Palavra do Leitor

A eleição acabou; é hora de união


Artigo

O Brasil passa por momento de renovação e de novas esperanças por parte da população. São ações que passam diretamente por nós, gestores públicos. Temos enorme obrigação: servir o próximo, levando mais qualidade de vida, oportunidades e dias melhores. Os resultados das urnas de 2018 retrataram, de forma cristalina, o anseio da população, que é de mudança. O número de abstenções, brasileiros que deixaram de votar no primeiro turno, representou 20,3% do total, o mais alto índice já registrado desde as eleições de 1998. O Senado Federal, por sua vez, alcançou a maior taxa de renovação da história, com a eleição de novos 46 senadores. Já a Câmara Federal teve taxa de renovação de 53,2%. E em São Paulo, o maior Estado da federação, o resultado não poderia ser diferente: 52 novos deputados estaduais foram escolhidos pela população.

Mas, ao que me parece, pelos primeiros meses de 2019, o recado dado pelas urnas não foi entendido pelos parlamentares. Começamos o ano cometendo os mesmos erros do passado. Falo isso de forma tranquila e, principalmente, com respeito aos companheiros de plenário. Sei que o discurso ideológico é importante. Mas sei também o significado de servir e trabalhar pelo bem do povo. Aprendi isso acompanhando meus pais, José Auricchio Júnior (prefeito em terceiro mandato em São Caetano) e Denise Auricchio (presidente pela terceira vez do Fundo Social de Solidariedade).

Nesses primeiros meses de mandato o que vemos na Assembleia Legislativa de São Paulo é a polarização ideológica (e partidária) entre integrantes dos principais partidos do Parlamento paulista. Discussões por vezes infrutíferas, que não beneficiam diretamente a população, que hoje está sofrendo com a falta de emprego, saúde e segurança. O Parlamento paulista, maior Poder Legislativo estadual da América Latina, precisa, urgentemente, mudar sua rota. E deve fazer isso em respeito aos eleitores, afinal, temos o dever de retribuir todo o apoio que nos foi conferido. Sabemos que esta é casa de discussão, palco de convergência e divergência de ideias, preconizado pelo Estado democrático de direito. Mas até que ponto esse debate é saudável?

Polarização política dos últimos anos ainda continua e causa enorme ferida para a sociedade. E o que obtivemos com isso? Nada positivo. Apenas divisão entre nossos povos. Estou cada vez mais convicto de que não é isso que o brasileiro quer. E só conseguiremos fazer isso quando deixarmos de lado a polarização ideológica em demasia. Esse é o motivo que me faz escrever este texto. É por meio dele que venho pregar união de esforços, convergência de ideias e a união de forças pelo bem comum. Não há dúvidas de que se todos nós caminharmos nesse sentido, em breve, alcançaremos êxito. Servir ao povo é prioriza-lo.

Thiago Auricchio é deputado estadual por São Caetano. 

Palavra do Leitor

Gritaria
As bandas nos fins de semana no Paço de Santo André não apresentam música, não há letra nem melodia, apenas gritaria. Por que a Prefeitura não coloca esses eventos em outros lugares, como Parque Celso Daniel, Parque Central, Praça Embaixador Pedro de Toledo ou qualquer outro lugar que queiram, menos ao lado da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Central, do Hospital Beneficência Portuguesa, onde certamente há doentes sendo tratados e necessitando de silêncio? Os eventos vão continuar no mesmo lugar? Essa reclamação não é levada em conta? Então, que as autoridades a quem compete o assunto que disciplinem horários de funcionamento e volume de som. Já houve reclamações anteriores, até abaixo-assinados, mas os munícipes não são ouvidos, somente são procurados em épocas de eleições.
Alvaro Salvi
Santo André

Não resolve!
Sobre a ideia de o MDB (Movimento Democrático Brasileiro) querer trocar o nome (Política, dia 5), o partido precisa, sim, eliminar de seus quadros político que só se aproveita da sigla para se promover ou, quando não, ingressar no crime da corrupção. Basta a direção fazer levantamento para ver quantos de seus filiados, entre eleitos para as esferas legislativas ou executivas, respondem a processos no Judiciário. Sem contar aqueles que já foram condenados e estão detidos e os que tiveram seus mandatos cassados. Portanto, a direção do MDB tem que se preocupar com a qualidade de seus integrantes e não a quantidade e, muito menos, as letras de sua sigla. É preciso que os dirigentes entendam que o MDB é partido que faz parte da história política brasileira ao surgir justamente em época em que a Nação vivia sob o domínio dos militares, cassando mandatos de parlamentares e governadores e chegando ao cúmulo de fechar o Congresso. Essa proposta de retirar as letras ‘DB’ vai deixar o partido com nome ‘morto’ e sem sentido: Movimento. Mas movimento de quê?
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema

Boas notícias
Dias atrás neste querido Diário saiu a reportagem de que nossa prefeita de Mauá, Alaíde Damo, é também admiradora do nosso atual presidente da República, Jair Bolsonaro (Política, dia 24). A notícia alegrou o meu coração, pois compartilho do mesmo sentimento. Nossa cidade, desde sua posse, já se mostra mais bem cuidada. Como qualquer cidadão de Mauá, quero que a imagem desse município seja refletida por meio de boas ações e não de atos de corrupção. Vamos fazer o bem e desejar o melhor governo para nossa cidade, nosso Estado e nosso País, E que Deus nos abençoe!
Rosângela Caris
Mauá

Universidades
Segundo certa jornalista de noticiário on-line, esta seria a manchete correta sobre o corte de 30% das universidades federais (Setecidades, dia 6): ‘As universidades federais não conseguem comprovar de que forma foram usados 30% dos recursos recebidos nos últimos anos e o governo barra o valor desviado’ (sic – advérbio latino que em português significa ‘assim’, ‘desse modo’, ‘desta forma’). Ela afirma, ainda, que ‘o que está preocupando os reitores – e amigos dos reitores – é aquele dinheiro gasto em viagens internacionais, investimentos escusos, presentinhos caros como vinhos, relógios e até carros de colecionador...’ (sic). Eu acrescentaria os congressos e grupos de discussão a respeito do impeachment da Dilma Rousseff e prisão do Luiz Inácio Lula da Silva, todos, certamente, regados a coffee break e tudo o mais que se apresenta como despesa e que, por isso, podem ser cortados.
Felix Saverio Majorana
Santo André
 

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