Automóveis

Revolução à francesa


Cem anos se passaram desde que o francês André Citroën lançou, em 1919, o Type A, primeiro de uma infinidade de modelos que viriam ajudar a contar a história do automóvel. Para comemorar a data, marca lançou no Brasil série especial dos modelos C3, Aircross, C4 Louge e C4 Cactus, que já estão nas revendas da marca espalhadas pelo País.
E por falar em concessionária, uma das metas da empresa é acabar com a (má) fama de que os carros Citroën perdem muito valor na hora da venda. Por isso, a manager da marca no Brasil, Theresa Borsari, anunciou o compromisso de que as revendedoras vão pagar, no mínimo, 85% da tabela Fipe na hora da recompra. Além do lançamento de um novo produto a cada ano a partir de 2020.
Sobre os modelos da Série 100 anos, vão ser apenas 550 unidades: 300 do Cactus, 100 do C3 e do Aircross e 50 do C4 Lounge. Todas elas na cor branco Nacrè, com bancos de couro, e detalhes diferenciados no acabamento, sendo o selo ‘Origins 1919’, na lataria, a identificação mais visível.

CACTUS
Lançado em março de 2018, o C4 Cactus ficou mais elegante na edição comemorativa. Vem com a opção do teto bi-ton (preto), rodas 17” também pintadas de preto, com marcas do centenário espalhadas por várias partes do carro como adesivagem lateral, costura de banco e pintura de retrovisor.
Debaixo do capô está um motor 1.6 THP Turbo High Pressure Flex de 173 cavalos de potência. Destaque também para Active Safety Brake (frenagem automática quando há risco de colisão), alerta de saída de faixa, de atenção e de fadiga do condutor, além de controle de aderência (grip control). Para ter tudo isso, o comprador terá de desembolsar R$ 104.490.

C3
O hatch, que chegou ao Brasil em 2003, também está mais interessante com a roupa de gala para a festa dos 100 anos. Vem com motor VTi 120 Flex Start, com 118 cavalos de potência, acabamento diferenciado, rodas de liga leve de 16” cinza, faixas decorativas ‘100 anos’ na lateral e na tampa do porta-malas, além do aplique ‘Origins’ nas portas dianteiras. O retrovisor recebe também uma personalização exclusiva, com pintura especial e uma faixa em comemoração ao aniversário da marca. No interior, bancos e tapetes com costura e bordados Origin''''. O carro custa R$ 71.990.

AIRCROSS
O ‘quadradinho’ da Citroën, que tem pretensões de ser aventureiro, possui basicamente os mesmos equipamentos do C3, inclusive o propulsor VTi 120 Flex Start e 118 cavalos de potência. Cada uma das 100 unidades vai custar R$ 75.490.

C4 LOUNGE
O sedã, que é uma das referência em conforto, ganhou acabamento esportivo na versão centenária. A começar pelas rodas de liga leve 17” com detalhes em preto. O motor é o THP flex de 16V, com 173 cavalos de potência e o câmbio automático de seis marchas. O carro curta R$ 107.490.

Reverência à legião dos clássicos
A comemoração dos 100 anos da Citroën proporcionou a experiência inusitada de dirigir modelos clássicos da marca pelas ruas de São Paulo em plena manhã de segunda-feira. O ‘test drive retrô’, nas imediações do Parque do Ibirapuera, reuniu veículos históricos, vários deles trazidos pelos ciumentos proprietários.
Logo ao entrar em um Traction dos anos 1940, com banco de sogra, o dono avisou: “Este é um carro dos bons tempos em que não tinha cinto de segurança, seta ou extintor”. Assustou um pouco, mas nada que se comparasse à primeira pisada no freio. Quem está acostumado com os carros atuais, precisa ter uma certa cautela. Mas, com paciência, ele para.
Outros detalhes acabaram sendo descobertos ao longo da voltinha, como os minúsculos retrovisores esquerdo (no alto da janela) e no painel (do lado direito não tinha). O câmbio de três marchas raspava um pouco na hora das trocas. Coisa que o dono, embora preocupado, fingiu não dar importância.
Em seguida, a volta foi com DS 23, dos anos 1970, uma perua verde, com dois banquinhos no interior do porta-malas para acomodar mais duas pessoas em caso de necessidade. Essa, o proprietário não permitiu que fosse conduzida por ‘amadores’. Se fosse minha, acho que faria igual.
Quando estive ao volante, certamente atrapalhei a ‘correria’ de muita gente, já que conduzi o carro com extremo cuidado. Mas, diferentemente do que geralmente ocorre nesses casos, nenhum motorista buzinou ou reclamou. Ao contrário, no farol teve até parabéns pelo carro.
Faltou apenas dirigir o icônico 2CV (deux chevaux, dois cavalos, em francês), lançado em 1948 e que foi produzido até 1990, com mais de 3 milhões de unidades vendidas. O bisavô dos carros populares, que foi idealizado para ser montado em menos de cinco minutos, ser barato e gastar pouco. Fica para a próxima.

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