Política

Consumidor, empresa e elo sustentável


Em momento em que a responsabilidade social ganha cada vez mais força na relação entre empresas e sociedade, os consumidores têm procurado marcas, produtos e serviços que estejam identificados com suas ideologias. Assim, companhias que optam por políticas de impactos sociais e ambientais positivos atraem novos consumidores e os fidelizam. Boa demonstração dessa relação entre consumidores e empresas é pesquisa recente do Sistema Fiep, que aponta que 87% dos brasileiros preferem comprar produtos e serviços de empresas sustentáveis.

Caso interessante dessa prática está nas ações diárias da Campo Largo, tradicional marca de bebidas saudáveis, que acaba de conquistar o selo de Empresa B – concedido a seleto grupo de companhias globais que visam o desenvolvimento social e ambiental como modelo de negócios.

Entre as práticas sustentáveis da empresa destacam-se a agricultura familiar, que contribui com a empregabilidade local ao contar com mais de 2.000 famílias na cadeia produtiva no município de São Marcos, no Rio Grande do Sul, onde recebem acompanhamento técnico em todas as etapas (do plantio à colheita, disponibilização de mudas; consultoria para expandir negócios e capacitação para boas práticas ambientais); o reaproveitamento de matérias-primas, como as cascas, sementes e cabos das frutas, que são utilizados como complemento de ração animal para gado ou adubo orgânico – reutilizado no próximo ciclo de produção; a gestão de resíduos industriais e a realização de coprocessamento de sobras sólidas; a parceria com a EuReciclo, na qual porcentagem das vendas anuais da empresa é destinada a cooperativas de reciclagem; e o recebimento de alunos de escolas da região na organização para a conscientização de crianças sobre a importância da alimentação saudável e da sustentabilidade.

Mesmo com todas essas práticas e a preocupação ambiental, a companhia também entende que é preciso ‘olhar para dentro’. Para ser sustentável e, ao mesmo tempo, entregar produtos com qualidade ao mercado, é necessário atentar-se ao que pensam os colaboradores e stakeholders – peças fundamentais nesse processo. É assim que, nos últimos anos, muitas companhias têm percebido que, quanto mais transparência elas passarem aos funcionários, maiores serão as chances de impulsionar produtividade, resultados e lucro.

Por fim, o conjunto de todos esses procedimentos é capaz de tornar a empresa referência em práticas sustentáveis, que acabam impactando positivamente o meio ambiente, sociedade, colaboradores, mercado e, consequentemente, o consumidor final.

Giorgeo Zanlorenzi é presidente da empresa Zanlorenzi Bebidas.

Manda a conta

Quanto às torneiras secas no Grande ABC, chegando ao ponto de condomínios serem obrigados a comprar o recurso hídrico de caminhão-pipa, entendo que esses conjuntos residenciais deveriam enviar as respectivas notas fiscais à Sabesp, exigindo o ressarcimento dos valores pagos na compra e depois ratear com os condôminos. Mas é profundamente lamentável que, em pleno Século XXI, parte da população do Grande ABC ainda esteja sofrendo com esse tipo de problemas. Se chove, a água da torneira vem suja. Quando cessa a chuva, as torneiras ficam secas.

Arlindo Ligeirinho Ribeiro

Diadema

Ilusão

Como os ‘petralhas’ se iludem fácil. Um deles, em entrevista a este Diário, afirma que terão força máxima em 2020 (Política, dia 28). Só se for para apanhar de novo nas urnas. Já disse aqui nesta Palavra do Leitor que ‘mudem de partido ou retirem aquela estrela vermelha’, que foi símbolo de corrupção. Só assim para enganar os eleitores da região. Outra coisa: Bolsonaro pode fracassar, eu acredito, mas mesmo assim o povo não vota mais no PT. E mais: tem que ser muito sem noção para dizer que a Ford fechou por causa de quatro meses de mandato do Bolsonaro. Fechou, sim, por motivos de termos na presidência o partido dele mesmo. E que bela liderança deles na região: nada menos que um ex-prefeito, que na campanha para governador saiu mais derrotado do que time de ‘oitava divisão’. 

