a 0 todo mundo estufa o peito e mostra alívio. Mas para se chegar a um placar tão elástico tem de fazer por merecer. E a seleção mereceu.

Tudo conspirou favoravelmente. A escalação correta com três atacantes e a manutenção de Everton como titular, o gol de Casemiro logo no começo do jogo, a vontade de vencer e golear... As falhas técnicas, táticas e emocionais vistas contra Bolívia e Venezuela foram superadas por um jogo veloz, dinâmico, determinado e certeiro.

Até o torcedor mais exigente se curvará ao que se viu na Arena do Corinthians. O que se espera a partir de agora é que essa “nova” seleção brasileira continue desta forma já na quinta-feira em Porto Alegre.
Vencer é muito bom. Vencer de goleada é muito melhor. E vencer e convencer, nem se fala!

Vitória na derrota

A seleção feminina caiu diante da França. O adversário foi melhor e mereceu chegar às quartas de final do Mundial. Mas o Brasil caiu de pé e está sendo muito elogiado.

É a primeira vez que o país parou para ver as meninas da seleção. Os meios de comunicação deram mais destaque para o time de Vadão. E o prestígio vem como consequência.

A obrigatoriedade de todos os clubes da Série A terem um time feminino vai acrescer na qualidade do jogo. Vai também aumentar os ganhos e resultados que são consequência da evolução.

Vivemos um momento de transição. Mas o legado individual de grandes jogadoras, a começar por Marta, Formiga, Cristiane e tantas outras, ficará como alicerce da popularização do esporte mais popular do mundo, que no feminino, não vinha tendo o apoio que merecia no país pentacampeão masculino.

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