Setecidades

Consórcio aguarda convite para discussões sobre Metrô


 O Consórcio Intermunicipal do Grande ABC ainda aguarda o convite do governo do Estado para indicar técnicos para integrar grupo de trabalho criado pela STM (Secretaria dos Transportes Metropolitanos) para debater as opções de modal para a Linha 18-Bronze. Devido ao alto custo do projeto original – que prevê R$ 600 milhões em desapropriações –, o governador João Doria (PSDB) cogita a troca do monotrilho pelo BRT (sigla em inglês para sistema de transporte rápido por ônibus).

Em 9 de abril, o presidente do Consórcio e prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), afirmou que aguardava agenda com o secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, para definir quem integraria a comissão. Havia previsão de que fosse indicado um prefeito e um integrante do GT (Grupo de Trabalho) Mobilidade do colegiado.

“Tivemos duas reuniões e estamos aguardando a resposta do Estado”, declarou Serra, ontem, após a assembleia mensal de prefeitos. “O governador já disse que todas as possibilidade são estudadas e, assim que for chamado, o Consórcio vai participar (da discussão)”, completou. A promessa é a de que o governo do Estado anuncie em junho a decisão sobre o tema.

Na avaliação do secretário executivo do Consórcio, Edgard Brandão, a contribuição do colegiado, tanto ao projeto da Linha 18, quanto nas discussões em curso está sendo feita. “O Consórcio participou do estudo inicial, com toda a contribuição, demandas, trajetos, isso lá no início. Agora, (a decisão) seria em um nível mais elevado, inclusive, com os próprios prefeitos envolvidos.”

Brandão reiterou que a STM ficou de pedir a participação de representantes da entidade regional, caso fosse necessário. “Na realidade, o Consórcio já está sendo representado, não pelos técnicos, mas pelo presidente (Paulo Serra).”

O governo estadual foi questionado sobre a participação dos técnicos do Grande ABC nas discussões sobre a escolha do modal, mas não respondeu até o fechamento desta edição.

Anunciada em 2014, a construção da Linha 18 – que será feita por meio de PPP (Parceria Público-Privada) – prevê a construção de monotrilho, projetado para ter 13 estações, saindo de Tamanduateí, em São Paulo, até o Centro de São Bernardo (parada Djalma Dutra), passando por São Caetano e Santo André.

No entanto, com a dificuldade orçamentária de executar a obra, o BRT passou a ser cogitado. O modal, criticado por especialistas e representantes da sociedade civil ouvidos pelo Diário, coleciona problemas em cidades espalhadas pelo País. No Rio de Janeiro, o modelo tem sofrido com falhas que vão desde buracos no asfalto até falta de sistema de drenagem. Já em Cuiabá, no Mato Grosso, abandonado antes mesmo do início de suas obras, o projeto do BRT acumula prejuízo de R$ 381 mil aos cofres públicos do Estado.

 

FALA POVO

“O Metrô seria um ótimo meio de transporte para os moradores do Grande ABC.”
José Amilton, 62 anos, cabeleireiro, morador de Diadema.

“O Metrô seria mais prático para quem mora no Grande ABC. Espero que esse projeto dê certo.”
Eliane Aragão, 48, supervisora de call center, moradora de Santo André.

“Para o pessoal do Grande ABC, o Metrô seria melhor alternativa do que o BRT.”
Nilza Ribeiro, 52, doméstica, moradora de Mauá.

“O Metrô seria bem melhor do que o BRT numa região tão movimentada como o Grande ABC.”
Alex de Abreu, 42, cozinheiro, morador de São Caetano.

“Nos dias de chuva, os ônibus de São Bernardo param. O Metrô melhoraria muito a nossa vida.”
Odair Mendes, 42, zelador, morador de São Bernardo.

“Entre o corredor de ônibus e o Metrô, fico com o Metrô, que é a opção mais rápida de transporte.”
Jhow Willian, 19, atendente de salão, morador de São Paulo.

 

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