Breno Reginaldo Silva

Santo André

Férias

Com meus 78 anos, nunca ouvi falar que ser vereador é profissão. A pessoa que se propõe em ser vereador tem de servir à comunidade e não se servir do cargo, porque nada a impede de realizar outra função, comercial ou industrial. Por isso, a classe política, no meu entender, está desacreditada. Pergunto a Matias Fiuza, Zé Ferreira e Luiz Francisco (Luizinho) se os três, de São Bernardo, têm carteira profissional com registro CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Zé Ferreira, inclusive, arrumou ‘boquinha’ para ele e sua mulher. Estão lotados no gabinete do deputado Luiz Fernando, com salário dele de R$ 13.372,84, e isso sem contar os vencimentos da mulher, para ficar em gabinete atendendo telefonemas e fazendo politicagem. Para esses um litro de óleo de peroba é pouco.

Copiniano de Souza

São Bernardo

Apelo

Deixo aqui minha insatisfação como contribuinte e munícipe de Santo André. Sou moradora da Vila Helena, mais precisamente da Avenida Andrade Neves, e não tenho uma gota de água na caixa desde dia 25! Entrei em contato com o Semasa, e cada dia é uma desculpa e um horário diferentes de abertura da água. A água até chega ao cavalete da rua, porém, sem pressão para subir para caixa-d’água. Estou indignada, pois pago minhas contas em dia, e não tenho o direito de ter água para banho digno. Tentei contato com um número que passaram, que é do ‘tal’ prefeito Paulo Serra, mas não sei quem é responsável pelo WhatsApp, pessoa sem informações concretas para passar. Você questiona e não respondem, deixando o contribuinte cada vez mais irritado. Que equipe é essa? Que administração é esta deste prefeito? Pouca vergonha! Meu marido esteve no Semasa e perdeu metade do dia de serviço para tentar resolver caso que é preservação de direito, o de ter água em casa. Conversou com ‘tal’ de Izaias, que pediu para retornar no dia 30 e que, caso não tivesse água, enviaria equipe para verificação. Meu vizinho retornou e disseram para esperar até dia 1º. Que descaso. Feriado e ficamos mais um dia sem água. Será que teremos que acionar a polícia ou aparecer na casa do prefeito para ver se resolve?

Elaine Geroldo

Santo André

Remova, prefeito!

O Prefeitura de São Bernardo, a despeito de protocolos e de laudos (emitidos pela própria administração municipal), não remove árvore doente da porta da casa dos meus pais, à Rua Santa Terezinha, bairro Jordanópolis. A árvore tem mais de 7 metros de altura, coloca em risco a vida dos transeuntes e motoristas, além de ter destruído a calçada e começar a destruir a garagem da casa. O protocolo é número 75.219, aberto em 25 de janeiro. O laudo feito pelo técnico (em visita do local, data de 8 de fevereiro), atestando tratar-se de uma espécie alfeneiro do Japão, assinado pelo senhor José Roberto Carlone, e que necessita ser removida. Em contato com a secretaria responsável pelo serviço, a informação é que houve nova licitação e a equipe de remoção ainda estaria sendo contratada. A chuva de domingo derrubou árvores no nosso bairro e a planta para a qual solicitamos remoção balançou assustadoramente. 

Ricardo Balistiero

São Bernardo

Classe M

Em recente pronunciamento na TV, Bolsonaro exaltou o patriotismo dos parlamentares por estarem dando andamento na reforma da Previdência. Bem, no meu entender, ser patriota com o bolso cheio ($), vivendo na mordomia – que é o caso deles e de todos os políticos – é fácil. O que eu quero ver é a pensionista de aposentado, com salário mínimo (que já é pouco), ser patriota quando tiver que sustentar-se com R$ 598,80 (redução para 60%), como quer a reforma do Bolsonaro, que uma vez aprovada criará nos próximos dez anos a ‘classe M’, ou seja, a dos miseráveis, classe que, por sinal, deverá durar poucos anos, pois ‘rapidinho’ deverá morrer de fome, ao contrário dos nossos políticos, de mesa farta e conforto. Aliás, caro leitor, porventura você já viu até agora algum deputado da região posicionar-se sobre a reforma? Não? É claro que não! Sabe por que? Porque do povo eles só querem o voto, e isso já conseguiram.

Luiz Roberto Batista

São Bernardo

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