Cultura & Lazer

Arte do empoderamento


Não há como negar. Beyoncé é uma das artistas mais produtivas, engajada com a música, criativa, corajosa e empoderada dos últimos tempos. Achar diferente disso é um ultraje. Ponto. Cantora e compositora negra, a norte-americana fez sucesso ainda com o antigo grupo Destiny’s Child.

Mas foi quando se jogou para o mundo solo que descobriu do que é capaz. Um de seus mais importantes trabalhos é Lemonade (2016), álbum que discute preconceitos, abusos de policiais e outros assuntos importantes. Após esse disco, a pergunta foi: qual será seu próximo passo? Por oito meses ensaiou pesado, após dar à luz dois filhos, para ser a primeira headliner negra de um dos eventos de música mais importantes do planeta: a edição de 2018 do festival Coachella, realizado na Califórnia.

Um ano após a apresentação, Beyoncé e Netflix colocam na plataforma de streaming o documentário Homecoming: A Film By Beyoncé – projeto pelo qual ela recebeu US$ 20 milhões –, que apresenta mescla dos dois dias de espetáculo da artista junto de cenas de bastidores com toda a preparação e processo criativo da obra. Momento emocionante quando fala da gestação dos gêmeos e dos riscos que correu – há outros dois projetos da artista acordados com a produtora de conteúdos.

O que ninguém imaginava, ainda mais por se tratar de turnê que já havia começado, é que a artista entregaria algo totalmente inovador e inédito. Beyoncé apresenta revolução musical de sua obra. Se reinventa, recria todo seu repertório, ilustrado por temas como Crazy In Love, Freedom, Run The Worl (Girls), Formation e Deja Vu – esta, com participação do marido, Jay-Z. Estão ainda na produção a irmã da cantora, Solange Knowles, e as parceiras do Destiny’s Child.

A artista coloca no palco, em forma de pirâmide, fanfarra, violinos, sua banda, bailarinos, cantoras de apoio, percussionistas e os gêmeos franceses do hip hop Les Twins, com quem já havia trabalhado. Tudo feito ao vivo. Mas tão, ou mais importante do que tudo isso, é sua sequência na caminhada do empoderamento, principalmente da mulher e dos negros. “Era importante para mim que todos que nunca se viram representados se sentissem no palco com a gente. Como negra, eu sentia que o mundo queria que ficasse no meu cantinho. E mulheres negras muitas vezes se sentem subestimadas”, diz Beyoncé, na obra.

Tanto que no meio de todo o cancioneiro, repleto de fortes emoções, ela homenageia os colégios e universidades usados por negros e não poupa discursos de figuras como a poeta e ativista negra Maya Angelou (1928-2014), além de lembrar da cantora Nina Simone (1933-2003) e da escritora Audre Lorde 1934-1992). Imperdível e necessário. 

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Não há como negar. Beyoncé é uma das artistas mais produtivas, engajada com a música, criativa, corajosa e empoderada dos últimos tempos. Achar diferente disso é um ultraje. Ponto. Cantora e compositora negra, a norte-americana fez sucesso ainda com o antigo grupo Destiny’s Child.

Mas foi...

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