Palavra do Leitor

A retomada do mercado de trabalho


Visivelmente, o mercado de trabalho apresenta sinais de retomada, ainda que de maneira cautelosa. Com relação ao Grande ABC e Baixada Santista, tenho acompanhado desde o segundo semestre de 2017 a abertura de vagas temporárias e permanentes para profissionais de diferentes níveis hierárquicos, com destaque para as áreas de finanças e contabilidade, tributária, tecnologia, recursos humanos, engenharia, vendas e marketing.

Essas posições têm origem prioritariamente nos setores industriais, portuário e de logística. O volume da demanda e as perspectivas de crescimento, inclusive, levaram a Robert Half a inaugurar recentemente um escritório no Grande ABC.

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Dentro desse cenário de reaquecimento, para o empregador fica o alerta de investir na estruturação de processos de recrutamento ágeis, porém completos. A necessidade se justifica pelo fato de que, de acordo com pesquisas, 84,7% dos candidatos já desistiram do emprego dos sonhos e optaram pela proposta que estava em segundo lugar na lista de prioridades porque o primeiro processo demorou mais para ser concluído.

Minha sugestão é que, ao visualizar a necessidade da abertura de uma vaga, a empresa siga seis etapas. Primeiro, com base no período de duração da atividade, defina se faz mais sentido contratar um profissional temporário ou permanente. Segundo, considere no processo profissionais qualificados que estão disponíveis e os que não estão ativos na busca por movimentação. Terceiro, faça boas entrevistas. Quarto, cheque referências sem se limitar à lista indicada pelo candidato. Quinto, diante de um candidato de talento, não demore para fazer a oferta. Sexto, invista no processo de integração para que o profissional se sinta parte da equipe.
Do ponto de vista dos profissionais em busca de recolocação ou movimentação na carreira, antes de se candidatar para uma oportunidade, recomendo aos candidatos uma análise sincera do próprio currículo para entender se as qualificações técnicas e comportamentais estão alinhadas ao descritivo da vaga ou se há necessidade de desenvolvimento ou atualizações. Para cargos que vão de analista a diretor, no Grande ABC e Baixada Santista, os empregadores têm valorizado profissionais com fluência no idioma inglês, foco na resolução de problemas e que sejam flexíveis e consultivos, além de alta qualificação técnica. O Brasil é o país onde os gestores mais têm dificuldade para encontrar profissionais qualificados, então aí está uma oportunidade para você se destacar entre a maioria.

Fernando Mantovani é diretor-geral da empresa de consultoria de recursos humanos Robert Half. 

Palavra do Leitor

Luz no fim do túnel
Não podemos perder a esperança em muitos casos do cotidiano. Os números conversam quase nada com a realidade. O dia a dia dos brasileiros está completamente tomado por uma sombra: quem ainda não perdeu o emprego, está cada vez com mais medo. Enquanto os candidatos, agora em plena campanha, discursam sobre teorias e reflexões políticas, a rua mostra um cenário apavorante, assim como pesquisas sobre emprego e desemprego. A política brasileira clama por mudanças drásticas. Não há mais como essa classe de governantes e postulantes aos cargos se manterem tão distantes da realidade do povo, que está em sua maioria no desalento. São 13,2 milhões de desempregados no número oficial, mais de 37 milhões na informalidade e subemprego. Em um ano, o País perdeu quase 500 mil vagas de trabalho. Enquanto as pessoas contavam que o pior da crise tinha terminado em 2017, ninguém poderia imaginar que infelizmente tudo pode piorar dependendo de quem será eleito novo presidente. A esperança continua, aconteça o que acontecer em outubro nas urnas
Turíbio Liberatto
São Caetano

Quando, onde, por quê
Aconteceu o inacreditável, o impossível, pois decretaram a cassação do mandato de um parlamentar suspeito de cometer o hediondo crime de corrupção, senhor Paulo Maluf, de tristes recordações (Política, dia 23). Tudo bem, estão moralizando o Congresso, diriam os menos avisados. Mas que ninguém se engane, pois ‘chutar cachorro morto é fácil’, como se usa dizer. A pergunta que não quer calar é a seguinte: Quando será que irão cassar os mandatos dos senadores Renan Calheiros, Romero Jucá, Edson Lobão, Gleisi Hoffmann, Lindberg Farias, Fernando Collor de Mello e Aécio Neves?, só para citar alguns dos medalhões da Casa, todos investigados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e suspeitos de haver cometido sérios ilícitos inerentes aos seus cargos eletivos. Não é mesmo, senhores componentes da temida mesa diretora? Perguntar não ofende.
Maria Elisa Amaral
Capital

CBF e seus presidentes
O ex-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) José Maria Marin, condenado pela justiça norte-americana por corrupção na administração do futebol brasileiro, já está preso pela Justiça dos Estados Unidos (Esportes, dia 23). O senhor Ricardo Teixeira e seu amigo Marco Polo del Nero, ex-presidentes da mesma entidade, refugiados no país da impunidade, o Brasil, onde a Justiça só funciona bem no STF (Supremo Tribunal Federal), acusados pelo mesmo motivo de Marin, se saírem do País serão presos pelo FBI. Esse é o futebol brasileiro, dominado por gangue cujos agentes se espalham pelas federações estaduais, e que os grandes clubes, comprometidos, fingem não saber.
Benone Augusto de Paiva
Capital

Pesquisas
Recentemente, o mais novo poste do PT e do Lula – o mandatário do partido –, o senhor Haddad, disse em entrevista à revista Exame que o Brasil deveria importar professores de Matemática de Cuba. Só resta uma simples e elementar pergunta à Apeoesp (sindicato dos professores do Estado), ligada à CUT: o que acha disso? Essa é a democracia do PT, sempre para favorecer parceiros deles mesmos, do Brasil nunca.
Marieta Barugo
Capital

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