Setecidades

Processo de urbanização do Macuco é adiado pela 8ª vez


O processo de urbanização do Chafik/Macuco, situado no Jardim Zaíra, em Mauá, segue longe de se tornar realidade. No mês passado, a Prefeitura prorrogou, pela oitava vez, o prazo para finalização do projeto executivo – estudo detalhado sobre as intervenções previstas – para urbanização do assentamento precário. A previsão inicial era a de que o documento estivesse pronto em 2015.

Com a medida, o projeto, que está sendo elaborado pela Geométrica Engenharia de Projetos Ltda há quatro anos, segue sem prazo para ser concluído. Exigido para a execução das melhorias estruturais necessárias às 11 mil famílias que vivem na área, o documento, segundo a Prefeitura, teve seu prazo de elaboração estendido “devido às características físicas e sociais das áreas de intervenção”. 

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(Esta área) Apresenta maior dificuldade de realização dos serviços de campo, bem como demandam estudos e análises mais acuradas com vistas a melhor solução de projeto para os assentamentos precários”, explicou, em nota, a gestão chefiada pela prefeita interina Alaíde Damo (MDB). O projeto, orçado no valor de R$ 1,5 milhão, segundo o município, não sofrerá reajuste contratual.

A elaboração do projeto executivo para urbanização dos assentamentos precários integra a segunda fase de amplo processo de melhorias previstas para o Chafik/Macuco, área carente do município.

Nesta etapa, estão previstas a execução de contagem de famílias instaladas no Macuco – em trecho que vai da Rua Lourival Pontal da Silva até o Zaíra 4. O contrato também prevê elaboração de projeto executivo da quarta etapa de melhorias do processo de urbanização do Jardim Oratório, com a inclusão de vias e vielas que não foram contempladas na terceira etapa – que ainda está sendo executada –, além de contenção de trechos de encostas e melhorias ambientais.

Até o momento, no entanto, apenas as etapas do diagnóstico e a concepção do projeto de urbanização foram concluídas. “Sinceramente, os moradores já não esperam mais nada desta obra. Na verdade, o que fica é o sentimento de medo a cada chuva que atinge o bairro”, desabafou a diarista Roseli Cardoso, 48 anos, que ainda se recorda com clareza da terça-feira chuvosa do dia 11 de janeiro de 2011. As fortes chuvas do início daquele ano causaram série de deslizamentos. Ao todo, cinco pessoas morreram e outras 500 ficaram desalojadas. “De lá para cá, nada mudou”, conclui a moradora.

Em dezembro de 2013, a administração municipal, chefiada à época por Donisete Braga (no período PT,atual Pros), assinou contrato com a Caixa Econômica Federal, no valor de R$ 79 milhões via PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para urbanização e regularização fundiária da área. No entanto, moradores afirmam que a situação é praticamente a mesma desde então.

“Pouca coisa mudou. Para não falar que eles não fizeram nada, há alguns meses, a Prefeitura fez um pequeno muro onde a casa da minha irmã caiu. Tirando isso, nada mais. Não tenho mais esperança de que a situação mude”, afirmou a dona de casa Juliana Cardoso, 27, que hoje vive à beira do barranco em casa de três cômodos junto de seus três filhos Beatriz, 9; Cristofer, 6; e Isabelle, 4. “Só espero que Deus nos proteja.” 

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