Márcio Bernardes

Voto de confiança


(São Paulo) – Não gosto da maioria dos cartolas. Os que passaram pela CBF nem se fala. O futebol brasileiro entrou nessa crise por causa de gestão. Não é preciso nem recapitular tantos escândalos dos comandantes da entidade.

No entanto, não dou murro em ponta de faca. Não posso ser intransigente e o bom senso recomenda cautela. Refiro-me a Rogério Caboclo, novo presidente da CBF. Suas primeiras medidas são elogiáveis. Juninho é um bom gestor. Já provou isso no Ituano. Experiente, pode dar positivas contribuições para o desenvolvimento do futebol. O comitê orientador, formado por notáveis, do futebol masculino e feminino, se realmente for ouvido, deve colaborar com ideias. Leonardo Gaciba foi um bom árbitro, bom comentarista e é um estudioso do futebol. Vai ajudar a melhorar a arbitragem. O cancelamento de jogos oficiais nas datas-Fifa sempre uma demanda de todos.

Conheci muito e convivi com o pai de Caboclo, Carlos. Empresário, são-paulino, correto, sempre foi referência. Se o ditado prevalecer, “filho de peixe, peixinho é”, o futebol brasileiro vai ganhar.

Exagero

Sempre defendi preços de ingressos de acordo com a categoria dos espetáculos. Reconheço que São Paulo e Corinthians poderiam acrescer valores nos dois jogos decisivos do Paulistão. Mas o Tricolor exagerou na dose do xarope. Aplicar 100% sobre os preços de todos os ingressos, convenhamos, é uma judiação, principalmente contra o torcedor mais humilde.

Pressão

O Palmeiras ganhou de 3 x 0 do Junior Barranquilla. Foi merecido. E tem vândalo dizendo que as pedras arremessadas no ônibus do clube que levava a delegação para a partida de quarta-feira, amedrontaram os jogadores. Assim, segundo esses malucos, em uma hipótese absurda, o time se esforçou em campo para ganhar dos colombianos também por causa do medo. É mole?! 

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