Palavra do Leitor

Mães que transformam dor em oração


 A Bíblia nos ensina que a mulher pode edificar sua casa. Muitas mães têm feito isso com lágrimas, enfrentando dores no silêncio e na oração. Pois, no mundo de hoje, o que mais recebem são notícias ruins. Muitas não sabem como estão os filhos em mundo com valores contrários à fé cristã. Outras, observam os casamentos dos filhos se desmoronando, seus adolescentes sendo desvirtuados por cultura promíscua. Muitas recebem notícias de que seu filho foi preso por tráfico, roubo, assassinato, entre outros crimes. 

Uma mãe me mostrou o que é amar quando contou que todo domingo levanta de madrugada, faz comida, pega o ônibus e visita seu filho na prisão, sem esquecer de rezar dia e noite por ele. Elas reconhecem que esses filhos foram seduzidos pela ganância, falta de emprego e de condições para se sustentarem, ou, até mesmo, pelas promessas de dinheiro fácil.

Quantas mães vivem a perda dos filhos para o mundo, sem saber onde estão. Imaginem a dor de uma mãe cujo filho foi sequestrado. Elas relatam que quando chove e faz frio a primeira preocupação é se estão protegidos do mau tempo, e pensam nas condições de alimentação, se sofrem maus-tratos ou abuso sexual.

Como Maria, muitas mães vivenciam verdadeiro calvário diante da recusa do filho em seguir caminho reto, não quererem estudar, e se enveredam por caminhos da ilegalidade. Outras vivenciam na beira de um leito o corpo do filho sendo tomado pela doença física, mas permanecem firmes, com sorriso no rosto, mesmo tendo que chorar às escondidas. O coração e a mente se angustiam, tentando entender o porquê da doença.

Ao depositar o corpo de Jesus no túmulo, Maria vive momento de impotência genuína. Temos visto esse sentimento em mães que sofrem pelas escolhas erradas de seus filhos e que trarão muitas dores àqueles a quem elas amam tanto. Muitas famílias, assoladas pelas separações, vivem a desestruturação emocional dos filhos, sendo cada dia mais comuns as depressões e tentativas de suicídio. Entretanto, isso também ocorre em famílias estruturadas, mas desprovidas de fé, onde o materialismo impera. Diante das dificuldades da vida, os filhos não possuem valores firmes para se segurarem.

Mas acreditamos na ressurreição dos nossos filhos, pela mudança pessoal e poder da oração. Mesmo na dor, podemos sentir a mão de Deus, e isso faz diferença ao enfrentarmos os sofrimentos. Que possamos nos espelhar nas mulheres da Bíblia e buscar a sabedoria para conduzir nossa casa na alegria e também no sofrimento.


Ângela Abdo é a fundadora e coordenadora nacional do Movimento Mães Que Oram Pelos Filhos e assessora no Estudo das Diretrizes para a Renovação Carismática Católica no Brasil, articulista e escritora.

Réu Lauro

O fato de a Justiça tornar o prefeito de Diadema, Lauro Michels, réu, por fraude em licitações, não chega a ser novidade, visto que suas duas gestões foram tão insignificantes que pouco se pode notar no município sinais de investimentos em obras que beneficiem a população, a não ser pequenas reformas de escolas, creches e unidades de saúde. O mais grave, nessa questão levantada pelo Diário (Política, dia 7), diz respeito ao Poder Legislativo, que, segundo a Lei Orgânica do Município, tem de, dentre outras funções, fiscalizar os atos do Poder Executivo. E o que se viu foi total descaso por parte dos 21 vereadores, que, aceitando acordos de Lauro Michels, não aprovaram o relatório final da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito). Os parlamentares esqueceram ou fizeram que não lembram da solenidade de posse de Lauro Michels, quando o mesmo prestou juramento, prometendo respeitar as leis vigentes. 

Arlindo Ligeirinho Ribeiro

Diadema

Diário – 61 anos

O 11 de maio é um dia especial, porque nessa data, no já distante ano de 1958, saiu do prelo a primeira edição do New Seller, pai deste prestigioso Diário. Se minha combalida memória não falha, na década de 1960 o News Seller tinha duas edições semanais: domingo e quinta-feira. Além dos nobilíssimos fundadores, tinha grandes jornalistas, como, por exemplo, o meu amigo Milton Saldanha e, na contemporaneidade, tem na ativa – prata da casa – o jornalista mais antigo Ademir Medici, incansável paladino em prol da memória e do património regional. Este prestigioso Diário é destemido arauto, que não esmorece em prol da qualidade de vida dos ‘abceanos’, como, por exemplo, a assertiva campanha para a tão esperada chegada da Linha 18-Bronze do Metrô no formato de monotrilho. Recentemente, graças a reportagens investigativas do Diário, a nomeação irregular do reitor da Fundação Santo André foi anulada pelos asseclas da Justiça. Que este periódico continue, nas décadas do porvir, a brindar os eleitores com reportagens investigativas e campanhas assertivas. Infelizmente, jamais saberei as manchetes da edição do dia 11 de maio de 2068... Espero que Ademir Medici faça meu obituário e diga que fui repórter sepulcral do Cemitério-Museu de Vila Euclides (título dado pelo Ademir). 

João Paulo de Oliveira

Diadema

Saidinhas

Parece piada, más é pura verdade. Suzane Von Richthofen e Anna Carolina Jatobá estão livres, leves e soltas para passar o Dia das Mães até dia 14. Suzane está presa por ter arquitetado a morte de seus pais e Anna, por ter jogado a enteada de 8 anos pela janela do apartamento. É por essas e outras, sendo realista e não pessimista, que a criminalidade só tende aumentar. Nossas leis e o famigerado Código Penal, de 1940, estão falidos e obsoletos. Estatisticamente falando, em torno de 6% dos crimes dolosos (com intenção de matar) praticados no Brasil são elucidados e, destes, pouco mais da metade cumpre pena. O restante, com dinheiro e bons advogados, raramente cumpre as penas impostas devido à morosidade e à quantidade de recursos que o criminoso pode recorrer até as últimas instâncias. Como diz música da Legião Urbana, ‘que País é este?’ 

Mauri Fontes

Santo André

Guaraciaba

Há pelo menos oito anos estamos tentando junto à Prefeitura a remoção de árvore de grande porte, na esquina da Rua Antônio Barreiros com Amaral dos Santos, na Vila Guaraciaba, em Santo André, que há anos está doente, com cupim e podre por dentro. No último ano essa planta secou e morreu. Em outubro engenheiro declarou necessária a remoção e o Paço fez protocolo que tinha prazo até 30 de dezembro de 2018. Porém, até hoje a árvore está no local. As equipes já vieram retirá-la pelo menos duas vezes, mas sempre dão a desculpa de que não é possível fazê-lo por causa dos fios de alta-tensão. Combinaram com a Enel, mas a mesma não comparece para desligar a energia. A árvore oferece riscos não só às residências, mas também a acidentes fatais às pessoas. Ela pode quebrar fio que possa atingir pessoas ou veículos que circulam na rua. A preocupação é imensa, e ficamos tristes com a desprestação de serviço da Prefeitura. Já pedimos por várias vezes a visita da Defesa Civil, que também relata que o risco de queda é muito grande, mas também não nos ajuda. 

Ivan Paulo Fidler

Santo André

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