Diarinho

Peças prontas para a criatividade


Inventividade talvez seja a palavra central para a popularidade do mundo Lego ao longo de mais de 80 anos. As peças coloridas de diversos tamanhos e formatos são capazes de fazer quase qualquer coisa, de versões de naves espaciais, navios piratas e dinossauros até réplicas de monumentos do mundo real, carros com apetrechos eletrônicos e homenagens a filmes e videogames. São conexões de pequenas partes coloridas que inspiram criatividade de fãs há diferentes décadas, desde sua criação, em 1932, na Dinamarca (Europa).

Parte desse universo ganhou espaço especial na agenda do Golden Square Shopping (Av. Kennedy, 700. Tel.: 3135-4000), em São Bernardo, com a Casa Lego. Na arena, com cenários variados, milhões de pecinhas do brinquedo estão disponíveis gratuitamente para visitantes com idade até 12 anos. A atração fica aberta até hoje, das 14h às 20h, com versões em bloquinhos do vilão Darth Vader e do robô R2-D2, da saga Star Wars servindo como parte do cenário e prontos para fotos.

Morador de Ribeirão Pires, Miguel Moraes Erandi, 7 anos, aproveitou passeio da família ao local para passar tempo no espaço temático. “Gosto de montar casas e criar bonequinhos. Tiro muita inspiração da minha cabeça mesmo e dos filmes e séries que eu acabo vendo”, comenta, citando Homem-Aranha como uma de suas figuras favoritas – inclusive já montou boneco inspirado no super-herói. “Acabo fazendo muita bagunça em casa e tenho que recolher tudo depois. São algumas horas que eu passo fazendo tudo isso.”

Ele teve o apoio do irmão mais novo, Davi, 5, com quem costuma dividir as peças que pertenciam ao pai e que, agora, estão nas mãos dos meninos. “Já montei prisões, carrinhos, castelos e caminhão de bombeiro. Lembro que meu pai e o Miguel tinham feito um trem no quarto uma vez, foi bem legal. Acabei brincando também, diz.

Claro que a diversão acaba sendo o objetivo principal do brinquedo, mas seu uso no cotidiano estimula coordenação motora e raciocínio lógico (veja mais ao lado), seja para crianças ou adultos. 

Kaue Gomes Rodrigues, 12, de São Bernardo, revela que costuma inventar robôs e carros de polícia. “Posso brincar do jeito que eu quiser. Você junta uma coisa na outra e tudo toma forma. Também é bom porque aguenta bastante, não quebra tão fácil.” 

Seus pais o deixaram na arena na companhia das irmãs. “Ao montar uma casa, por exemplo, o difícil é acertar o teto para completar a porta e as paredes. Preciso de muitas peças”, explica Kauani, 9. “Tem que pensar nos detalhes para ficar bem bonito. Queria conseguir montar uma fazenda, para colocar uns bichos também, alertando para o fato de utilizar as peças certas nos locais próprios, sem muitas surpresas”, completa Vitória, 8.

Novas peças são de ‘plástico verde’

No fim do ano passado, a Lego começou a colocar no mercado peças feitas com material originário a partir da cana-de-açúcar e usado na montagem de versões de pequenas árvores, arbustos e folhas. A produção do brinquedo foi iniciada na década de 1960 e sempre consumiu toneladas de plásticos feitos a partir de petróleo, como é de costume nesse tipo de produto.

Os novos itens são feitos com polietileno (também chamado de ‘plástico verde’), capaz de ser durável, flexível e 100% reciclável, sendo que a produção é realizada em fábricas no Rio Grande do Sul, no Brasil. O resultado final é idêntico aos bloquinhos normais. 

Essa mobilização de olho na preservação do meio ambiente teve início há três anos, quando a Lego começou a botar em prática para que, até 2030, a maioria de seus produtos tenha origem sustentável. A iniciativa representa apenas de 1% a 2% dos produtos da marca e a tendência é a de que essa porcentagem aumente ao longo do tempo.

Brinquedo ajuda a estimular questões mentais e motoras

Jogos e brinquedos educativos chamam atenção por estimular a mente dos usuários, principalmente os mais novos. Questões como raciocínio lógico e estratégico, compreensão de espaço e planejamentos fazem parte do pacote de benefícios, além de tudo acontecer no meio de muitas diversão. 

Peças de montar necessitam de atenção no manuseio, o que acaba sendo iniciativa para tratar da coordenação motora fina, ou seja, movimentos delicados e precisos feitos com mãos e pés. Versões de várias coisas ajudam as crianças a compreender, limites, leis e responsabilidades sobre as criações. Seu uso serve como meio terapêutico em certos casos.

Consultoria de André Correia. psicólogo clínico, de São Bernardo 

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