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As plantas sentem dor?


A existência da dor é resultado de sensação que surge por meio dos nervos do sistema nervoso central (cérebro), espécie de computador que domina a reação do corpo com o meio ao seu redor. Apesar de as plantas serem caracterizadas como seres vivos, elas não sentem dor quando ‘machucadas’ por não apresentarem esse tipo de sistema em seu organismo.

Mesmo quando são cortadas de alguma forma, basta ficar atento ao fato de elas não sangrarem ou chorarem. Isso é resultado da não existência de sistema circular sanguíneo e da falta de produção das lágrimas. Na verdade, as plantas contam com líquidos ricos em água e minerais (seiva bruta) e compostos orgânicos (seiva elaborada), que circulam por sistema de vasos localizados na região interna de caules e raízes. Por esta razão, em troncos que foram atingidos por ações externas pode aparecer algo como se fossem lágrimas ou sangue escorrendo, uma vez que esses vasos foram desligados e abertos.

A falta de certas estruturas internas mais complexas também se aplica no contato sentimental das pessoas com esse tipo de organismo vivo. Há quem costume conversar com as plantinhas e árvores, além de lhes fazer carinho para mostrar afeto. Elas não vão interpretar a fala vinda do ser humano e ficarão inertes a qualquer tipo de contato justamente por não terem sistema sensitivo (e nervoso), como ocorre com animais, principalmente os domesticados. Detalhe que há discussão sobre a questão energética envolvida nesta relação, sem contar a impressão sobre indivíduos que possuem a chamada ‘mão boa’ para a atividade do plantar.

É preciso lembrar que esse universo ‘verde’ é fundamental à sobrevivência dos outros seres. Fica o alerta para que todas as pessoas, principalmente as crianças, aprendam sobre respeito e importância da preservação da diversidade de vida vegetal e animal, compreendendo, inclusive, que algumas espécies vegetais dependem dos animais para sua reprodução e para a sobrevivência da Terra.

Algumas plantas possuem características bastante curiosas. A conhecida como ‘onze horas’ (Portulaca glandiflora) se abre próximo ao horário do nome, já que está relacionsda à disponibilidade maior da luz. Outra que chama a atenção é a ‘dama-da-noite’ (Epiphyllum oxipetalum), florescendo somente no período noturno e exalando odor adocicado – o que ajuda a atrair agente polinizadores

Consultoria de Celi de Paula Silva, botânica e docente do curso de farmácia da USCS (Universidade Municipal de São Caetano). 

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