Cena Política

Privatizar Sabesp não atrapalha Sto.André


O plano do governador João Doria (PSDB) de privatizar a Sabesp (Companhia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo) não deve impactar nas tratativas com a administração andreense. A pelo menos dois interlocutores, ouvidos pela coluna, o prefeito Paulo Serra, também tucano, assegurou que inexiste preocupação de que o projeto de desestatizar a Sabesp, acelerado por recente mudança na legislação, cause interferência nas negociações para a terceirização da distribuição de água potável e da coleta de esgoto, hoje prestados pelo Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André). “Não atrapalha” é a frase utilizada pelo gestor andreense ao ser questionado sobre o entusiasmo com que o colega paulista aborda a venda do controle da estatal, assim como fez na segunda-feira em entrevista ao programa Roda-Viva, exibido pela TV Cultura. Passar a responsabilidade das operações de saneamento básico para a Sabesp passou a ser uma das poucas esperanças de Paulo Serra para melhorar a qualidade dos serviços – e também equalizar a situação da dívida bilionária –, atualmente um dos principais fatores de desgaste à sua imagem, de acordo com pesquisas que o chefe do Executivo, de olho na reeleição, encomenda com frequência.

Em dois tempos
O presidente da Câmara de Santo André, Pedrinho Botaro (PSDB), decidiu fazer em duas fases as obras de reforma nos gabinetes dos vereadores. A deliberação se dá após alguns colegas de casa, a exemplo de Alemão Duarte (PT), demonstrarem insatisfação com o fato de ficar em locais improvisados, com metragem menor e pouca estrutura para receber visita de munícipes. Parte dos parlamentares se estabelecerá no espaço anexo ao Legislativo. Diante da mudança de ideia, haverá intervenção em um trecho das salas e somente numa segunda escala irá começar as ações para execução dos restantes.

Obras na cúpula
Por falar em Pedrinho Botaro, o dirigente da casa andreense encaminhou boletim informativo para divulgar o término das obras na cúpula do edifício da Câmara, estrutura simbólica que fica em cima do teto do prédio. Segundo o tucano, foi aplicada a camada de verniz que finalizou a recuperação do espaço. O contrato, firmado com a empresa WSG Engenharia, envolveu a reparação da estrutura das ferragens e o concreto, tendo como objetivo devolver as condições originais à coroa do Legislativo.

Portarias publicadas
O governo de Santo André publicou ontem no Diário Oficial portarias que formalizam nomeações já engatilhadas internamente, a exemplo das trocas de Pedro Seno (agora na Unidade de Planejamento e Assuntos Estratégicos) e Jéssica Cavalheiro (para a função de assessor de comunicação do prefeito, com status de secretário) e a entrada do ex-deputado José Bittencourt (PRB) na superintendência do IPSA (Instituto de Previdência de Santo André), além da confirmação de Evandro Banzato na chefia de Desenvolvimento Econômico.

Outras nomeações
As nomeações de Edilson dos Santos e Roberta Marangoni Figueiredo também foram oficializadas na administração andreense. Ambos foram candidatos a vereança no pleito municipal de 2016, sem sucesso. Edilson postulou vaga pelo PP, na coligação do ex-prefeito Aidan Ravin (Podemos). Irmã do ex-titular de Habitação Fernando Marangoni – atualmente secretário executivo da mesma Pasta no governo do Estado –, Roberta, por sua vez, pleiteou assento pelo DEM, sigla presidida na esfera local por Fernando. Eles estão lotados em setor denominado Núcleo de Apoio ao Governo.

Reiterando posição
Após assinar termo de posse de prefeita de Mauá – com a cassação de Atila Jacomussi (PSB) –, Alaíde Damo (MDB) reafirmou posição, já assumida anteriormente, e se colocou nas fileiras do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL). Questionada por jornalistas de veículos de comunicação da Capital sobre qual partido estava filiada, ela cravou: “Sou MDB, mas sou Bolsonaro”. Em relação à transição com o grupo de Atila, a emedebista pontuou na ocasião que ainda não estava sabendo de nada a respeito. 

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