Memória

Apresentamos o engenheiro Emílio Cordes


"Emílio Cordes, hoje nome de rua no bairro Silveira, em Santo Andre, ofereceu uma imagem de São Benedito à igreja de Piraporinha, em 1918".

Memória, 10-8-2018.

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A informação acima motivou o amigo João Fernando Flaquer Musa a trazer ótimas informações sobre as festas em louvor a Bom Jesus. Recebemos do Sr. Musa uma foto do engenheiro Emílio Cordes. E também fotos de um chaveirinho guardado por sua mãe, Dona Maria Lydia Flaquer Musa.

Pirapora, Piraporinha...

Texto: João Fernando Flaquer Musa

O engenheiro Emílio Cordes, meu tio, era casado com Elisa (tia Elisinha) Flaquer Cordes, filha do Senador Flaquer e dona Elisa. Este casal residia na Rua Bernardino de Campos, em Santo André. Sua propriedade foi vendida para os sócios fundadores do Tênis Clube de Santo André construírem a sede existente até hoje.

Quanto a Piraporinha, as famílias antigas da região, atual Grande ABC, eram devotas de Bom Jesus e todos os anos se dirigiam no mês de agosto (dia 6), em romaria, para atual cidade de Pirapora do Bom Jesus (próximo a cidade de Santana de Parnaíba). 

Com o envelhecimento dos devotos a viagem até Pirapora tornou-se difícil, por esta razão resolveram construir uma pequena capela em um local plano e arborizado. Esta região por ser criada em homenagem a Pirapora do Bom Jesus, passou a ser conhecida como Piraporinha.

CONSTRUTORES

Informação a ser confirmada: meus tios Emílio Cordes e Nestor Guzzi Ayrosa, foram os responsáveis pela abertura dos dois túneis da Avenida Nove de Julho, em São Paulo.

Emílio Cordes está sepultado no Cemitério da Saudade, em Vila Assunção.

A RELÍQUIA

Dentre os meus guardados encontrei um chaveiro que minha mãe, Maria Lydia Flaquer Musa, em 1967, mandou fazer para comemorar o centenário das romarias que nossas famílias realizam anualmente a Bom Jesus em Pirapora. Data que consta em alguns eventos relatados pelas minhas famílias.

Ela lastimou o elaborador do chaveiro não ter colocado o ano da feitura. Mas, eu sou testemunha desta data que foi, pelas famílias homenageadas, festejada com bonita festa em 6 de agosto de 1967, dia de Bom Jesus, na cidade de Pirapora.

NOTAS DA MEMÓRIA

Ao longo da história desta página Memória, várias vezes nos referimos ao engenheiro Emílio Cordes. Agora temos a sua foto, e outras boas informações trazidas pelo seu sobrinho.

Fomos ao Cemitério da Saudade, e encontramos várias informações sobre ele e seus parentes, todos ligados ao senador Flaquer e sua mulher, Elisa Flaquer, nomes de ruas no Centro de Santo André:

- O engenheiro Emílio Cordes faleceu em 26 de julho de 1956, em sua casa, na Rua Bernardino de Campos, 270. Tinha 71 anos. Era filho de Theodoro Cordes e Mathilde Cordes. A certidão de óbito é assinada pelo Dr. José Luiz Flaquer Neto - neto do senador Flaquer. Entre outras atividades, foi engenheiro da Estrada de Ferro Sorocabana.

- Antonio Flaquer, ex-prefeito, ex-deputado estadual, faleceu em 24 de novembro de 1957. Era serventuário de justiça. Filho do senador Flaquer e de Elisa de Menezes Flaquer. Tinha 60 anos quando faleceu, na Rua Monte Casseros, 50.

- Alfredo Flaquer Sobrinho. Faleceu em 12 de abril de 1958, aos 76 anos. Residia à Rua José Maria Lisboa, em São Paulo, irmão de Antonio Flaquer.

- José Luiz Flaquer Junior, 72 anos. Natural de Santo André. Faleceu em 22 de agosto de 1967, no Parque da Aeronáutica, em São Paulo, onde residia. Funcionário público aposentado. Também filho do senador Flaquer. Viúvo de Mathilde Martins Flaquer.

- Odette Flaquer de Siqueira, 92 anos. Faleceu em 14 de fevereiro de 1992, na Avenida Dom Pedro II, bairro Jardim, em Santo André. Filha do senador Flaquer e viúva do advogado Generoso Alves de Siqueira, que chegou a ser prefeito interino de Santo André.

- Murillo Flaquer. Engenheiro civil. Faleceu em 12 de maio de 1993, aos 64 anos. Filho de Alfredo de Freitas Flaquer e de Noemy Bueno Flaquer.

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