Política

Cadastro Positivo muda cenário


O Cadastro Positivo está ativo desde 2011, mas somente agora voltou a ser amplamente discutido. Ele consiste em beneficiar com juros menores o ‘bom pagador’, mas até então não era feito de forma automática. Agora, lojas, bancos, concessionárias e qualquer tipo de empresa com o qual os consumidores tenham relação financeira podem ter e disponibilizar informações sobre compras feitas, datas, prazos, valores e pontualidade de pagamento. Dentre tantos debates, é possível que consumidores e empresas se beneficiem dessa norma que, até então, não é obrigatória.

 A estimativa é que a adoção do novo processo injete R$ 1,3 trilhão na economia brasileira, de acordo com os dados da Serasa Experian. Envolve, também, a inclusão de 22,6 milhões de pessoas que hoje estão fora do mercado de crédito. Além disso, há a perspectiva da redução das taxas de juros para 74% das pessoas acima dos 18 anos. Isso tudo significa que todos os envolvidos com a gestão de crédito serão diretamente impactados. A última Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor) feita pela Fecomercio-DF, diz que 79,5% dos brasileiros estão com algum tipo de dívida, mas este cenário cultural deve mudar com a nova medida. Os dados de negativação vão ajudar a compor quadro muito mais amplo e complexo, com a oportunidade de reunir os dados de inadimplência com os de compromissos assumidos, havendo, assim, maior precisão na análise de risco, com possibilidades de maiores acertos e consequentemente a queda na taxa de juros.

Para que as empresas se beneficiem elas terão que reavaliar suas políticas de crédito, já que a entrada dessas novas informações em relatórios e outras soluções exigem reavaliação desses processos de análise de risco. Para o consumidor, ele favorece, acima de tudo, a quem mantém o máximo de suas contas em dia. A partir do momento em que os bancos tenham em mãos as informações de endividamento dos clientes, poderão oferecer e criar novas ofertas compatíveis com a real capacidade de pagamento daquele que o procura. O que significa também que, mesmo quem está fora do mercado formal de trabalho, mas que ainda exerça atividades diversas extras, poderá demonstrar a sua capacidade de pagar.

Se ainda existe ressalva em meio ao debate sobre o acesso às informações, é devido ao receio dessas informações serem compartilhadas ou vazadas indevidamente. As garantias foram dadas e cabe ressaltar que elas serão visualizadas apenas com empresas e bancos os quais o consumidor tenha relacionamento para negociar taxas, dívidas e enfrentar menos burocracia. O mundo evoluiu e o crédito também deve seguir em frente.

Patrick Negri é CEO da empresa iugu.

Barulho no Paço

Nós, moradores próximos ao Paço de Santo André, temos sido brindados em quase todos os fins de semana com eventos no estacionamento da Prefeitura. O barulho começa durante a noite e avança a madrugada, com a montagem de palcos e barracas, com ferros sendo jogados e falatório dos homens encarregados do trabalho. As 5h30 começam os testes de som e, a partir daí, somos obrigados a conviver com barulho infernal, muitas vezes até as 23h. No palco, as pessoas não se contentam em falar, têm que gritar, porque acreditam que é assim que serão ouvidas. Por que os encarregados dos eventos não colocam a Orquestra Municipal para apresentar música popular brasileira? Colocam as bandas que só barulho fazem, batem bumbo e gritam, às vezes uma única palavra o tempo todo. 

Alvaro Salvi

Santo André

Desgastado MDB

Cheguei a achar até engraçada a ideia do MDB em querer eliminar as duas últimas letras de sua sigla (DB), conforme reportagem neste Diário (Política, dia 5), como se isso fosse a solução. Desde 28 de maio de 1945, quando o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) foi restabelecido pelo decreto-lei 7.586/1945, 213 siglas partidárias por lá já passaram, muitas delas indeferidas. Pasmem! Hoje existem 35 partidos oficializados. O MDB que, como diz a reportagem, surgiu como oposição ao regime militar em 1966. Mas com o decorrer do tempo, a sigla parecia mais ‘balaio de gatos’ por aglomerar grupos de várias tendências ideológicas, de onde saíram outros partidos de esquerda e centro-esquerda. Parece-me, todavia, que o problema do MDB não consiste apenas na retirada de duas letras que representam democracia brasileira. Até porque elas não influem em nada. 

Arlindo Ligeirinho Ribeiro

Diadema

Resposta

Em atenção à carta do leitor Reginaldo Amaral dos Santos (Crítico, dia 5), o Comando da PM (Polícia Militar) local informa que já redirecionou os programas de policiamento na região e no entorno, a fim de impedir que novos crimes ocorram. A Polícia Civil atua com ações pontuais e investigando os casos registrados. A comunicação do fato por meio de boletim de ocorrência é de extrema importância para que os casos possam ser apurados e os autores, identificados e presos. As ações em conjunto entre as polícias resultaram, nos três meses de 2019, em 371 pessoas presas em flagrante, 39 menores apreendidos e 36 armas retiradas das ruas em Santo André.

Secretaria da Segurança Pública

Fugiu?

A decisão do governo Bolsonaro de não participar de evento internacional nos Estados Unidos, alegando falta de segurança, motiva comentários desairosos ao nosso País. E, por certo, terá reflexos na nossa economia, tanto em questões na área industrial e comercial como no turismo. Será que o assunto foi bem avaliado pela equipe governamental? E como entender que já se vislumbra a possibilidade de mudança de posição, ou seja, ele ainda pode atender ao convite. Mas algumas entidades norte-americanas tiraram o apoio ao evento. Afinal, quem debate questão tão importante e toma as decisões?

Uriel Villas Boas

Santos (SP)

Bancada

Dia 26 haverá em todo o Brasil manifestação popular livre, espontânea e sem o pão com mortadela para protestar contra a má conduta de alguns ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e também da ‘bancada da chupeta vermelha’, que vem traindo a sua missão de representar os seus eleitores e defender os interesses públicos do País, partidários do ‘quanto pior, melhor’. É muito importante que os brasileiros marquem os nomes de todos os parlamentares, senadores e deputados federais que estão lutando contra os interesses da Nação e da sua população, para que possam dar a resposta nas urnas na próxima eleição, completando a limpeza pública dos inimigos da Pátria e dos brasileiros.

Benone Augusto de Paiva

Capital

Fim do caminho?

O Brasil chegou a beco sem saída – para não dizer ‘a um passo do abismo’ – no que se refere à crise econômica que se arrasta desde sempre, fruto de destrambelhadas políticas administrativas dos governantes. E as consequências estão aí, onde quase 14 milhões de brasileiros encontram-se desempregados e sem nenhuma perspectiva de que o quadro irá mudar em futuro próximo. Como se não bastasse, somos informados de que há milhares de vagas, mas que empregadores alegam não encontrar mão de obra qualificada para ocupá-las. Nenhuma surpresa! Como se sabe, pouquíssimos privilegiados tiveram condições de arcar com altíssimos custos de boa escola para, em seguida, exercer a profissão que houvesse escolhido. 

Maria Elisa Santos

Capital

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