Setecidades

Bispo defende Metrô para integrar região à Capital


 A campanha em prol da manutenção do projeto original da Linha 18-Bronze do Metrô (Tamanduateí-Djalma Dutra) para o Grande ABC ganhou importante aliado, o bispo da Diocese de Santo André – responsável pelas sete cidades –, dom Pedro Carlos Cipollini. Questionado sobre o assunto ao fim de celebração que homenageou as vítimas dos temporais dos dias 10 e 11 de março, no domingo, na Paróquia São João Batista, no Rudge Ramos, em São Bernardo, o líder da Igreja Católica foi enfático ao destacar os benefícios do modal em comparação ao BRT (sigla em inglês para sistema de transporte rápido por ônibus), uma das alternativas ventiladas pelo governo do Estado. A promessa é a de que o governador João Doria (PSDB) bata o martelo sobre o tema em junho.

“Não consultei todos os organismos da nossa Igreja Católica, já que é grande demais, complexa, mas, posso dar minha opinião pessoal. Sou a favor de Metrô e não deste ‘negócio’ de ônibus.” Segundo o bispo, apenas o Metrô seria capaz de integrar a malha metropolitana de São Paulo. “Não podemos deixar os sistemas de transporte público fragmentados, picotados. É muito mais fácil cuidar de uma extensão do Metrô do que colocar outros mecanismos, como monotrilhos, que não têm em todo o lugar. Se o Grande ABC não tiver o Metrô, vamos sofrer as consequências de uma singularidade no transporte”, considera Cipollini.

O líder da Igreja Católica complementa que o Grande ABC “precisa seguir a tendência das grandes cidades”, com políticas que melhorem a vida das pessoas, por exemplo, com a diminuição do tempo que passam no trânsito. Neste caso, segundo Cipollini, o Metrô é mais vantajoso, já que percorreria a região de forma mais rápida até a Capital. O discurso do bispo vem ao encontro da Campanha da Fraternidade deste ano, cujo tema é Fraternidade e Políticas Públicas, lançada na Quarta-Feira de Cinzas, no dia 6, e que permanece até a Páscoa, 21 de abril.

Além do bispo diocesano, compõem a lista de defensores do Metrô as subsecções da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em Santo André e São Caetano, as associações comerciais, industriais e empresariais do Grande ABC – Acisa (Associação Comercial e Industrial de Santo André), Acisbec (Associação Comercial e Industrial de São Bernardo), Aciscs (Associação Comercial e Industrial de São Caetano) e ACE (Associação Comercial e Empresarial) de Diadema – e os deputados estaduais com base nas sete cidades, Teonilio Barba (PT), Luiz Fernando Teixeira (PT), ambos de São Bernardo, e Thiago Auricchio (PR), de São Caetano.

Anunciada em 2014, a construção da Linha 18 – que será feita por meio de PPP (Parceria Público-Privada) – previa inicialmente que o ramal a ser utilizado seria um monotrilho, projetado para ter 13 estações, saindo de Tamanduateí, em São Paulo, até o Centro de São Bernardo (parada Djalma Dutra), passando por São Caetano e Santo André. No entanto, com a dificuldade de executar a obra, alternativas como BRT, que é um corredor de ônibus com maior capacidade e velocidade que um corredor convencional, estão sendo consideradas como opções de ligação do Grande ABC a São Paulo.

 

Redução do tempo de deslocamento é principal vantagem, segundo usuários

 

Usuários do transporte público do Grande ABC ouvidos pelo Diário apontam a rapidez e comodidade do monotrilho como principais vantagens da implantação da futura Linha 18-Bronze do Metrô, que ligará municípios da região até a Capital.

Com velocidade média de 35 km/h, e intervalo entre as composições de um minuto e meio durante o horário de pico, passageiros projetam redução de até 50% no deslocamento entre municípios do Grande ABC até São Paulo.

“Hoje chego a levar uma hora e meia da República até São Bernardo (usa ônibus, trem e Metrô). Se o Metrô sair do papel, acredito que vou levar metade deste tempo indo de transporte público”, conta o designer Fabiano de Lucca Peixoto, 31 anos.

Moradora de São Caetano, onde a futura Linha 18- Bronze abrigará cinco estações, a bancária Rafaela Figueiredo, 28, destaca ainda a tendência de migração de usuários de outros modais após a implantação do sistema. “Utilizo o trem da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e irei migrar para o Metrô, assim como outras pessoas. A superlotação do trem deve diminuir. Todo mundo sairá ganhando”, afirma.

Se aprovado pelo Estado, o monotrilho deverá ser erguido num prazo de até quatro anos, com previsão de entrega para início de 2023.

Comentários


Veja Também


Bispo defende Metrô para integrar região à Capital

 A campanha em prol da manutenção do projeto original da Linha 18-Bronze do Metrô (Tamanduateí-Djalma Dutra) para o Grande ABC ganhou importante aliado, o bispo da Diocese de Santo André – responsável pelas sete cidades –, dom Pedro Carlos Cipollini. Questionado sobre o assunto ao fim de cel...

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:
Voltar