Márcio Bernardes

União


(São Paulo) – O episódio envolvendo o Santos mostrou que a solidariedade no futebol é um fato raro. Independentemente de a equipe brasileira ser culpada ou não, faz tempo que a Conmebol faz e desfaz do futebol brasileiro.

No ano passado a Chapecoense foi punida arbitrariamente pela entidade. Quem será o alvo no próximo capítulo?

A entidade sul-americana é polêmica. Comentamos há pouco tempo que a Libertadores foi esticada para todo o ano e isso prejudica os campeonatos nacionais. Ninguém protestou.

Os clubes assinam o regulamento e acompanham como cordeirinhos o sorteio dos grupos e jogos. A CBF há algum tempo não tem moral para nada. Seus três ex-presidentes estão enrolados com a justiça. Um deles está preso nos Estados Unidos. Estamos falando de quase 30 anos de gestão. Idem com a Conmebol. Nas últimas décadas só passou bandido por lá.

Não se viu nenhuma manifestação de solidariedade ou indignação dos outros grandes clubes brasileiros. Repito; independente do abuso ou não da decisão, além de tudo, a divulgação do resultado do tribunal foi uma afronta. Algumas horas antes do jogo todos souberam que o Independiente entraria a noite no Pacaembu sabendo que tinha vantagem de 3 x 0.

É asqueroso e revoltante. É triste ver a falta de solidariedade entre os chamados co-irmãos. Aliás, desse jeito, essa fraternidade lembra Abel e Caim.

Viva o Fogão

Não sou daqueles que joga praga nos adversários. Tenho uma índole diferente. Mesmo sendo comercialino, fiquei feliz com a conquista do Botafogo de Ribeirão Preto. Voltar à Série B é uma honra para qualquer clube. Tomara que o Comercial siga esse exemplo e em breve também dispute torneios mais importantes. Seria uma grande alegria ver um Come-Fogo na Série B.

A conquista no estádio Santa Cruz foi emocionante. Digna de jogos épicos, fantásticas decisões. O gol do Botafogo, além do tempo regulamentar, a decisão nos pênaltis e a frustração dos paraibanos são coisas que apenas o esporte é capaz de provocar.

Bambambã. 

Leia Mais

Comentários


Veja Também


Voltar