Setecidades

Região tem queda em ranking de cidades mais conectadas


 Levantamento realizado pela consultoria Urban Systems, com base em 70 indicadores nacionais, mostra que o Grande ABC perdeu posições no ranking que avalia as cidades mais conectadas e inteligentes do País. Dos sete municípios da região, apenas três aparecem neste ano entre os 100 mais bem posicionados do Brasil. Em 2017, a região tinha cinco representantes entre os melhores (veja tabela abaixo).

A listagem, denominada Connected Smart Cities (Cidades Inteligentes e Conectadas, na tradução livre), aponta as administrações que possuem maior potencial de desenvolvimento no Brasil por meio de iniciativas integradas em 11 áreas: Mobilidade, urbanismo, tecnologia e inovação, empreendedorismo, governança, educação, energia, meio ambiente, Saúde, segurança e Economia.

De acordo com o levantamento divulgado ontem, São Caetano aprece como o município mais bem colocado da região, no 11º lugar no ranking. Embora tenha perdido duas posições em relação ao levantamento realizado em 2017, saindo da lista dos dez melhores do País, a cidade aparece como destaque em pelo menos quatro indicadores avaliados: Saúde, Economia, meio ambiente e tecnologia e inovação.

Segunda mais bem colocada da região, São Bernardo, que caiu de 20º para 33º lugar, também foi a cidade do Grande ABC que mais se destacou no levantamento de urbanismo que engloba, dentre outros indicadores, a questão da lei sobre o zoneamento ou uso e ocupação do solo e investimentos em moradias. A cidade aparece na 13º posição neste quesito.

Por fim, Santo André, que teve a maior queda no levantamento – caiu de 26º para 39º –, foi bem posicionada em apenas três indicadores: empreendedorismo, Economia e meio ambiente.

Diadema e Mauá, que apareceram no ranking em 2017, neste ano sequer estão entre os 100 melhores. Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, pelo segundo ano, não constam no levantamento nacional.

Na avaliação do integrante da Cátedra Gestão de Cidades da Universidade Metodista de São Paulo Luiz Silvério, a queda de posições de municípios do Grande ABC está associada diretamente à falta de integração regional de políticas públicas. “Exemplo disso tem sido a falta de atenção dada pelas prefeituras ao Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, como foi o caso de Diadema, que saiu do colegiado”, explica. “Se a região não se une para trocar ideias e projetos, não haverá desenvolvimento urbano. Pelo contrário. As cidades enfrentarão dificuldades em melhorar suas políticas, o que o próprio indicador sinaliza com a queda da região.”

Para o presidente da Urban Systems e sócio da plataforma Connected Smart Cities, Thomaz Assumpção, o levantamento novamente mostra a importância de um planejamento estratégico das cidades, considerando a conexão entre os 11 eixos temáticos analisados e a sinergia existente entre o resultado de investimentos. “A Educação, por exemplo, que muitas vezes é vista como um eixo básico, tem uma grande importância no desenvolvimento do empreendedorismo e na busca da sustentabilidade econômica das cidades, permitindo que mais atores sejam responsáveis pelo desenvolvimento.”

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