Memória

Novas observações sobre a Formicida Capanema


A memória nossa de cada dia é uma eterna construção. E este espaço do Diário é o laboratório que acolhe as contribuições dos pesquisadores e amantes de uma história que é bem nossa, forjada nos limites da velha Borda do Campo. Para ampliar conhecimentos. Para corrigir eventuais escorregadelas. Para melhorar, sempre.

A Capanema de Ribeirão Pires
Texto: Joel Maziero

1 – A Fábrica de Formicida Capanema – que teve unidade em Ribeirão Pires – foi fundada pelo Barão de Capanema, na Ilha da Pombeba, em 23 de julho de 1973, no Rio de Janeiro.

2 – Em 1910, a Capanema passou para a firma Pires e Cia, conforme informa João Netto Caldeira no livro Álbum de São Bernardo, seção de Ribeirão Pires, editado em 1937.

3 – Ribeirão Pires teve uma segunda fábrica que também produzia formicida, a Indústrias Químicas J. B. Duarte. Era ela quem recebia a matéria-prima citada pela revista Ferrovia, em 1941.

4 – A Capanema ficava a 400 metros da minha casa, do outro lado do Rio Ribeirão Pires, entre a fábrica de papel higiênico Tico Tico, da firma Dianda, e a Constanta.

5 – O acesso à Capanema era pela atual Rua Maria Teresa Dianda. Ali havia uma ponte de madeira de onde eu pesquei muitos lambaris.

6 – Tomei conhecimento da fábrica em 1947, quando mudamos para o sobrado da Rua Francisco Monteiro, 48, construído pelo meu pai.

7 – Da janela do meu quarto, na parte superior do sobrado, eu ficava apreciando o movimento da rua, a várzea – onde se formava uma imensa lagoa quando chovia muito. Nestas ocasiões, até o rio mudava de rumo.

8 – Também via a fábrica Capanema. Ela foi construída no espaço anteriormente ocupado pela olaria de Abel Ballarini.

9 – A tênue fumaça que saia da chaminé sempre se direcionava à esquerda e matava a vegetação do morro.

10 – Neste morro eu fazia as minhas excursões na mata, isso entre os anos de 1947 e 1951.

Ofélia, e não Amélia
Texto: Silas Martins 

A Secretaria de Planejamento – Cadastro e Cartografia – da Prefeitura de São Bernardo possui e preserva os dados sobre os loteamentos da cidade.

Como já era do meu conhecimento a existência do loteamento ‘Jardim Artuélia’, peguei o recorte da Memória (edição de 16 de maio de 2019) para fazer anotações em nosso cadastro.

Revendo as escrituras de doação das áreas de ruas e espaços livres, verifiquei que o empreendedor, o Sr. Artur Orlando, era casado com a Sra. Ofélia Romano Orlando, e não ‘Amélia’ (como saiu em Memória). 

Acreditamos que o nome ‘Artuélia’ seja originário da conjugação dos nomes dos loteadores, Orlando e Ofélia.

Nota da MemóriaMemória agradece as informações prestadas por Silas Martins, que é diretor da divisão de geoprocessamento e cartografia da Prefeitura de São Bernardo.

Silas anexou à sua mensagem uma escritura sobre a Vila Artuélia, datada de 21 de julho de 1950. Segundo o documento, Artuélia fez parte do antigo lote rural número 65 da Linha Jurubatuba, do Núcleo Colonial de São Bernardo, ambos do século XIX.

Uma das referências citadas pela escritura é a Estrada dos Três Lagos, outrora nome do atual Jardim do Lago, mais à frente. 

No local, de fato, existiram três lagos, mapeados pelo historiador Newton Ataliba Madsen Barbosa, organizador da seção municipal que deu origem ao departamento hoje dirigido pelo missivista.

Os terrenos que formam Vila Artuélia foram levantados pelo agrimensor Guilherme Wachsmund. 

‘Dois anúncios''

Uma noiva está vendendo seu vestido branco antes mesmo de usá-lo. E um rapaz desesperado luta contra o veneno da doença que o contamina.

Da crônica de Lourenço Diaféria publicada pelo Diário em 21 de maio de 1989. Confiram a íntegra no Facebook da Memória.

Diário há 30 anos

Domingo, 21 de maio de 1989 – ano 32, edição 7071

Manchete –  Collor avança; PMDB teme a sorte de Ulysses; partidos têm tática para o eleitor jovem 

Nota – Era o ano das primeiras eleições diretas desde o golpe de 1964.

Grande ABC – Região destrói 18 orelhões em um só dia.

Ponto de Vista (dom Jorge Marcos de Oliveira) – O bispo emérito da Diocese de Santo André escrevia o artigo Notas sobre a Igreja Católica – I.

“É necessário insistir em que o papa, bispos, padres e ministros não são a Igreja, nem sua parte principal. Eles integram a Igreja como seus servidores, na Igreja mesmo é o povo que Cristo reuniu e que, hoje, por ele, continua a ser reunido”, dizia dom Jorge.

Nota – Forte e corajoso o artigo de dom Jorge. Infelizmente, foi a última colaboração do bispo ao Diário, já que faleceria antes de enviar o segundo artigo desta série.

Em 21 de maio de... 

1919 –  Depois de três dias de permanência na Hospedaria dos Imigrantes, no bairro da Mooca, seguiu para o município de Rio Preto, no Interior do Estado, a primeira leva de retirantes do Nordeste deste ano, composta de seis famílias com 39 pessoas.

São procedentes de Ipu, no Ceará, e chefiadas pelo sertanejo Francisco Xavier de Almeida. Este já possuía um filho em São Paulo, que veio com os retirantes de 1915 e se localizou na Fazenda de Modesto José Moreira, também em Rio Preto.

O filho chamou os conterrâneos para trabalho na cultura de cereais e para cuidar de algum gado.

Internacional

- Do noticiário do Estadão: as manifestações na Alemanha contra o Tratado da Paz.

- Do noticiário do Correio Paulistano: Epitácio Pessoa é recebido pelo papa Bento XV; na véspera, foi ao Senado italiano; a imprensa local publica o retrato e a biografia do presidente eleito do Brasil.

1959 – Lei 1226 oferece prêmio à mãe de Santo André de prole mais numerosa.

1964 – Em edição extra, News Seller anuncia a morte do prefeito Lauro Gomes, ocorrida na véspera; o vice Fioravante Zampol é o novo prefeito.

1969 – “A paisagem é cinza-marrom”, diz Thomas Stafford, comandante da nave Apolo 10, em órbita lunar. 

Santos do Dia

- Cristóforo Magalhães

- Sinésio

- Benvenuto

- Valente 

CATARINA DE GÊNOVA
‘Não se encontra caminho mais breve, nem melhor, nem mais seguro para a nossa salvação do que esta nupcial e doce veste da caridade.’

Hoje

- Dia da Língua Nacional

Municípios Brasileiros

Celebram aniversários em 21 de maio:

- Em São Paulo, Jumirim, Nantes e Paulistânia. Os três foram criados em 1995. Jumirim emancipado de Tietê; Nantes, de Quatá, e, Paulistânia, de Agudos.

- Em Minas Gerais, Tombos

- No Rio Grande do Sul, Torres

Fonte: IBGE

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