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Reflexão sobre intimidade vazada


Reflexos de vídeo íntimo vazados na internet movimentam Ferrugem, em cartaz em São Paulo. O filme coloca nas telas como esse tipo de ação corrói os envolvidos: os protagonistas das imagens, os receptores do material e os acusados de jogar tudo para o restante do mundo. O impacto desse tipo de inconsequência agita o grupo de adolescentes pelo qual viaja o longa-metragem nacional.

O público acompanha a forma que a vida de Tati (Tifanny Dopke) vira o centro das atenções no colégio por conta de momento com o ex-namorado ter chegado ao grupo de WhatsApp da turma. Ela está acostumada a postar seu cotidiano, mas enfrenta peso jamais pensado por conta dos julgamentos de todos e a angústia não para de aumentar.

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Já o segundo momento do conto revela o introspectivo Renet (Giovanni de Lorenzi) agitando os pensamentos devido ao contato com Tati e à relação distante com os pais. A viagem para a praia faz referência à imensidão de suas ideias turvas, ao mesmo tempo em que precisa ficar com os pés no chão para lidar com o mundo real.

Sem muitas explicações ou detalhes, Ferrugem deixa a sensação de mal-estar características de quem viu algo que realmente atinge seu senso crítico. O projeto comandado pelo diretor Aly Muritiba, de Curitiba, acerta no meio pelo qual passa sua mensagem, seja qual for o tipo de público – ou quem se envolveu em história parecida em qualquer lado da moeda. 

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